American Horror Story – 5×06 – Room 33

Imagem: Rabbit Hole Network

 


American Horror Story vinha numa crescente, por isso na review anterior eu disse que gostaria de, pela primeira vez, dar mais que três estrelas para algum capítulo dessa temporada. Será que minhas expectativas foram atendidas? Será que AHS vai pisar nas minhas pretensões como meu primeiro amor de colégio pisou no meu coração (sim, eu lembro de você, Amanda, sua maldita)? Confiram comigo abaixo.

“Room 33” já começa com uma fotografia envelhecida, ou seja, flashback das antigas. Isso nunca faz bem para o meu ódio. Estamos em 1926 e, de forma inexplicável, mas positiva, abandonaram a ideia de fazer isso em preto e branco. Obrigado, já ganha uma estrela aí. Temos Lady Gaga indo para uma clínica clandestina de aborto, ela está com três semanas de gravidez, mas já tem uma barriga de fazer inveja ao Péricles do Exaltasamba. Quando o médico conclui o trabalho, temos a primeira surpresa: O bebê não morreu e ainda atacou a enfermeira (Rosemary mandou lembranças). O médico entrega o filho pra Gaga, super tranquilo, pois é perfeitamente normal uma paciente abortar um demônio vivo que acabou de devorar sua funcionária.

Pausa para informar que a abertura dá mais medo que o seriado em si.

O pior detetive de todos os tempos, John Lowe, descobre que o filho está “vivo”, e de quebra, que a ex-mulher dele dorme num caixão de vidro com a criança. A Dra. Alex finalmente penteia o cabelo de uma forma decente e faz um teatrinho, como se John estivesse ficando maluco. Como ele é o PIOR detetive da história, de fazer inveja no Inspetor Clouseau, o cara parece acreditar em tudo. Esse detetive é mais confuso que criança depois de flagrar os pais transando.

Por falar em transar, a boa e velha sacanagem está de volta. E vem anulando boa parte do episódio anterior, pois descobrimos que o barman crossdresser do hotel, Paulo Gustavo, está dando uns amassos no Zoolander. Que preguiça… como assim você estabelece algo num capítulo e depois mostra outra coisa totalmente diferente no seguinte? Essa bipolaridade não é um bom recurso de roteiro, acabou de perder a estrela que ganhou no flashback colorido. Zoo e Paulinho (apelidos carinhosos) estão perdidamente apaixonados, mesmo sabendo que, até aqui, mal tinham trocado mais que duas palavras, nem sequer um olhar de cumplicidade. Não tinha nada que apontasse pra esse romance. E a p*taria voltou com tudo! Ao mesmo tempo, Lady Gaga está dando um amasso violento com Will Drake. Essa foi a parte em que eu aplaudi de pé: Parabéns pelo traseiro, Gaga. Impressionante.

Em determinado momento, Zoolander diz que não é gay… Olha amigão, se você morde pescoço, bebe sangue, não sai à luz do dia e não tem reflexo no espelho… Pode até ser que você coma alho de boa, mas já tenho indícios suficientes pra te chamar de vampiro. Se solta, pintosa.

Ramona e Neal Caffrey Adam Lambert voltam ao hotel e não conseguem encontrar as crianças loiras bizarras, pois a Dra. Alex removeu os caixões para enganar o detetive Lowe (como se precisasse). Adam encontra as duas europeias que comeram o pão que o diabo amassou na Season Premiere. Ninguém morre em definitivo nessa temporada? As loirinhas não se aceitam como novo elenco de Crepúsculo, então ele conta uma historinha sobre como elas devem achar um propósito dentro do Hotel Cortez. Conhecemos a história de Cara, uma moça que se suicidou na banheira no quinto andar e ficou por algum tempo se decompondo. Inclusive, ela cometeu suicídio por estar levemente acima do peso… de um trator. Cara virou um espectro obeso matador de quem bebe água e isso, de alguma forma, levou propósito para as loirinhas. Na terceira cena de sexo em um episódio de menos de uma hora, temos as duas transando com um incauto e fazendo picadinho do sujeito.

Enquanto Adam fica contando história, Ramona vai tentar matar o filho da Gaga, justificando o título do episódio, já que o coisa-ruim fica no quarto 33. Ela falha miseravelmente e o Baby Gaga foge. O mais incrível de tudo é saber que na tentativa de aborto em 1926, Lady Gaga tinha só três semanas de gravidez e uma barriga do tamanho de um planeta. Pois bem, 89 anos depois do nascimento, o cramunhãozinho ainda é um bebê. Faz sentido.

Já tínhamos esquecido, mas o assassino serial dos dez mandamentos continua à solta. Depois de achar mais uma vítima do serial killer, o pior detetive do mundo volta para o hotel, onde temos a quarta cena de sexo do episódio (queria perguntar para o showrunner da série se ele é capaz de escrever algo que não seja bunda-lê-lê). As duas europeias transam com John, que fica horrorizado quando se vê envolto numa piscina de sangue. Se ele não perceber que está tudo errado nesse hotel agora, é melhor entregar o distintivo e se aposentar, pois quando procurarmos “detetive m*rda” no Google, vai aparecer uma foto dele.

Imagem: Xemab

Zoolander e Paulo Gustavo resolvem contar para Gaga que estão de casinho, se amando loucamente, nessa relação que brotou do nada e repentinamente só nesse episódio. Eis que surge o melhor momento de toda a temporada: Gaga corta o pescoço do Zoolander e o mata (de vez), para o desespero do barman.  No final, descobrimos que o filho da Condessa sobreviveu à tentativa de assassinato que sofreu pelas mãos da Ramona, e o moleque é mais feio que uma cruza da Regina Casé com o Ronaldinho Gaúcho. The End.

Assim como Amanda fez comigo aos seis anos, AHS me decepcionou, destruindo minhas esperanças. Tomou uma estrela por caridade, só por ter se livrado do Zoolander. Gente, eu queria muito gostar dessa temporada, mas a coisa está feia. Quando sair o DVD de “Hotel”, deveremos tomar cuidado com as moscas que vão vir junto, tamanho é o cocô que isso está. Poxa AHS, me ajude a te ajudar.

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About Erick Wilhamis

Oriundo de um planeta extinto, fui mandado para a terra ainda bebê pelo meu pai. Quando jovem, embarquei numa viagem na qual o avião em que eu estava caiu numa misteriosa ilha...me dando apenas 24 horas pra resolver todos os problemas inexplicáveis de lá. Fugi da ilha, e aqui estou, enfrentando fantasmas nos reviews de American Horror Story.