Em 2017 a melhor série foi a série de denúncias de assédios e abusos em Hollwood

Imagem: Netflix/CW/Amazon

2017, um ano para ficar marcado em Hollywood.

Geralmente, quando fazemos um balanço do que rolou no ano corrente, os principais fatos vem a mente. Posteriormente, alguns ficam marcados para aqueles que lidam com o mundo pop e hollywoodiano. Como esquecer, por exemplo, que 2008 foi o ano da greve dos roteiristas, ou que 2009 foi o ano que perdemos Michael Jackson. Momentos como esses foram marcantes.

Sobre 2017, quando olharmos posteriormente, iremos vê-lo como o ano que a palavra se fez valer, e a coragem transcendeu barreiras. Casos de abusos e assédios vieram à tona, impondo que a vítima precisa ser ouvida em qualquer circunstância.

Ficamos sabendo de inúmeros abusadores que, honestamente, mal poderíamos imaginar. Vimos artistas e magnatas consagrados terem seus nomes manchados por casos, independente do tempo já passado.

Cometido há anos ou meses, foi horrível e, ao mesmo tempo, reconfortante saber que esses casos vieram à luz. Dando partida com o magnata da indústria, Harvey Weinstein, alguns nomes curiosos foram adicionados à lista.

O caso Kevin Spacey, sem dúvidas, foi o que mais ganhou repercussão. Confesso, é triste ver uma carreira sendo destruída, mas foi necessário. Vítimas e mais vítimas vieram a luz mostrar que suas vozes precisam ser ouvidas, em mais claro e bom tom. E as reações foram imediatas. Me surpreendi com a rapidez que a Netflix, por exemplo, impôs que Spacey fosse retirado da produção de House of Cards.

O mesmo aconteceu com o ator Jeffrey Tambor, que foi retirado imediatamente de Transparent, após o mesmo ser acusado de assédio. A resposta imediata, inclusive, se fez valer nas premiações que passaram a ignorar essas pessoas. De fato, não há razão para premiar tais seres.

Atitudes como essa mostram que, em certas ocasiões, não há o que se questionar. Traumas são cometidos e precisamos ajudar e auxiliar todos aqueles que os sofreram.

O problema de abusos ficou ainda mais estremecido quando produtores e roteiristas foram envolvidos. Dois notórios nomes foram Andrew Kreisberg (The Flash, Supergirl) e Mark Schwahn (One Tree Hill, The Royals), acusados de cometerem assédio verbal e de contato. Esse tipo de denúncia mostrou que a cultura do assédio está enraizado em qualquer estância, e no caso de Hollywood, ter produtores e roteiristas que supostamente deveriam deixar o local seguro envolvidos nestas histórias nos deixaram assustados. Mas, ao mesmo tempo, confirmamos a ideia de que Hollywood é suja. O que precisamos fazer é limpar a sujeira e tentar conservá-la da forma mais saudável possível.

No meio disso tudo, também aprendemos que qualquer tipo de assédio precisa de ser acusado e excluído do ambiente de trabalho. O caso do ator Jason Beghe, nos bastidores de Chicago P.D., é um claro exemplo disso. O comportamento agressivo do ator foi repulsivo e, mesmo que não confirmado, pode ter ocasionado a saída de membros da produção além da atriz Sophia Bush, que relatou ter se envolvido em uma discussão onde um ator teria colocado a mão em seu rosto.

Não há justificativa para qualquer tipo de assédio, seja ele verbal, moral, sexual, entre outros… Todos são cruéis, precisam ser denunciados e discutidos. 

E após todos esses casos, qual a lição que tiramos? Certamente, na indústria Hollywoodiana, foi instalado um alerta em todos os bastidores. Há, provavelmente, um respeito maior entre atores e produtores. E que esse medo se converta em um respeito obrigatório e genuíno, para que casos como esse não aconteçam e não venham à público.

2017 nunca foi tão fortificante neste sentido. O termo “Fuck Your Sorry“, definitivamente, ficará marcado!

Quer saber se algum membro de uma produção está envolvido em algum caso? Vá até o site Maçãs Podres e digite o nome, que a página acusará.

Comments

comments

About Anderson Narciso

Anderson Narciso
Mestre em História, apaixonado por mídias, é o editor responsável e idealizador do Mix de Séries. Eterno órfão de Friends, One Tree Hill e ER, acompanha séries desde que se entende por gente. No Mix é editor de colunas e de notícias, escreve a coluna 5 Razões e resenha a série Gotham.