Até que Marvel’s Inhumans tem um futuro promissor

Imagem: IMDb/ABC/Divulgação

Como já era de se esperar, eu tive muito receio de começar a ver essa série. Antes mesmo de sair, já tinha tantas críticas negativas, por conta de inúmeras discordâncias dos fãs da HQ, que eu achei mesmo que não seria surpreendido. Me enganei!

No início, tive um pouco de dificuldade para ir com a cara dos protagonistas. Para mim são rostos novos e eles não parecem ter um carisma necessário para serem protagonistas. O único que tinha cara e personalidade para isso era o Iwan Rheon, como Maximus – irmão do Trovão Negro e antagonista da série. O meu problema com esse ator é que ele fez os fãs de Game Of Thrones passarem uma raiva tremenda por causa de um papel de vilão muito bem feito, ou seja, o cara é muito bom em ser mau. No caso dele, exercer com maestria o papel de vilão talvez tenha lhe dado essa estigma de pegar sempre esse tipo de personagem, mas ok, voltemos à série.

Eu diria que a história está sendo bem construída. Os poderes dos personagens principais foram bem explicados à medida em que a série se desenrolou e isso é um ponto positivo para Inhumans. As vestimentas são um pouco exageradas, ao meu ver. Pelo que vi neste começo, eles não vêm à terra com a intenção de se tornarem heróis aqui, só queriam curtir o território deles sem que ninguém os importunasse.

Até o meio do primeiro episódio, eu achava que o Trovão Negro possuía o poder de telepatia e que era mudo. Demorou um pouco para minha ficha cair e eu perceber que seu poder era de aniquilar qualquer coisa apenas com o som de sua voz, e que isso trouxe a ele mais dor do que louros. Tudo bem que estamos falando de uma série de super-heróis, mas para mim a Medusa ter aquele poder com os cabelos foi meio sem graça. Porém, a coisa boa disso tudo é que agora, sem os seus cabelos e, consequentemente, sem seu poder, ela terá a chance de mostrar seu valor com uma pegada mais humana.

Quando vi o trailer da série, achei que estavam querendo que a gente pensasse que Maximus era o vilão, mas não esperava que ele fosse, de fato, o cara que ia dar o golpe no irmão. Pelo que entendi, o povo não vai muito com a cara dele porque, quando o poder de alguém não se manifesta ou é um poder meio “inútil”, esse alguém é obrigado a trabalhar nas minas. Mas, por ser irmão do rei, mesmo sem a manifestação de seus poderes, não foi forçado a esse trabalho.

Um ponto super positivo foi eles morarem na Lua e usarem camuflagem para fugir dos humanos. Espero que até o final da temporada possamos entender melhor os motivos que os levaram a ir para o nosso satélite natural.

Já a atuação do elenco não é ruim, mas eu achei a lealdade de Karnak e Gorgon um pouco forçada. Talvez se o processo até o golpe fosse mais longo, a gente pudesse perceber a lealdade dos dois ao Trovão de uma forma mais natural.

Imagem: IMDb/ABC/Divulgação

A série realmente traz um diferencial com relação aos poderes dos personagens. Alguns eu achei bem esquisitos, como os cabelos da Medusa, mas alguns me deixaram muito intrigado, como o de Karnak. O cara consegue prever as possibilidades e agir de acordo com a melhor, ou seja, ele é uma máquina humana. Fiquei pensando no que acontecerá com ele, caso seu poder tenha sido prejudicado pela queda do barranco. A magnitude do poder do Trovão Negro me deixou impressionado também. Com apenas um gemido, ele jogou o carro do policial para longe, despertou minha curiosidade saber como seria ele numa luta. Gorgon também tem uma habilidade notável com seus cascos superfortes. E eu tenho uma suspeita de que Maximus talvez tenha o poder da persuasão, mas que ele ainda não sabe como “ativar” essa habilidade.

Os cenários iniciais também foram bem explorados. Fora da terra, os caras moram na Lua. Dentro da terra, todos foram cair no Havaí. Gostei de ver os personagens com aparência nativa… A conversa do Gorgon com os surfistas podia até ser colocada como uma cena do filme Moana.

A série não é tudo de ruim que falaram. A história não começou muito bem e os primeiros minutos são difíceis de engolir, mas tudo foi tomando um rumo promissor ao longo desses primeiros episódios. Só espero mesmo que voltem atrás na decisão de não fazer um crossover entre Inhumans e Agents of Shield, pois ambas estão relacionadas. Até lá, me conformo em continuar acompanhando as aventuras dos Inumanos na terra.

Até a próxima!

Até que Marvel's Inhumans tem um futuro promissor

Nota - 8.5

8.5

Critica dos primeiros episódios da primeira temporada de Marvel's Inhumans, da ABC,.

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About Albert Moura

Albert Moura
Jornalista e seminarista, além de pai de primeira viagem. Casado com a Ana, mas amante das séries. Atualmente acompanha Outcast, Better Call Saul, American Gods, Lucifer, Gotham, o universo Marvel e mais algumas, além de também ser um eterno fã de Friends. No Mix, escreve sobre as próximas temporadas de Preacher.
  • Paulo Adriano Rocha

    Eu tô acompanhando mais pelo universo em si, mas tem umas coisinhas bem difíceis de engolir, especialmente nesses primeiros episódios.
    Putz, não acredito que o cachorro foi tão burro a ponto de levar todo mundo pro mesmo lugar mas não no no mesmo lugar… Um rei que não fala, uma galera que mora na lua, mas fala o mesmo idioma da terra, fone de ouvido num lugar que não tem indicação nenhuma de ter música, comunicadores que funcionam daqui pra lua e por aí vai… Muita forçação de barra…