Lethal Weapon – 2×10 – Wreck the Halls

Imagem: YouTube/Reprodução

Ótimas surpresas no último episódio de Lethal Weapon do ano. Desde o detetive Martin Riggs fazendo a parte burocrática do serviço, passando pelo detetive Roger Murtaugh perdendo a linha por causa de um conhecido que foi assassinado, até terminar com o telefonema de um familiar de Riggs que nós não esperávamos ver daquela forma.

Eu estava gostando bastante do envolvimento emocional de Riggs com Molly e com Murtaugh, mas confesso que já estava mais do que na hora de ter algo novo para dar um ânimo na trama principal.

É a segunda vez que a dupla enfrenta um grupo com posições extremistas relacionadas ao racismo. Em Birdwaching, eles ganharam a batalha, mas dessa vez, um novo elemento surge para dar mais sentido ao fato de estarem de cara com esse problema racial novamente: o pai de Martin. E aí não sei se podemos considerar que houve ganhadores nesse embate. O ponto mais chamativo é que a dupla é composta por um branco e um negro, o que é um mote excelente para tratar de questões raciais na série.

Imagem: YouTube/Reprodução

Uma das surpresas do episódio foi a atitude incomum de Roger ao se deparar com a morte de Diego, um jovem que ele havia ajudado a virar a página depois de se envolver com o tráfico. O detetive ficou realmente abalado com a morte do rapaz, tanto que até perdeu a boa quando viu o policial fazer pouco do garoto e sobrou até para o Scorsese. Esse é um lado que vemos pouco da parte de Murtaugh. Geralmente ele está sempre tranquilo, e esse episódio mostrou que realmente se importava com o rapaz. Na cena em que eles perseguem um colega de trabalho de Diego, eu até achei que Roger iria pular quando Riggs parou de repente por estar com – pasmem – medo de morrer e deixar Ben e Molly sozinhos. Quando o cara caiu e morreu, a expressão de Murtaugh foi a melhor.

Já com o casal “M” – Martin e Molly – as coisas estão indo de vento em polpa. Tiram fotos em família, ele é reconhecido como o pai de Ben e mesmo quando a criança parece não estar muito feliz com a vida, Riggs consegue fazer com que ele se sinta bem e ainda compartilha com o garoto sobre seu passado com Jake.

Agora, ambos os detetives entraram numa boa encrenca dentro do strip club, mas não foi só com os bandidos. Roger teve de explicar para Trish que havia chamado a Crystal apenas para interrogá-la e de que somente ele estaria trabalhando naquele momento, se é que vocês me entendem. Já com Martin, o problema foi um pouco mais grave. Além de levar Ben para um clube de gente adulta, ainda disse para a criança o que Jake havia feito para salvar sua vida. A conversa dele com a mãe do garoto mostrou – mais uma vez – o quão disposta ela está em fazer aquele relacionamento ir para frente – estou sentindo cada vez mais que a agente Palmer vai aparecer a qualquer momento e abalar essa relação aí. Só acho.

Roger estava tão despirocado nesse episódio, que até agrediu o ricaço do clube sem nem pensar duas vezes. Isso não é algo que se vê todos os dias. Achei bem interessante a conversa franca entre os dois detetives sobre o passado de Martin. Uma outra surpresa, mais do que espantosa, foi ligação que Riggs recebeu no final do episódio.

Acho que a trama tende a dar uma esquentada quando voltar em janeiro. Estou bem ansioso para ver o desfecho de tudo isso.

Até a próxima!

Wreck the Halls

Nota do Episódio - 9

9

Review do décimo episódio da segunda temporada de Lethal Weapon, da Warner Channel, intitulado "Wreck the Halls".

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About Albert Moura

Albert Moura
Jornalista e seminarista, além de pai de primeira viagem. Casado com a Ana, mas amante das séries. Atualmente acompanha Outcast, Better Call Saul, American Gods, Lucifer, Gotham, o universo Marvel e mais algumas, além de também ser um eterno fã de Friends. No Mix, escreve sobre as próximas temporadas de Preacher.