MasterChef Profissionais – 2×04/05 – Semeando a Discórdia

Imagem: Carlos Reinis/Band/Divulgação

Algo que sempre funcionou em qualquer franquia do MasterChef Brasil é a capacidade da produção em construir discórdia e dos participantes participarem dela. Dá audiência, vende-se os produtos promovidos naquele episódio e o Twitter adora. Reafirmo tal pensamento por perceber que já temos o primeiro vilão da temporada, mas o curioso é que nem ele mesmo percebeu que o telespectador já o consagrou em tal posição.

Francisco, ou “o paizão” como ficou conhecido, quis promover um desafio entre duas gerações ao escolher a Raíssa como adversária na prova em equipe. Acredito que o cozinheiro estrelado realmente acreditou que a concorrente era mais fraca por parecer frágil e inexperiente, pensamento que muitos devem lembrar, acabou tornando Dayse a campeã da primeira temporada do MasterChef Profissionais.

Imagem: Carlos Reinis/Band/Divulgação

Durante o desenvolvimento do desafio em equipe pudemos ver que realmente a experiência de Francisco fez toda a diferença na hora de comandar sua cozinha. O serviço estava fluindo de uma maneira jamais vista no programa, enquanto a equipe azul se via perdida e incapaz de comunicar-se para entregar um ovo sequer. A desorganização se manteve até a hora da troca de cozinhas, onde Raíssa conseguiu falar com sua cozinha e delegar com mais clareza e firmeza.

O que chamou atenção, entretanto, foi o resultado. Numa vitória avassaladora em cima da equipe vermelha, o telespectador aprendeu que por maior que seja sua experiência, que a sua liderança seja impressionante e o tempero único, o cliente é soberano porque ele ficará atento ao sabor. Ele não quer saber se 10 pessoas ou 05 pessoas fizeram, se o prato é quadrado ou triângulo, mas sim que o ovo está bem frito, se o feijão e o arroz estão bem cozidos e a salada com o tempero certo.

Depois de poemas e declarações um tanto falsas ao meu ver, tivemos a apresentação da prova de eliminação dita como “a mais difícil da história do programa”. Realmente, ao vermos aquelas esculturas e imaginar que elas teriam que ser feitas em duas horas é de deixar qualquer um boquiaberto, mas o problema é que no desenvolvimento do desafio nós percebemos que ninguém fez uma obra de arte propriamente dita com chocolate, o que foi frustrante não só para quem assistia como também para quem julgou.

Não sei afirmar se a eliminação foi justa ou não, até porque nós ainda não vimos muita coisa desses participantes, mas um vencedor emergiu sutilmente desse quinto episódio – a Cacau Show.

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  • Bruno D Rangel

    Não entendo nada de cozinha profissional, mas a arrogância do Francisco me lembra muito o Ivo da primeira temporada. Entendo que antigamente (nem tão antigamente assim) o machismo rolava solto na cozinha e é isso que vemos dos “experientes”. Ivo contava com seus apoiadores (Dario, Marcelo e outros menos votados) e Francisco tem Clécio.

    Irina se apresenta como forte candidata e líder contrária aos dois. Gosto muito dela, assim como da Raíssa. Raíssa tem uma mágica que só de olhar pra ela já sorrio. Não precisa nem falar, só olhar ela já é suficiente.