Crítica: Once Upon a Time volta a fazer mágica para valer no 7×20

Imagem: Divulgação/ABC

É por episódios como este que Once Upon a Time, apesar dos pesares, se manteve no ar por sete temporadas!

A mágica renasceu na série. Não só pelo fato da maldição ter sido quebrada, mas sim por ter voltado aquela fagulha de esperança ao ver os personagens em uma crescente tomada de cena.

Essa semana tivemos de volta o Henry “original”, algo muito necessário para entendermos a formação do Mills de Seatle. E foi aí, neste ponto, que 20 (VINTE – sim eu preciso destacar isso) episódios depois, ele recuperou a memória.

Foi muito bom. Nas devidas proporções, o que tentaram fazer foi recontar a primeira temporada em uma nova roupagem e com uma grande bagagem. Sinceramente não sei como eles iriam prorrogar OUAT para mais temporadas. Essa foi muito arrastada. Algumas coisas salvaram, mas se perderam no caminho. Este episódio, por exemplo, serviria como series finale fácil. O plot twist que inseriram no final seria uma liga perfeita para uma nova leva de episódios e, ao meu ver, deveria ter vindo muito antes.

Os personagens do Reino dos Desejos vão reaparecer. E o primeiro a dar as caras, claro, é Rumplestilskin. Já chegou matando o Dr. Facilier e encerrando a vida de um ser enigmático, mas que como eu já previa, seria descartado por não ter espaço para crescer. Rumpel aparecer, confesso, foi uma surpresa. Estou curioso para saber como essa história de Dark One será encerrada. Existe toda uma mitologia por trás desse poder, que poderia ter sido encerrada na quinta temporada com a Ema, mas já que seguiu todo esse caminho, que nos mostrem até aonde isso vai.

Entre erros e acertos (mais erros, é verdade), a sétima temporada se provou um presente para os fãs mais afoitos.

Regina teve uma maior participação, mas ao meu ver ainda não tão satisfatória. Outra coisa boa da série acabar será ver Lana Parilla com o brilho dela em outro seriado. Ela consegue mostrar tanta ternura nas suas interações com o Henry que realmente é de emocionar! Nota 1000 para essa relação que chega a assustar quem assiste. Parece que ela é mãe, tanto da versão adolescente quanto a adulto. Para esse final ter sido melhor, só faltou a Zelena.

O fim de Gothel foi muito bom. Rápido demais, claro, pois não havia tempo para uma batalha para valer, mas dentro do que ela merecia, foi bacana. Alice mostrou a força da sua personagem e deu um final “feliz” para a sua mãe, mesmo ela não o merecendo. Aliás, ela e o Nook me convencem finalmente como pai e filha. São lindos, sim.

Lucy, Jacinda e Henry agora são uma família novamente. Sabe aquele dito popular de que a morte redime? Pois é. Aqui eles não precisaram morrer, mas quase, para serem redimidos de toda falha nestes vinte episódios.

E agora faltam apenas dois episódios para OUAT acabar! E muitos rostos familiares vão retornar. Ansiosos? Eu também estou!

ALL MAGICA lição de hoje é que não se pode fugir do passado. Ele faz nosso caminho para o futuro ter fundamento.

COMES WITH A PRICEVeremos personagens queridos na próxima semana. Espero que eles tenham tempo de ter pelo menos uma fala cada um.

ALWAYSOUAT é aquela série que a gente odeia amar. Cheguei a essa conclusão.

Is This Henry Mills?

Nota do Episódio - 9

9

Review do vigésimo episódio da sétima temporada de Once Upon a Time, da ABC, intitulado "Is This Henry Mills?".

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About Wellington Torres

Oi, eu sou o Well. Jornalista, amante de séries, animes e totalmente ligado na cultura geek. Responsável pelas reviews de 3% (Netflix), House of Cards (Netflix), Marvel's Iron Fist (Netflix), Shooter (Canal USA), Timeless (NBC), Once Upon a Time (ABC) e Westworld (HBO).