As Novidades da Netflix de 01/04 a 15/04: o que vale a pena (ou não) assistir

A primeira quinzena pode não ter contado com grande quantidade de séries, mas a qualidade das adições é inegável: de Better Call Saul a The Get Down, as novidades enchem os olhos de todo bom seriador. Então, marque na grade, pois temos novidades na Netflix.

Pelos dois episódios já exibidos e liberados na Netflix, Better Call Saul retornou com o pé na porta. No bom e velho estilo tenso e ligeiro da série original, Saul investe em silêncio e momentos de explosão, um jogo de luz e sombras que faltava nas temporadas anteriores. Jimmy ruma a um caminho sem volta, e o mundo ao seu redor parece ficar mais perigoso a cada segundo. No segundo capítulo, um dos melhores de todo o programa, Vince Gilligan dá um show de direção, no nível de Breaking Bad, com roteiro afiadíssimo e fotografia de cinema.

A série mais cara da Netflix está de volta. E diferente. É curioso perceber como The Get Down mudou mesmo que estes novos episódios ainda pertençam à primeira temporada. Parece outro ano, outra abordagem. As mudanças, porém, não são inteiramente positivas. As sequências animadas, por exemplo, são péssimas; mal executadas e completamente deslocadas do resto, as cenas são inteiramente descartáveis. Além disso, o ritmo ainda surge mais afetado do que na primeira parte, com episódios que sobem e descem e caminham entre tramas boas e interessantes e outras cansativas e gratuitas. Ainda assim, The Get Down merece uma chance e continua vibrante – principalmente no apuro visual inegável.

Desisti de The Walking Dead. É tão bom escrever isso! Os fãs que me perdoem, mas largar a série é como tirar um peso das costas. TWD sempre promete, mas nunca cumpre. Quando o faz, leva muito tempo pra isso. Não há paciência que aguente uma première e uma finale excelentes e um desenvolvimento completamente enfadonho. Pois é isso que a série faz: conquista no início, planta algumas pistas no meio do caminho, e agrada mesmo só no desfecho. A trajetória, entretanto, já perdeu a graça há muito tempo. Se os produtores e roteiristas não acharem um retorno à boa forma, uma saída é acabar com o programa de uma vez por todas.

Sleepy Hollow é o tipo de série que começou com uma premissa bacana, mas hoje já virou outra coisa. Novos personagens surgiram, novas tramas nasceram e hoje, a série que começou cambaleando, caminha bem. Não é a melhor das séries de fantasia, mas cumpre bem o seu papel. Trama corretinha, visual bacana e temas interessantes, algo que acompanhou o programa desde o início. Agora, os assinantes podem acompanhar a mais recente das temporadas.

Caracterizar o humor de Chewing Gum como nonsense talvez não seja correto. É um humor absurdo mesmo, em vários sentidos, e pode não agradar a todos. Mas o texto bem trabalhado e uma atriz totalmente entregue ao papel principal valem muito a pena. Além disso, a série tem algo que as comédias americanas esquecem frequentemente: o comentário social, a diversidade de personagens, o desenvolvimento de um conjunto, e não de uma pessoa. Aos poucos o projeto vai sendo descoberto na plataforma.

O grande barato da segunda temporada de Helix e a sensação de reboot, de repaginada. Com um punhado de novos mistérios e ideias, a série tropeça apenas por não conseguir e não ter coragem de executar com propriedade algumas das coisas que inventa. É um sci-fi cheio de boa vontade, mas que falha por não explorar com propriedade todo o potencial. De todo modo, é um bom divertimento, com boas doses de suspense, mistério e ficção científica.

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About Matheus Pereira

Matheus Pereira
Gaúcho, estudante de jornalismo e viciado em séries. Tem séries pra assistir de mais e tempo de menos. Séries favoritas? Six Feet Under e Breaking Bad.