Bake Off Brasil – 3×14 – Caia sete vezes e se levante oito

Imagem: Artur Igrecias/SBT

Não são todos os dias que um provérbio japonês consegue chamar a minha atenção num programa de televisão, até porque tal sabedoria é geralmente utilizada para fins clichês, adversos e desprovidos de qualquer inteligência e elegância. Por incrível que pareça, esse ensinamento fez muito sentido no episódio dessa semana não só pelo fato da Karine tê-lo introduzido, como também pela pequena mudança de foco que o programa teve. Ainda está longe do ideal, mas é uma guinada bem vinda e necessária.

Imagem: Artur Igrecias/SBT

É possível que ganhe uma reação um tanto “calorosa” dos nossos leitores por seguir esse caminho, mas a alteração positiva que tivemos aqui foi a falta de uma briga possível de ser explorada, de alguma brincadeira que, distorcida, poderia colocar fogo nos comentaristas e especialistas do twitter e fazer com que a audiência explodisse mais uma vez pelas razões erradas. Isso acontece por que a Marina saiu? Não tenho dúvidas, mas também pelo fato da reta final estar se aproximando, e a produção não tem que se preocupar em convencer o telespectador a retornar, afinal de contas ele quer saber quem ganha.

Pela primeira vez em muito tempo, a prova criativa foi um deleite. A proposta de gravuras no recheio acertou em diversos pontos, desde avaliar a criatividade dos confeiteiros, passando pelas habilidades e técnicas em fazer certas ideias funcionarem até chegar num conceito decente e coerente. O resultado foi geralmente positivo, com alguns pequenos desastres aqui e ali, sendo o Dário, mais uma vez, se destacando a partir de um bolo impecável com uma concepção deliciosa em todos os sentidos.

A prova técnica é que me trouxe alguns problemas. É verdade que a visita da padeira Papoula Ribeiro foi um acerto, assim como em todas as outras vezes que temos a visita de algum especialista, mas acredito que a produção perdeu uma excelente oportunidade de apresentar uma masterclass com ela. Evitaria o resultado desastroso do final do episódio, até porque ninguém sabia como fazer a La Religieuse Cake, e traria uma excelente proposta de sobremesa para as inúmeras donas (e donos) de casa que assistem o reality show toda semana.

Quanto a eliminação, acredito que ninguém ficou surpreso, não é mesmo? Não digo isso pelo fato da Karine ser ruim, muito pelo contrário haja vista que eu teria eliminado a Gigi nessa semana, mas se você assistir ao episódio novamente vai perceber que a edição focou desproporcionalmente nela. Seja na sua história, nos seus conceitos, suas experiências, enfim, pequenos agrados para que pudesse fazer alguma conexão com o telespectador.

Posso discordar do trabalho que a produção faz em muitos pontos, mas eles são inteligentes em entregar o que o povo quer assistir.

Por Bernardo Vieira

About Team Mix Reality

#TeamReality no Mix de Séries é responsável pelos realities shows.
  • Bruno D Rangel

    A produção não deveria se meter perguntando pro José o que ele queria dizer com 19. Devia ter deixado ele e Gigi trocarem preparos e no final colocar o vídeo na frente de todos, expor e eliminar os dois. Sou desses.

  • Daniel Gonçalves de Amorim

    Vocês sabem que, depois que terminei a crítica da semana passada deixando clara a minha opinião de que todos os participantes restantes eram melhores que a Gigi e que “dessa semana ela não passa”, eu pensei – “Se bem que tem Karyne que pode entrar em parafuso de novo”. Rapidamente eliminei esse sentimento negativo. E não deu em nada, pois Karyne perdeu a mão nas duas provas. E ainda assim, mesmo com toda a base para justificar, a eliminação da nipônica conseguiu ser injusta por dois motivos: 1- Olhem no histórico do Wikipedia e confiram que Gigi é facilmente a participante sobrevivente mais fraca ali, zero alto desempenho, um monte de mediano, cinco bottom (Fabrizio deixou claro que não sabe mais o que dizer a ela) e conseguiu ser a mestre confeiteira devido a prova técnica mais fácil de todas; 2- Desonestidade. Deviam ter feito igual o Bruno falou, ter deixado ela e José trapacearem e depois expô-los para justificar a sua eliminação.

    Da forma como feitas as coisas, parece que a produção é conivente com as tentativas de trapaça dos dois e que, só porque não são pegos no ato, não podem eliminá-los. São momentos como esses que me fazem sentir falta de chefs de reality como Gordon Ramsey, que era capaz de eliminar gente da equipe vencedora se achasse que algum deles foi o pior participante. Era visível que os jurados mantiveram Geórgia na competição de má vontade, então qual é a questão? E pensar que tem muita gente aqui que reclamava da Paula. Paula >>>>>>> Gigi.