How I Met Your Mother foi legen…wait for it… dary!

Imagem: CBS/Divulgação
Imagem: CBS/Divulgação

 

Foram tantas as coisas que eu aprendi com essa série que só posso dizer uma coisa: ela foi legendária! Não, não assisti a Friends para saber qual das duas é a melhor (mesmo que HIMYM seja realmente melhor). Não queremos levantar essa polêmica nesta postagem. Vamos relembrar importantes momentos da série e, para os que não a assistiram, listar importantes motivos para assistir  as suas nove e divertidíssimas temporadas.

O sitcom foi criado por Carter Bays e Craig Thomas para a CBS e estreou no dia 19 de setembro de 2005. De lá até 2014, foram exatos 208 episódios. A atração e os atores receberam diversos prêmios. Confesso meu pecado: só aqui foi que conheci o excepcional Neil Patrick Harris. Sem palavras para este cara. Ele é o responsável pelas melhores risadas e rouba a cena do protagonista por diversas vezes. Se bem que no modelo adotado pelos autores aqui, todos os cinco personagens se destacavam o tempo todo.

Barney Stinson (Neil Patrick Harris), Robin Smulders (Cobie Smulders), Ted Mosby (Josh Radnor), Lily Aldrin (Alyson Hannigan) e Marshall Eriksen (Jason Segel) são cinco amigos que, em 2005, passam por diversas situações das mais comuns até as mais inusitadas. Quando Marshall, melhor amigo do Ted, fica noivo, Ted decide que é melhor engrenar sua vida e achar sua cara-metade. Coitado! São dezenas…centenas de episódios neste sofrimento! Foram tantos romances sem futuro… alguns ficamos felizes por não terem dado certo e outros choramos junto com ele.

O mais intrigante de tudo é que você começa a assistir pensando em descobrir “como foi que o Ted conheceu a mãe dos filhos dele?”, mas depois acaba até esquecendo disso. O assunto é o norte da trama, mas em nenhum momento o telespectador pode se sentir frustrado pela demora em ela ser apresentada. Esse é o máximo do show.

 

Os truques de mágica do Barney, os medos do Marshall, as broncas da Lily e o medo de shopping da Robin são outros elementos que os tornam tão humanos e nos aproximam deles. Podemos ver um pouco de nós ali e de nossos amigos. Temos sempre cada parceiro nosso com uma bagagem diferente e aquelas histórias da carochinha e vemos o quanto isso é comum e agregador quando traduzidos na tela.

O sucesso da série saltou da TV para a internet, mesmo em uma época onde os dados móveis e os celulares não estavam em seu auge, e alcançou milhões de visualizações em seus vídeos. O de maior sucesso é o clip da “Robin Sparkles”, intitulado Let’s Go To The Mall. Em um determinado momento, os amigos descobrem que Robin tem pavor de shopping e querem descobrir o porquê. Quando o passado dela é revelado, Robin Cintilante surge e com seus “sucessos” na bagagem. Momentos impagáveis.

A história que eu mais gostei foi de longe a “Ação de Tapas”. Nossa, eu chorei de rir em ver toda aquela situação se estender por várias temporadas. A tensão do pobre do Barney em ser vítima do tapão foi épica! Bom disso foi ver ele novamente tirar a lição de que seu velho lema nem sempre funciona: todo dia deve ser legen…wait foir it…dary! E iria mais de encontro com o que diria Ted: “nada de bom acontece após as duas da manhã”.

Imagem: CBS/Divulgação
Imagem: CBS/Divulgação

 

A série foi tão feliz em continuar suas histórias e voltar a contá-las com nova roupagem que mal dá para lembrar tantas as citações. Uma das melhores e mais engraçadas é o “Código Bro”, que inclusive virou livro e está disponível para compra até hoje. Já esteve caríssimo, mas agora é possível encontrar até por 15 reais, em média. Como consta na biografia do livro, ele ensina os Bros a viver em harmonia, ter casos de uma noite só, levar sempre a quantidade certa de bebida para uma festa ou fingir um profundo conhecimento de esportes e mecânica, entre outras habilidades incríveis.

E preciso destacar o “toco” cinematográfico que o Ted levou! Esse deve ser o episódio número dois se eu for fazer um top dos melhores. Ali foi sacramentado o carma do personagem e o quanto ele estava destinado a sofrer. Por mais que Robin e companhia o fizessem enxergar que não era bem assim…ele só se dava mal e das piores maneiras possíveis!

O final agradou alguns e outros ficaram revoltados. Eu confesso que não esperava que ele fosse desse jeito. Para quem se interessar, existe o final alternativo liberado algum tempo depois para os que ficaram insatisfeitos com o desfecho proposto pelos criadores. Eu preferi a proposta inicial, pois vai de encontro, de fato, com a narrativa completa.

Imagem: CBS/Divulgação
Imagem: CBS/Divulgação

 

Fica a saudade de um dos melhores shows produzidos na TV americana nos últimos anos. Não há como não ver os atores em outras produções e não os ligar imediatamente aos personagens que vimos por tantos anos. A boa notícia é de que a série está completinha lá na Netflix para vermos a hora que quisermos e matar a as saudades! Deixem suas menções nos comentários. Abram seus guarda-chuvas amarelos e soem os trombones azuis!

Pá-pá-pá-pá pá-pá-pá-pá pá-pá…que saudade eu estava de cantar isso. Cantem comigo!

 

 

About Wellington Torres

Oi, eu sou o Well. Jornalista, amante de séries, animes e totalmente ligado na cultura geek. Responsável pelas reviews de 3% (Netflix), House of Cards (Netflix), Marvel's Iron Fist (Netflix), Shooter (Canal USA), Timeless (NBC), Once Upon a Time (ABC) e Westworld (HBO).