Masterchef Brasil – 4×16/17/18 – Cozinhar é fácil, mas ser um MasterChef….

Imagem: Carlos Reinis/Band

Num dos melhores e mais estranhos episódios de todo o MasterChef, tivemos a eliminação decidida por arroz com feijão e ovo frito, o que é emocionante se você me perguntar por ser uma das primeiras provas onde eu pude opinar de alguma forma. Eliminado? Yoku, o que me deixou aliviado e o restante da internet extremamente revoltado.

O principal destaque do episódio 17, além da surpreendente eliminação de Aderlize, está numa das suas reclamações para Ana Paula – o mezanino. A incapacidade dos tais competidores de ficar de boca fechada e sempre responder ao impulso de ajudar o outro é um dos problemas que a produção precisaria resolver, caso não gostasse do drama que isso provoca.

O programa pode estar entrando na sua reta final, mas isso não quer dizer que a produção deixou a vontade de provocar discórdia entre os participantes. Já nos primeiros minutos do episódio pediu-se que fosse formado trio, o que deixou bem claro que Miriam continua isolada dos demais, após vencer a prova de eliminação na semana passada.

A proposta era de preparar pratos a partir de ingredientes dispostos em determinada cesta. Curiosamente os critérios utilizados para escolha de cada uma delas acabou mostrando-se falho e um tanto ridículo se levarmos em conta a empáfia de alguns cozinheiros. A prova trouxe mais um embate entre Mirian e seu time, mas mais especificamente Victor V. por “diferenças de paladar”, mas que não foi suficiente para desestabilizar ninguém.

Resultado – grupo da panela considera “a mais difícil” consagrou-se vencedor e deixou favoritos irritados e questionando a opinião dos chefs, o que me deixa sempre bem irritado pela falta de humildade. A prova de eliminação trouxe uma ideia completamente diferente do primeiro desafio, onde o pessoal teria que reproduzir um prato consagrado e referenciado de Paolla Carosella.

É claro que antes da prova tivemos uma masterclass sensacional com a chef, que deixou mais uma vez bem claro que cozinhar é uma arte belíssima. Confesso que não senti a menor vontade de comer aquele prato, o que deve ser a primeira vez assistindo o programa, principalmente pelo macarrão preto. Pode ser uma grande ignorância por parte deste que vos fala, mas não mentirei com meus leitores.

Com problemas aqui e ali, a prova terminou com a certeza de que um grande competidor seria eliminado. Michelle foi a mais elogiada após semanas figurando na lista dos piores, o que demonstra que ela pode estar ensaiando uma comeback nessa reta final, que certamente contribuiria para tornar essa temporada melhor do que já está.

ELIMINAÇÃO

Depois que a Aderlize saiu na semana passada ficou bem claro que por melhor que o cozinheiro seja os chefs eliminarão de qualquer forma caso o prato esteja ruim. Não fiquei surpreso que tenham escolhido Ana Luíza nessa semana, bem porque Deborah é ligeiramente melhor numa série de aspectos. Entretanto, acredito que nesta semana assistimos uma grande separação entre aqueles que são bons e aqueles que se consideram invencíveis, mas erra quem pensa que estou falando da eliminada.

EM TEMPO

Não posso encerrar os comentários desta semana sem pontuar mais um fato medonho, nojento e desprezível que aconteceu com um dos participantes dessa temporada, o Leonardo, que viu numa das suas redes sociais um comentário racista que não só lhe ofendia como também a todos os outros participantes negros da edição amadora e profissional.

É uma lástima que isso continue acontecendo, apesar de não ser surpreender pelo país que vivemos. Felizmente o Leonardo foi à delegacia e prestou depoimento contra tamanha violência. É preciso expor qualquer ato preconceituoso e denunciar às autoridades, pois como diria Martin Luther King “a injustiça num lugar qualquer é uma ameaça à justiça em todos os lugares”.

Comments

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  • Bruno Dornelles Rangel

    Sobre a Aderlize e o mezanino, minha opinião é: ajudar e dar dicas é uma coisa, agora praticamente dar todo o passo a passo é outra. (pelo menos o mezanino não ficou batendo palmas a cada 5 minutos, como nas finais. Prefiro os passo a passo do que a bateção de palmas).