Bake Off Brasil – 3×10 – Pimenta na boca dos outros…..

Imagem: Artur Igrecias/SBT

Já que estamos no episódio da repescagem, vamos fazer um exercício de memória – quando como e por que começou o drama? Se não falhar a memória, isso aconteceu no início da temporada, quando Débora e Johanna pensaram que Marina estava burlando as regras por trazer um isomalte para apresentar um trabalho melhor. Barraco armado e recalque exposto, os jurados disseram à época que o uso de tal técnica não violaria as regras, e que eles eram os responsáveis por determinar o que é válido e o que não é permitido. E o que o passado tem a nos dizer sobre o presente? Que a primeira lei de Newton é uma das coisas mais certas dessa vida.

Imagem: Artur Igrecias/SBT

A prova criativa trouxe um dos temas mais preguiçosos até agora – homenagem. Isto é, os confeiteiros amadores teriam que preparar um bolo, torta ou algo parecido que fosse uma homenagem para alguém. É claro que tal proposta é relativa, haja vista que boas (e más) memórias são despertadas a partir de um sentimento, uma sensação, um filme ruim, uma música, enfim qualquer coisa. Exatamente por isso que não acredito que foi a melhor ideia, pois mesmo sabendo que essa versão brasileira nunca será parecida com a versão original (a da BBC e não do Channel 4), poderiam pescar algumas ideias.

Com Marina merecidamente classificada, até porque ela evidentemente não teve competição, a prova técnica foi apresentada por uma moça que nós conhecemos muito bem – a Camila Poli, da temporada anterior que foi até a final como uma das amplas favoritas. O desafio dos participantes era de preparar um bolo gigante de macaron, que de acordo com o Wikipédia, é “pequeno bolo granulado e comumente produzido sob forma arredondada de 3 ou 5 cm de diâmetro,” cuja especialidade é de Lorraine, região da França. Parece complicado? É porque é realmente bastante complicado.

A partir daí temos Newton sendo vingado em plena rede nacional e no SBT, o que certamente não acontece todos os dias. Debora não acertou o ponto do cozimento dos macaron, fazendo com que ela tivesse que pedir e pegar massa dos outros, repito, pedir e pegar massa dos outros para poder entregar a prova. Ela tentou trabalhar numa justificativa na hora da avaliação dos jurados, mas ficou pior ainda principalmente depois da lição de vida da Dona Iaiá. É difícil quando um programa de televisão, ainda mais um reality show, resolve apresentar lições de vida, mas o que vimos no Bake Off Brasil foi simplesmente memorável.

Obs: Bem desnecessária essa decisão de “repescar” três confeiteiros. Douglas não fez nada de espetacular para conquistar a outra vaga, além do mais eu não quero ficar aqui até o Natal.

Por Bernardo Vieira

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  • Bruno D Rangel

    Fiquei muito feliz com a volta da Marina. A eliminação dela já achei injusta, quando a Monique ficou. Espero que ela vá longe. Já quanto ao Richarles, só tenho a lamentar.

    COncordo que a volta de Douglas foi desnecessária. E o pior foi a justificativa da Carol: O programa precisa de três finalistas (?) Oi? O que tem a ver? Tem mais sete ou oito participantes, que diferença faz? E o critério também achei meio mais ou menos. Se usassem a primeira prova, quem voltaria seria a Dona Iaiá, mas imagina a gritaria que isso daria hahaha.

    Louco pra ver a volta de Marina e o Monge de mãos dadas hahaha

  • Daniel Gonçalves de Amorim

    Episódio Maravilhoso, piquei pulando de ansiedade com cada parte. Marina lacrou na primeira prova, sem mais. Provou para todos que sua eliminação foi injusta sim, que ela só estava numa fase mais sem inspiração e que agora ela promete voltar com tudo. E também provou que a Débora é uma bela duma invejosa, viu só o despeito da moça? Um bolinho mequetrefe, com um cravo e uma rosa em cima e ela achava mesmo que ela ia ganhar.

    Mas o melhor mesmo foi a segunda prova, ai que delícia cara. Débora caiu do cavalo e do cavalo ribanceira abaixo, kkkkkkk!!! Ela sendo obrigado a pegar coisas dos outros participantes, Carol chamando o seu bolo de “Frankenstein” e Becca percebendo quas as camadas eram diferentes não teve preço, lavou a alma do público. Quanto ao resultado, Richarles mereceu a vitória, muito mais por falta de competidores a altura (embora Nena, Monique e Liany mostraram aqui que melhoraram como doceiras). Só espero que a experiencia tenha fortalecido ele como pessoa e como participante e ele pare de perder tempo fofocando e sendo maledicente com os outros.

    Quanto a questão da terceira vaga. Em suma, acho que nem deveria ter acontecido. Mas já que aconteceu, a escolha por Douglas foi muito justa sim. Sei que todo mundo aqui queria Dona Iaiá ficasse com a terceira vaga (inclusive este que vos escreve), mas em termos gerais isso era impossível. Na primeira prova, quase todos os participantes se saíram muito bem, e a ponto de estar mais ou menos no mesmo patamar (com Douglas e Iaiá entre eles), mas na segunda prova Iaiá se saiu mal (como usualmente acontece com ela nas provas técnicas) e Douglas foi o segundo melhor (só porque a massa foi um pouco pior do que Richarles, mas os jurados enfatizaram que os recheios do Douglas foram os melhores). Então, por esse prisma a escolha por Douglas foi justa e acertada. São as regras do jogo e isso não se discute e acho que a história que os jurados inventaram para o público de “o segundo melhor da prova técnica ficava com a terceira vaga” uma balela, que só devem ter inventado para a escolha ser mais “indiscutível”. Ficou evidente para quem assistiu que Douglas teve o melhor desempenho geral dentre os participantes restantes.

    PS: A participação de Camila foi maravilhosa. Educada como sempre, Camila criou uma receita com um grau de dificuldade digno do reality e soube fazer críticas ponderadas aos participantes. Amei a sua participação.