O dicionário das séries de TV: saiba tudo sobre o dialeto dos seriadores

Mix Dicionario
Imagem: blogs.which.co.uk

Como toda ciência, a sérientologia também tem seus termos técnicos. Quem assiste 76869 séries, com certeza já se deparou com algum desses e ficou na dúvida sobre o seu significado.

Para você não ficar mais com a pulga atrás da orelha, o Mix de Séries organizou um guia com os termos mais falados pelos seriadores. Fique a vontade para consultar sempre que necessário!

Antologia: Utilizado para séries que possuem temporadas isoladas, com arcos fechados. Um exemplo é American Horror Story, que a cada temporada possui uma história diferente.

Bolha: Termo utilizado para dizer que uma série pode ser tanto cancelada quanto renovada! Anualmente fazemos nossa Bolha do Cancelamento, onde indicamos os status das séries.

Bottle Episode: É aquele episódio aleatório que não interfere em nada na mitologia da série. Geralmente conta com poucos personagens e cenários e trazem histórias isoladas do principal. O episódio “Fly”, de Breaking Bad é um exemplo. Servem como “barriga” em algumas temporadas também.

Cannon: O cannon é usado no mundo dos seriadores – e geeks, nerds em geral – para denominar algo que foi produzido pelo autor original. O cannon não pode ser alterado por algo derivado ou escrito por fã, que não faz parte da cronologia oficial. Um exemplo: Private Practice se passa no mesmo universo de Grey’s Anatomy, foi escrito pela autora original, logo é canônico. Mas uma fan fic, poderia contar uma versão diferente, ou expandir esse universo com acontecimentos distintos, logo torna-se “não-cannon”. O mesmo serve para livros, spin-offs ou outros.

Cliffhanger: Gancho deixado, geralmente, em episódios finais. É aquele suspense que vai te corroer por um tempo até a série voltar. Mas nada impede que aconteça entre um episódio e outro, apenas para fazer o espectador voltar.

Crossover: Encontro de duas séries em um episódio. Seja por um grupo de personagens, ou quando apenas um personagem visita a outra série.

Demo/Demográfica: Marcação utilizada para medir audiência para um determinado público específico. O mais comum, entre 18-49, é utilizado pelas emissoras para promoção de publicidade das séries.

Endgame: Quando um casal fica junto ao final da série. Por exemplo: Ross e Rachel são Endgame em Friends!

Fall Season: Corresponde ao período do outono nos Estados Unidos. Para a TV, a fall season inicia em meados de setembro, e termina no final de dezembro, com as festas de fim de ano. Este período é considerado o natal de todo seriador, quando estreiam ou retornam as séries mais comentadas.

Fandom: variação do termo inglês Fan Kingdom, representa aquele grupo de fãs devotos – por que não xiitas – de determinada série, personagem ou casal.

Filler: Episódios que são escritos e que não pertencem a uma adaptação de origem. Geralmente usado em adaptações de Mangás ou livros, são episódios desenvolvidos para que o programa não alcance a obra original.

Finale: É o último episódio da temporada (season finale) ou o último da série (series finale).

Flashback: Recurso usado nas séries para mostrar algum evento no passado.

Flash Foward: Funciona como o flashback, mas mostra algo fato esperado, projetado ou imaginado que ocorre no tempo futuro.

Flop: Série que não tem muito futuro na TV. Geralmente, os flops são determinados pela baixa audiência.

Guilty Pleasure: Aquela série, casal, episódio, ou qualquer coisa que você ame, mas não pode admitir em voz alta por ser um tanto quanto vergonhoso.

Hiatus: Odiado pelos seriadores, o hiatus é aquele período em que a série não é exibida. Constantemente aplicado após as festas de fim de ano, quando os atores tiram umas semanas de descanso.

Lead-in: Programa exibido antes de outro, geralmente com o objetivo de elevar a audiência do que virá a seguir. Por exemplo: a série que é exibida após o Super Bowl se beneficia imensamente da grande audiência do evento. Muitas emissoras definem o lead in como estratégia para elevar o número de espectadores de uma série que passa por dificuldades. Grey’s Anatomy é hoje lead in de Scandal.

Midseason: Período do calendário americano que corresponde aos meses de janeiro a maio. É nesse espaço de tempo que começam a ser determinados os futuros das séries, além de receber algumas novidades, principalmente da TV a cabo.

Nielsen: é o IBOPE americano. É o Nielsen que mede a audiência dos programas de TV. É um sistema mais confiável por ter uma amostragem maior por medir a audiência em milhões de espectadores.

OTP: A abreviação para One True Pairing, é a combinação única de dois personagens em uma história, assim fazendo o casal perfeito. Por exemplo, Derek e Meredith serão sempre o OTP de Grey’s Anatomy.

