Família Versace: a história real por trás da 2ª temporada de American Crime Story

Imagem: FX/Divulgação (02); Ilona Catani Scarlett/Divulgação; Vogue Italy/Divulgação

A história que você ainda não sabia

Se você é um daqueles telespectadores que estão assistindo American Crime Story: The Assassination of Gianni Versace mas questionando a veracidade dos fatos, é importante ressaltar que já existe certa controvérsia. Entretanto, é importante lembrar da história por trás da história.

Sabendo dessa necessidade e dos pedidos que recebemos, resolvemos fazer uma postagem contando tudo o que aconteceu ao redor do assassinato do estilista Gianni Versace e, claro, o que aconteceu em seguida.

É importante lembrar que a 2ª temporada é baseada no livro da jornalista Maureen Orth (então contribuidora da Vanity Fair), “Vulgar Favors: Andrew Cunanan, Gianni Versace, and the Largest Failed Manhunt in US History”. Ou seja? O compromisso da adaptação é com o livro.

16 de Julho em 1997. A manchete do The New York Times dizia: “Versace, inovador da moda, assassinado em Miami Beach”. Segundo a reportagem, o designer foi morto no portão (e não nas escadarias) da sua casa palaciana em South Beach. O suspeito? O FBI tinha apenas um desde o início: Andrew Phillip Cunanan, que estava na lista dos dez mais procurados da agência pelo assassinato de quatro homens em Minnesota, Illinois e New Jersey.

À época, um agente especial que a polícia tinha em Miami, Paul R. Philip, não sabia afirmar se Andrew e Gianni se conheciam. “Nós não sabemos dizer se existia um relacionamento ou um ato aleatório,” disse. “Ainda não está claro se ele conhecia todas as suas vítimas.

Nós sabemos que isso não é verdade. Segundo fontes da revista Vanity Fair, ele se encontraram “diversas vezes” antes do crime. A primeira vez teria sido em São Francisco em 1990, mais especificamente na área VIP da boate Colossus. Em seguida, eles estiveram juntos na Capriccio, na Opera de São Francisco, reforçando a tese de que eles não eram desconhecidos.

Qual capitão do barco?

Cinco dias após o crime e uma intensa força tarefa policial ser colocada por toda Miami Beach, o corpo de Andrew P. Cunanan era encontrado dentro de uma casa-barco no que em seguida seria confirmado como um suicídio.

Com o Andrew encontrado, alguém tinha que assumir o comando da empresa uma vez que o assassinato de Versace ocorrera nos momentos finais da semana de moda de Roma. Donatella e Santo Versace eram os nomes mais cotados. Segundo o New York Daily News, entretanto, a única mulher do trio foi a escolha por ser saber “distinguir cores”.

Ela era vista como alguém que variava entre frases “escandalosas” e poses sensuais para capas de tablóides. Mostrando que nem mesmo entre os mais próximos, ela era vista como “uma mulher de negócios”. O surpreendente é que para “conhecer Gianni você tem que conhecer Donatella” já que ela era vista como a musa inspiradora do irmão para desenhar e idealizar seus shows.

Tal posição colocou Donatella numa situação confortável do ponto de vista criativo da empresa, pois como empresária ela ainda era vista como “passageira”. Foi aí que veio a Paris Fashion Week em 1998. A manchete da BBC News diz tudo o que se precisa sobre a estreia – “Estreia de Versace impressiona Paris”.

Controvérsia… 

Como dito, a série vem sendo alvo de ataques da família Versace, que acusam de ser mentirosa. Os familiares alegam que o livro em que a série se baseia é mentiroso, e logo a série também é. Já o ex-companheiro de Gianni, retratado na história por Ricky Martin, foi mais direto. “Há muita coisa sendo escrita e falada sobre o assassinato, e mil e uma suposições, mas com nenhuma base com a realidade,” disse o ex-modelo ao Observer. Alegando não ter sido consultado sobre nada em relação à série, D’Amico foi ainda mais específico – “a imagem que mostra Ricky Martin segurando um corpo nos seus braços é ridícula. Talvez seja a poesia do diretor, mas eu não reagi daquela forma,” completou.

A segunda temporada é exibida no Brasil, pelo FX, todas as quintas-feiras a partir das 23h.

Fontes: The New York Times, The New Yorker, The Washington Post, New York Daily News.

About Bernardo Vieira

Catarinense e estudante de direito. Escrevo sobre entretenimento desde 2010, mas comecei com política internacional depois da campanha americana de 2016. Adoro uma premiação e um debate político, mas sempre estou lendo ou assistindo algo interessante. Quer saber mais? Me pague um café e vamos conversar.