Crítica: Cole e Murtaugh abusam da sorte no 3×03 de Lethal Weapon

Imagem: Divulgação/FOX

Aos poucos Lethal Weapon tem entrado no eixo.

Estou gostando do resultado que tenho visto nesses dois últimos episódios de Lethal Weapon. Os diálogos ainda parecem um pouco forçados, mas as cenas já estão ficando mais “familiares”.

Wesley Cole e sua filha aborrecente!

Falando em família, é visível o esforço que Lethal Weapon fez para deixar as famílias no eixo durante esse episódio. Gostei bastante da interação entre Cole e sua filha. Apesar de ter ficado com um pouco de raiva da menina, admito que ela ajudou no amadurecimento do agente. Não curti muito a atuação da atriz mirim, apesar dela fazer muito bem o papel de filha chatona. Não sei se tem mais do que isso nela.

Aquele momento em que Cole é pressionado pela filha para dizer mais sobre a morte do garoto foi bem marcante. Apesar de não ver muito talento de atuação no intérprete do personagem de Cole, até que foi uma boa cena. Acho que o Sean deixa a desejar no quesito atuação. Infelizmente, não há como deixar de comparar com seu antecessor, Clayne Crawford, que mandava muito bem tanto nas cenas de ação quanto nos dramas da série.

Todo mundo ama o juiz federal

Outra pressão que foi muito boa de ver foi a introdução do sogro do Murtaugh no enredo da série. Simplesmente incrível! Só achei que eles tiveram um desfecho feliz muito rápido. Poderiam ter explorado mais essa rivalidade entre os dois, ao longo de alguns episódios. Ainda assim, a situação nos proporcionou bons alívios cômicos.

Apesar de rápido, curti bastante o desfecho entre sogro e genro. Mas ainda assim, espero vê-los mais vezes juntos.

Imagem: Divulgação

O festival de exageros

Acho que houve um “leve” exagero nas cenas que já são forçadas. Tudo bem, eu sei que uma das marcas de Máquina Mortífera são as cenas absurdas de tão impossíveis. Mas senti que, dessa vez, limites não foram estabelecidos. O bom é que colocaram o personagem de Sean em evidência.

A começar pela incrível coincidência da TV da loja mostrar os números da loteria bem na hora em que Cole estava olhando. Um pouco depois, o agente corre alucinadamente atrás do suspeito e a menina consegue acompanhar a perseguição bem a tempo de ouvir a confissão de Cole sobre as mortes do seu passado, principalmente a do guri.

No final do episódio, a ex do agente ainda passa pelo local exato, no momento exato em que ele está fazendo uma tirolesa com o cinto para salvar a vida de uma criança. É mole ou quer mais? Não bastasse isso, ainda tiveram os lances de “sorte” com Murtaugh.

Pensando na relação do nome do episódio com o enredo, dá até para linkar esses acontecimentos absurdos com as chances de ganhar na loteria… não deixa de ser uma boa teoria, certo?

Agora que as coisas estão se acertando e a poeira das polêmicas está baixando, imagino que a qualidade da série deva melhorar. Continuemos pacientes!

Até a próxima!

A Whole Lotto Trouble

Nota do episódio

Review do terceiro episódio da terceira temporada de Lethal Weapon, da Warner Channel, intitulado "A Whole Lotto Trouble".

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About Albert Moura

Albert Moura
Jornalista e seminarista, além de pai de primeira viagem. Casado com a Ana, mas amante das séries. Atualmente acompanha Outcast, Better Call Saul, American Gods, Lucifer, Gotham, o universo Marvel, Arquivo X e mais algumas, além de também ser um eterno fã de Friends. No Mix, escreve sobre Preacher e Lethal Weapon.