Grey’s Anatomy estreava há 13 anos e mudava o sentido em assistir séries de TV

Imagem: ABC

O Jogo: dizem que a pessoa ou tem o que é preciso pra Jogar ou não tem.

Estava eu pensando se faria um texto em homenagem aos 13 anos de Grey’s Anatomy. A minha relação com essa série é complicada, não vou mentir.

Me lembro como se fosse ontem o anúncio da nova série médica que iria estrear nos domingos da ABC. Naquele momento, ER – Plantão Médico ainda reinava nas quintas da NBC e era a gigante do gênero. Assistir Grey’s Anatomy, confesso, foi controverso. Porém, algo na série me fisgou. Analisando tudo, ainda hoje, eu não sei definir o que foi. Os personagens? A história? A forma como se importar com o espectador, a ponto de nos fazer sentir todas as emoções da vida real da forma mais extrema possível? Talvez. Ela não tentava ser a nova E.R.. Ela queria ser a única!

Grey’s transformou muita gente em seriador…

Foi com Grey’s Anatomy que eu aprendi o que era ser, de fato, um seriador. Naquela altura, obviamente, a banda larga já estava começando a ficar mais popularizada e o acesso as séries estava ficando mais fácil. Creio que hoje, pelo menos aqui no Brasil, grande parte dos fãs da série assistiram pela Netflix, ou viram muitas temporadas juntas. Poucos são os que resistem 13 anos. Não foi fácil acompanhar, temporada após temporada, pausa após pausa, todos os seus episódios até aqui. Vocês sabem que acompanhar uma série regularmente exige muito, e não foi – aliás, não é – diferente com Grey’s. Desta forma, parando para refletir o que ela significou nesse tempo todo, vejo que ela me transmitiu o que é se sentir um seriador.

O tal carrossel que a Ellis Grey citou, recentemente, representou a essência da série desde sempre. Seja na morte impactante de Denny Duquette na segunda temporada, ou nos meses intermináveis em que sofri entre a quinta e a sexta temporada para saber se a Izzie realmente morreria ou não; na queda do avião ou, até mesmo, na morte do McDreamy – completamente inesperada por sinal… Grey’s Anatomy provou para mim, e creio que para o público em geral, que ela merece respeito e consideração. Não por obter em sua bagagens prêmios notáveis como o Emmy ou Globo de Ouro, mas respeito por simbolizar na vida de muitos fãs o que é o significado de amor.

E olha, amor é o que me conduziu até aqui hoje. Claro, como toda a relação, tem seus altos e baixos. Não vamos ser hipócritas e dizer que a série sempre foi boa ou ótima; Existem muitas temporadas que são fracas. Mas analisando o conjunto, como um todo, você vê o quão essa série, e esses personagens, possuem uma ligação com o público, com parte de suas vidas. É o que eu chamo de “série do coração”.

Amor pela série…

Se você chegou à um estágio de assistir 13 temporadas, entre boas e ruins, é provável que você jamais vá abandoná-la. E é desse amor que ela ainda sobrevive, e que permite que essa série ainda seja o drama número 01 do canal ABC.

Ah, e se olharmos o amadurecimento dos personagens que ainda estão no show, como Meredith e Alex, de certa forma, nos vemos refletidos nas rugas que já não são mais tão invisíveis. Crescemos e amadurecemos com esses personagens que vejo como parte da minha família.

A frase que coloquei no início desse texto, trecho da narração do primeiro episódio, reflete muito isso. Ou você tem o que é preciso para ser um fã de Grey’s Anatomy, ou não tem. Ou você se doa a série e abraça o que ela está para lhe oferecer, ou pode buscar uma próxima para assistir. É o que me trouxe aqui. Por isso que quando me perguntei se faria um texto ou não para o aniversário de Grey’s Anatomy eu também me perguntei – Eu não comemoro o aniversário das pessoas que gosto, com quem eu convivo, trabalho, com quem eu respeito? Por que não, comemorar o aniversário desta série? – . Afinal, se formos parar para pensar, é esse misto de sentimentos que ela representa para nós.

              Meredith Grey, há doze anos sendo o sol do maior carrossel que você respeita!

Passados treza anos, desde sua estreia, é inegável o sucesso que ela faz em todo o mundo – principalmente pela sua difusão por plataformas como a Netflix. Por isso que digo, sem medo, que Grey’s mudou o olhar do público para as séries de TV. É o show que cativou à todas as idades, todos os gostos, fãs ou não de séries de TV em geral. Ela pegou essa transição da TV para a internet/streaming e tirou de letra.

PARABÉNS GREY’S ANATOMY…

… e obrigado por me fazer um seriador de verdade há treza anos. E obrigado Shonda Rhimes, por há mais de uma década você pisar no meu coração, matando personagens sem dó e piedade. Mas quer a verdade? Pois é, a gente adora. Manda mais tragédia, mais morte, mais tudo… Não estamos nem perto de abandonar essa série que podemos chamar de nossa.

Afinal, precisamos do “Sol” para iluminar todos os nosso dias.

#13YearsOfGreysAnatomy

Leia mais: De volta ao Piloto – relembre o primeiro episódio de Grey’s Anatomy

About Anderson Narciso

Anderson Narciso
Mestre em História, apaixonado por mídias, é o editor responsável e idealizador do Mix de Séries. Eterno órfão de Friends, One Tree Hill e ER, acompanha séries desde que se entende por gente. No Mix é editor de colunas e de notícias, escreve a coluna 5 Razões e resenha a série Gotham.
  • Renata Ribeiro

    Que texto maravilhoso<3

    • Anderson Narciso

      Obrigado 😀

  • LuLuFelipeCam

    Meu 🐙,algm me dá o endereço do escritor desse texto, simplesmente incrível! Neste momento levantamos TDS de pé pra parabenizar grey’s anatomy

    • Anderson Narciso

      Opa, volte sempre aqui no Mix de Séries, meu endereço é aqui hehe 😀

  • Caroline Marques

    “Se você chegou à um estágio de assistir 12 temporadas, entre boas e ruins, é provável que você jamais vá abandoná-la.” << a maior verdade. E aí vai mais uma: 12 anos, metade da vida acompanhando essas criaturas, rindo e chorando, tem como largar não!

    • Anderson Narciso

      Num é? haha