De Volta ao Piloto: relembre o primeiro episódio de Grey’s Anatomy

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Voltar ao piloto de Grey’s Anatomy, hoje em dia, pode ser um tanto quanto doloroso. Afinal, uma boa parte dos personagens que nele aparecem não estão mais na série (e alguns com mortes horríveis). O primeiríssimo episódio da criação de Shonda Rhimes é uma onda de nostalgia total. Doze anos depois, não tem como dizer que nada mudou.

Poderia ser só uma série médica. Mas Grey’s vai adiante e apresenta plots incríveis, trilha-sonora marcante, ótimos roteiros e personagens cativantes. A história de Meredith Grey, a nova interna do Seattle Grace Hospital, conquistou um público fiel, diversas indicações a prêmios e muuuuito choro.

Sem data definida para o fim, parece que Grey’s Anatomy vai durar por muitos anos. E, apesar de tropeços pelo caminho, o drama ainda consegue apresentar histórias interessantes e episódios sensacionais.

Agora, o Mix te convida a voltar ao início e relembrar um pouco de como isso tudo começou.

Analisando o Piloto

“O jogo: dizem que a pessoa ou tem o que é preciso para jogar, ou não. Minha mãe foi uma das grandes jogadoras. Eu, por outro lado… Estou meio ferrada.”

Durante todas as temporadas de Grey’s Anatomy, pode-se perceber que a história de Meredith nada mais é que uma comparação à vida de sua mãe. Mer teve tudo, menos o carinho de Ellis. E luta com muita força para que seja uma pessoa diferente do exemplo materno. Por isso, nada mais justo que começarmos o piloto com uma comparação entre essas duas personagens tão icônicas, que descrevem a série tão bem.

O episódio piloto do drama consegue passar muito bem a sua mensagem. Em 40 minutos, já sabemos das personalidades de cada um, descobrimos como funciona o jogo para se tornar cirurgião e começamos a entender as relações entre os personagens.

Meredith chega ao hospital durante o discurso clássico de Richard, falando como é difícil a vida de um residente cirúrgico. Enquanto o chefe nos dá as boas-vindas ao hospital, a câmera mostra aqueles que vão ser os principais desses primeiros anos: Mer, Alex, George, Izzie e Cristina: o famoso M.A.G.I.C..

Na divisão de internos, Meredith e Cristina se aproximam, comentando que são apenas seis mulheres em vinte. Shonda já apresenta a crítica ao mundo machista logo no piloto. Conhecendo bem a produtora, sabemos que essa é uma forte características das suas séries. Além dessa observação feita por Meredith, Cristina Yang, a polêmica personagem, já começa a mostrar seus preconceitos quando faz um comentário sarcástico, afirmando que não dá para respeitar uma médica que já foi modelo. Para quem viu o resto da série, sabe o quanto Izzie se tornou importante para o enredo e o quanto ela superou obstáculos e preconceitos, como esses, pelo caminho. O mesmo acontece com Bailey, a quem Cristina desdenhou achando que – por sua popularidade ser de alguém brilhante e de personalidade forte –fosse um homem. Precisamos mesmo descrever como Bailey mostrou ser não só uma médica, mas uma mulher extremamente incrível durante todos os anos?

Bailey Nazi!

Ao rever as cinco regras de Bailey, a sensação é de divertimento. Primeiro, porque sabemos que a residente acabando criando um amor de mãe por aqueles quatro (e, depois, cinco) internos. Por tanto, a parte “eu odeio vocês e isso não vai mudar” é uma gostosa memória de como Bailey só queria assustar os coitados. E a outra coisa legal da história é relembrar que, quando se tornam residentes, eles fazem exatamente o mesmo discurso. Pelo visto, aprenderam bastante com aquela a quem eles chamavam de “nazi”.

No restante do episódio, acompanhamos George ser a isca para os internos e ser apelidado de 007, Meredith e Cristina se aproximando e tornando óbvia a identificação entre as duas, George no início da sua queda por Mer, Alex sendo arrogante, Burke sendo o atendente grosso, Izzie sofrendo nas mãos de Bailey, George aprendendo que não se deve prometer que alguém vai ficar bem e, principalmente, acompanhamos Meredith se destacar dentre todos os outros.

Meredith Grey mostra seu potencial!

Sendo responsável por Katie Bryce, a nova interna mostra a que veio. Quando a menina entra em convulsão e tem uma parada cardíaca, Mer quase congela, mas consegue salvar sua vida. Depois, é a responsável por descobrir o que está acontecendo com a paciente e ganha o direito de acompanhar a cirurgia de perto. Além desse caso, nossa Grey dá um show ao descrever os motivos para uma complicação pós-operatória, deixando Karev na pior. A interna deixa a sua marca logo no primeiro plantão e começa a sua caminhada para conseguir sair do eterno estigma da filha de Ellis Grey.

O romance fica por conta do casal principal, Meredith e Derek. É gostoso acompanhar o começo de uma história que durou 11 anos. Patrick e Ellen tem uma química impressionante juntos. Os olhares e sorrisos que tanto marcaram o casal estão muito presentes no piloto, principalmente quando Derek a convida para a cirurgia (deixando claro que está fazendo isso por mérito dela, e não porque os dois dormiram juntos na noite anterior). Falando em cirurgia, quem não tem uma sensação enorme de nostalgia quando Derek solta “It’s a beautiful night to save lives!”? Apesar de, depois, Derek sempre substituir o “night” por “day”, se referindo ao dia completo, a frase faz o efeito necessário nos fãs ao relembrar tantas e tantas vezes que vimos nosso neurocirurgião preferido salvando vidas.

Para fechar, é chocante descobrir que a tão elogiada e aclamada Ellis Grey não consegue se lembrar de quem ela ou a filha são. E percebemos que a vida de Meredith pode não ser tão boa quanto os outros internos acham.

Uma série onde até o piloto é incrível merece conquistar tudo que conquistou. Desde o começo, Grey’s Anatomy mostrou sua força, com todas as características que fizeram dela o sucesso que é. E é por isso que os fãs não se cansam e são capazes de rever tudo diversas vezes. Afinal, o que são 11 temporadas perto de toda a experiência que o drama nos faz viver?

About Fernanda Azevedo

Carioca. Produtora, Radialista e Administradora. Tem como séries preferidas Friends, Grey's Anatomy e Gilmore Girls. Viúva de Derek Shepherd e amante de Damon Salvatore. No Mix, é responsável pela coluna VideoMix, escreve as reviews de Faking It e The Originals e edita o Papo de Séries.