E o Ano Novo também…

Imagem: YouTube/Reprodução

Ah, 2017… Finalmente chegamos aqui. O fim – literal e propriamente dito – desse ano cheio de tanta coisa que dificilmente caberia em um texto só. Para alguns, um ano muito bom, para outros, um ano muito ruim. 2017 dividiu opiniões, marcou posturas e termina com o mundo num cenário que também exigiria bem mais do que um texto só.

Mas é o fim. E claro, não é. Apesar de todos os comentários sobre distopia, Cultura POP, entretenimento e todas as outras muitas divagações que dividimos nesses Editoriais ao longo do ano terem presença garantida nesse recap do ano, essa pequena ressalva é talvez a melhor maneira de realmente começar as coisas. Afinal, apesar de toda a “mágica” envolvida no processo, o “fim do ciclo” e todas essas outras afirmações tão usuais nessa época só significam que… as coisas continuam – se as mesmas ou não já é uma discussão completamente diferente – depois desse “encerramento”. Isso posto, vamos à nossa traquinagem de hoje.

Sem dúvidas foi um ano produtivo. Tivemos tantas estreias, tantas reviravoltas, tantas tramas que nos renderam tantas discussões… 2017 realmente foi um ano e tanto. Nos aventuramos mais uma grande aventura de Holmes e Watson numa temporada espetacular de Sherlock já no começo do ano. E o ano só seguiu daí. Este foi o ano em que tivemos uma segunda (e excelente) temporada de Stranger Things e isso é só a introdução.

Vimos em The Vampire Diaires o fim de um grande sucesso que até pode ter sido idealizado para o público teen, mas que agradava a muito mais gente e marcos impressionantes em Grey’s Anatomy, que alcançou fantásticos 300 episódios com quase tanto fôlego quanto no piloto e em The Big Bang Theory a prova de que a comédia dos nerds, depois de 10 anos, já não é mais a mesma, mas ainda consegue continuar.

Ao mesmo tempo, produções como The Handmaid Tale, 13 Reasons Why, Rellik, The Good Doctor, Big Little Lies, GLOW, Feud e American Crime trouxeram alguns debates de volta ao centro das atenções, deixando muita gente desconfortável, levantando tantas questões extra quanto era de se esperar e mesmo assim, não deixaram de ser uma contribuição para falar de problemas cuja continuação ainda é, infelizmente, garantida.

E mesmo em meio a uma série de escândalos que destruíram franquias e carreiras – e ainda sim são só parte de um iceberg maior que não só Hollywood, mas toda a indústria esconde – vimos que ainda podemos esperar, mesmo que não haja redenção, pelo menos reparação. “Fuck Your Sorry” será um lembrete disso e de como, quando dadas voz, as coisas podem ser.

O Cinema não ficou atrás. Com direito a um chilique um tanto recente, que nos lembra do problema que um fandom pode ser, tivemos um fracasso numa franquia da qual aprendemos a esperar bem mais. Mas vimos quase que por conveniência – devido ao sem fim de críticas que isso gerou no ano passado – a maior premiação do cinema… tentar reparar parte da vergonha e acabar causando ainda mais constrangimento. Mas ainda há esperança até para essa parte da indústria. Afinal, como Fernanda Montenegro nos lembrou recentemente, a Cultura precisa ser nossa cruzada diária.

No geral, foi um ano e tanto. Bom, ruim, cruel, feliz, surpreendente… Adjetivos não faltarão quando olharmos para 2017. Das muitas coisas que geralmente são ditas quando chegamos ao final de algo assim, não direi nenhuma.

Afinal, sim, eu poderia e até deveria gastar algumas linhas dizendo o quanto, depois de um ano tão cheio de tanta coisa, 2018 já se aproxima com altas expectativas e promessas para a indústria, já que produções como 9-1-1, The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story e The Looming Tower já são estreias muito aguardadas, além de retornos ainda mais desejados, como as segundas temporadas de Big Little Lies, The Handmaid Tale e Jessica Jones deixam os fãs ansiosos para esse ano que nos aguarda, poucas horas a frente.

Mas não direi nada disso. Direi apenas que, salvos por alguns segundos – ou seriam vários minutos? O tempo tem uma maneira engraçada de ser percebido quando ele é muito e pouco importante para quem observa… – pode-se sim dizer que é o fim de um ciclo. O fim de algo significativo e grandioso, a conclusão tão esperada e que traz consigo desejos de que, magicamente, todas as coisas sejam melhores a partir dos instantes seguintes. Isso não é de todo mentira. E há mais mistérios do que explicações, então não me atreverei a negar as possibilidades. Talvez sim, tudo seja um novo começo. Contudo, assim como todas as telas são espelhos negros, todos os começos precisam partir de algum lugar. E talvez, só talvez, devamos dar certa atenção para essas coisas, porque são elas que continuarão conosco.

Seja um final épico e cheio de grandes surpresas e boas energias… ou simplesmente seja só mais um dia. Simplesmente seja. Até porque, uma coisa é certa: a gente volta daqui a pouco. Então boas festas e um feliz ano novo para todos vocês. See ya!

About Richard Gonçalves

Richard Gonçalves
Estudante de Letras, apaixonado por quadrinhos, música e cinema. Viciado em séries desde sempre. Fã de carteirinha de Doctor Who, House, Battlestar Galactica, Sherlock, 24 Horas, The Borgias, Penny Dreadful, E.R. e Lost. Aqui no Mix de Séries é editor de reviews, além de escrever as reviews de Marvel's Jessica Jones, Marvel's Agents of S.H.I.E.L.D. e The Originals.