Pilot (Piloto): Primeiro episódio da série. É pelo piloto, que é um dos primeiros processos de uma série de TV, que as emissoras avaliando o roteiro e o elenco, para ver se vale a pena adicioná-la à sua grade.

Plot Twist: Como a tradução indica, plot twist é uma reviravolta nada esperada na história. Aquele momento que você fica de boca aberta, sem chão, com ar faltando no pulmão.

Premiere: O primeira episódio da temporada (season premiere) ou o primeiro da série (series premiere).

Prequel: Atração que mostra as origens de uma história já conhecida. Um exemplo de prequel é a série Bates Motel, que foca na história de Norman Bates antes dele se tornar o vilão de Psicose.

Procedural: É um estilo de série. Os procedurais são aquelas que tem menos foco nas histórias pessoais dos personagens, e se desenvolvem em cima dos “casos semanais”. As franquias CSI, NCIS, Law & Order são exemplos muito fortes de atrações procedurais.

Produtor Executivo: Esta função é para aqueles que não são responsáveis por nenhuma particularidade técnica. O produtor executivo acompanha as filmagens e, principalmente, o orçamento da produção.

Reboot: Relançamento de uma determinada história, mantendo apenas os elementos mais importantes. Nos reboots, não necessariamente retornam os mesmos personagens. Exemplo: Shadowhunters, da Freeform, recria a história do filme Instrumentos Mortais, mas com uma sequência de fatos diferentes.

Remake: Regravação de uma série ou programa. Neste caso, toda a história retorna na mesma forma. Exemplo: Jane the Virgin, que é baseado na novela venezuelana Joana La Virgin.

Revival: Termo utilizado para uma produção que revive algo que já acabou. Por exemplo, Fuller House, da Netflix, é um revival de Full House (Três é Demais).

Série Limitada: Utilizada para séries com apenas uma temporada, produzidas para tal finalidade.

Sitcom: Atrações do gênero cômico que se passa em cenários familiares ou ambientes de trabalho, ou uma mescla de ambos. São aquelas séries que criam jargões e situações memoráveis, como o “bazinga” do Sheldon de The Big Bang Theory.

Shipper/Shippar: Torcer por um casal determinado – seja na ficção ou fora dela. Nas redes sociais, é comum surgir hashtags com estes casais. Exemplo: Faberry = Quinn FAbray + Rachel BERRY (Glee); Olitz = OLivia Pope + FITZ Grant (Scandal).

Showrunner: É o manda-chuva em do seriado. Este carinha é aquele que acompanha a produção em todos os termos – roteiro, direção, produção executiva – e tem por missão deixar tudo coerente. Geralmente, este cargo é ocupado pelo criador da série. Os mais conhecidos são: Shonda Rhimes (Grey’s Anatomy, Scandal), Dick Wolf (Law & Order, Chicago Fire/PD), Ryan Murphy (American Horror Story), Joss Whedon (Agents of SHIELD), Josh Schwartz (The O.C., Chuck), Chuck Lorre (Mom, The Big Bang Theory) e J. J. Abrams (Lost).

Spin-off: Atração que deriva de outra já existente. Para ser um spin-off, a nova atração deve se situar no mesmo quadro cronológico daquele que a originou. Por exemplo, Chicago P.D. é um spin-off de Chicago Fire.

Spoiler: O mais temido item para 95% dos seriadores. O spoiler é aquela informação crucial para o desenrolar da história, que é fornecida por mentes maldosas antes do episódio ir ao ar. Não consideramos spoilers as “informações” de episódio, que se tornam um senso comum após a exibição do mesmo. Por exemplo, o episódio já foi exibido no Brasil? Ao discuti-lo então, deixa de ser spoiler, mesmo se você estiver atrasado. O mundo não pode esperar…

Spring Season: Curto período entre o final da mid-season e o começo da summer season.

Summer Season: Período que corresponde ao verão americano – de julho a agosto. Na summer season, a grade de séries diminui, assim como a audiência, com novidades majoritariamente na TV a cabo.

Upfront: Eventos promovidos pelas emissoras para divulgar a grade da fall season, na qual conhecemos as novas séries e como fica a programação para o respectivo ano.

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  • fcscorrea

    Tava precisando disto!

  • Douglas Couto

    Confundiram as bolas no “filler” essa descrição é dos “Bottle Episodes” aquele tipo de episódio barato onde usam apenas um cenário e poucos personagens. E nunca que o Fly de BrBa é filler , se desenvolve algo ou um personagens então não é Filler. Ele serve pra mostrar o perfeccionismo do Walter.