Lethal Weapon – 2×07 – Birdwatching

Imagem: YouTube/Reprodução

Um episódio bem clichê, mas com um desfecho inesperado, não foi dos melhores, mas até que deu para rir um pouco e curtir a ação da dupla de detetives mais intrépida de Los Angeles. Martin atingiu um nível de maturidade que na franquia de filmes ele não havia alcançado: finalmente se abriu para a terapia, sem fazer piadinhas.

Riggs parecia estar ganhando um super poder com aquelas visões estranhas do seu pai falecido. Mas não sei se essa habilidade estava sendo útil para a equipe, pois afetou – e muito – as capacidades investigativas dele, e até atrapalhou a resolução do caso em que estava trabalhando.

Foi bem interessante o movimento de Martin ao longo da trama, pois, desde o primeiro episódio da série, a Dr. Cahill tentava fazê-lo se abrir e, somente agora, ele reconheceu que necessitava, mesmo, de ajuda. Acho que a dificuldade em dormir estava trazendo à tona sentimentos que há muito tempo ele tentava reprimir e estavam causando um dano pesado no subconsciente e a mostrar sinais externos.

Há alguns episódios conhecemos o detetive Bowman e, aparentemente, ele não agradou muito os detetives Murtaugh e Bailey. Um tempo depois, a detetive se esforçava para não socar o bonitão, mas já trabalhava com ele. No último episódio, ela, acidentalmente, manda um nude para ele e o clima fica meio esquisito entre os dois. Em Birdwatching, os dois já estão amiguinhos e rolou até umas brincadeiras entre entre eles por conta da fama do galã junto aos surfistas e à comunidade praiana, por ter salvado crianças das garras de um terrível… golfinho “disfarçado” de tubarão.

Imagem: YouTube/Reprodução

As cenas cômicas ficam quase sempre por conta do Roger e foi hilário vê-lo com ciúmes da Trish e as mensagens engraçadinhas com um tal de “Scott”, que logo mais ele descobriria ser o astro da NBA, Scottie Pippen. O detetive conseguiu atrapalhar a noite de cerimônias organizada pela esposa, quebrou o óculos de Pippen, que faria um discurso naquela noite e ainda passou vergonha tentando tietar o jogador. No final do episódio, nós descobrimos que essa não foi a primeira vez que Trish sente vergonha alheia pelo marido, que até chorou quando conheceu Michael Jordan pessoalmente. Me lembrou muito da cena da série Eu, a Patroa e as Crianças, quando ele teve a chance de jogar contra o Jordan e, por estar muito nervoso, acaba estragando tudo.

Curti muito a forma como eles lidaram com os caras maus perto do final da trama. A cena que dá nome ao episódio me fez pensar na sintonia tão firme que a dupla tem. Enquanto Roger fingia estar olhando pássaros e, por códigos ultra camuflados, ia passando as informações para Riggs, que infiltrava pelos fundos. O legal é que tudo sempre dá certo num nível aparentemente calculado. A última munição de Roger foi só o que ele precisava para acertar o tiro bem no tanque de gasolina da caminhonete, causando uma explosão que clareou o local onde Riggs estava e tirou-o do transe, bem no momento em que ele seria atingido, dando a ele a chance de atirar primeiro. Parece coisa de cinema, não é mesmo?

Eu estava imaginando que os transes de Martin faziam com que ele agisse no mundo real como se estivesse sonhando e que logo mais ele poderia causar danos a si mesmo e a outros se continuasse nesse ritmo. A cena final foi bem impactante por mostrar essa luta dele e a aceitação de finalmente se entregar à terapia e deixar a Dra. Cahill entrar na cabeça dele. Logo mais a gente vai saber se deu certo.

Até a próxima!

Birdwatching

Nota do episódio - 8.5

8.5

Review do sétimo episódio da segunda temporada de Lethal Weapon, da Warner Channel, intitulado "Birdwatching".

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About Albert Moura

Albert Moura
Jornalista e seminarista, além de pai de primeira viagem. Casado com a Ana, mas amante das séries. Atualmente acompanha Outcast, Better Call Saul, American Gods, Lucifer, Gotham, o universo Marvel e mais algumas, além de também ser um eterno fã de Friends. No Mix, escreve sobre as próximas temporadas de Preacher.