Crítica: Jesse acerta as contas com Jody na Finale de Preacher

Imagem: AMC/Divulgação

O melhor episódio da temporada! Mas acho que abriu brechas para uma bagunça tão grande que não sei se haverá uma solução sensata. Mas estamos falando de Preacher, não é mesmo?

Por diversos motivos esse foi o melhor episódio da temporada, mas só pela porrada que o Jody tomou do Jesse já vale o título.

Aqueles flashes entre o jovem e o velho Jesse foram muito importantes nesse episódio. Durante a temporada inteira, eu fiquei juntando os motivos de ódio que ele tinha de sua avó. The Light Above fechou isso com chave de ouro. Além de matar seus pais, a velha ainda humilhava o Preacher e seu sobrenome paterno.

Descanse em paz, querido Hoover!

Sinceramente, estou de luto pelo Hoover. Quando o Herr Starr tirou o chapéu do seu melhor agente, fiquei pensando: que série maluca! Depois eu lembrei que estava assistindo Preacher e o susto passou. Mas ainda assim, esse personagem fará muita falta.

Algo que me deixou animado foi a fala do Starr: “Precisamos de um novo Hoover!”. Será que o Graal também clona seus funcionários? Será que tem mais de um Herr Starr? Será que teremos o Hoover de volta na próxima temporada? Não sei, mas se rolar algo do tipo, vai ser bem irado!

Hoover foi um parça de verdade. Ver o agente levando um guarda-chuva para o Cassidy quase me emocionou. Seu retorno à casa da vovozinha foi bem suspeito, mas eu confesso que caí na lábia do cara. O único porém é que, realmente não dá para trair uma empresa com bons benefícios, não é mesmo?

Imagem: IMDb/Divulgação

Briga dos infernos

E não é que o amiguinho do Hilter foi mesmo resgatá-lo? Eu já imaginava que ele iria aparecer, só não pensei que seria numa equipe tão estranha e escrota. Ver alguns tomando uma surra da Tulip foi bem prazeroso. Vamos combinar que aquela mulher briga muito. Dizem que os opostos se atraem, mas ela e o Jesse têm tanto em comum que começo a duvidar desse ditado. Não é à toa que eles estão juntos há tanto tempo e lutam para não se separarem.

Outra dupla que rendeu bons momentos foi o Santo e o Anjo da Morte. Juntos acabaram com o exército nazista, arrancando gritos, membros e suspiros (esse último foi arrancado de mim, mesmo). Se, por um lado, a parceria deles deu muito certo, por outro, não sei se foi legal ver o Anjo tomar uma surra de perder os olhos. Tudo bem que o Santo dos Assassinos é bem badass, mas ganhar de um anjo foi exagero.

Algo que trouxe um alívio à briga infernal foi a aparição de Deus. A conversa dele com Tulip foi bastante interessante. Gostei muito da postura dela ao encarar o Criador como se ele fosse um adversário de um jogo de poker. Só quero ver como será quando Jesse voltar à sua busca divina.

Os vira casacas!

Percebi, desde o episódio anterior, que havia uma certa desconfiança do Santo com relação às ações do capiroto. Houve até umas farpas trocadas entre ele e o Anjo da Morte, algo que resultou no prejuízo permanente para o Ceifador. Depois do embate pela vida de Hitler, percebi que o Santo já estava mais reflexivo quanto ao seu papel. Ao final, o cara deu um tiro no capeta, deixando Adolf no comando. Nessa parte, fiquei impressionado com a atitude falsiane do Ceifador, que logo se prontificou a chamar o nazista de “Senhor”.

A vingança de Cass contra Eccarius foi outra virada de casaca genial. Quem diria que a vovozinha teria dado ouvidos a Cassidy e convencido todos da trupe das sombras a vingarem a morte dos seus amigos… Aquela cena foi impressionante, pena que quase todos morreram por causa do ataque do Graal. Gostei que o Kevin e sua avó conseguiram escapar do massacre solar.

Aventuras em um mundo pré apocalíptico

Como eu disse no começo, a confusão no mundo de Preacher não está pouca. Se com o sumiço de Deus a coisa já tinha desandado, imaginem o que vai ter de confusão com a morte do príncipe das trevas. Sem falar nos Hamperdoos que foram soltos por Jesse – isso se algum deles conseguir sobreviver sem ser atropelado enquanto atravessa a rua.

Aí você acrescenta na lista o Herr Starr pronto para vingar-se de Jesse, após ter sido condenado a expor a sua “nuca de piroca” para o mundo. E também tem o Graal com um plano de contingência para combater Jesse e sua entidade.

Fora isso ainda tem a dúvida que não quer calar: quem era aquele anjo pendurado bem acima de onde Cassidy estava preso? Será o pai ou a mãe de Gênesis?

A próxima temporada promete!

The Light Above

Nota do episódio - 10

10

Review do décimo episódio da terceira temporada de Preacher, da AMC, intitulado "The Light Above".

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About Albert Moura

Albert Moura
Jornalista e seminarista, além de pai de primeira viagem. Casado com a Ana, mas amante das séries. Atualmente acompanha Outcast, Better Call Saul, American Gods, Lucifer, Gotham, o universo Marvel, Arquivo X e mais algumas, além de também ser um eterno fã de Friends. No Mix, escreve sobre Preacher e Lethal Weapon.
  • Bruno

    Foi uma excelente temporada, a melhor até agora. Vários episódios ótimos, inclusive esse último que foi o melhor pra mim. Quase larguei na primeira temporada, mas não me arrependo de ter continuado.
    Também fiquei de luto pelo agente Hoover.
    Não li as HQ’s, então não tenho base pra comparação, mas a série está ótima.