Masterchef Profissionais 2×11/12 – A Volta Dos Que Já Foram

Imagem: Band/Carlos Reines

No episódio desta semana nós vimos o programa ser o mais pragmático, eficiente, objetivo e coerente até agora. É verdade que essa injeção de ânimo e agilidade vem da inevitável aflição que toda reta final carrega consigo, mas mesmo numa temporada pálida e morna como essa a produção trouxe as propostas corretas, os pontos de análise mais interessantes e deixou o drama, o apelo e os duelos foguentos que tornaram esse reality show tão popular no Brasil para o quinto ano dos amadores em 2018.

Imagem: Band/Carlos Reines

Foi recentemente que vimos o chefe Fogaça abrir as portas do seu restaurante para que os competidores pudessem experimentar o quão duro, exaustivo e tenso é trabalhar numa cozinha profissional. Como disse à época, essa parte é uma das melhores partes de temporada em razão do toque de realismo que dá para uma competição tão fora da realidade, como seus críticos afirmam. Entretanto, à primeira vista confesso que me incomodou um pouco termos visto uma espécie de repetição dessa dose na primeira prova, onde a chefe Paola ficou responsável por todo o serviço.

Tudo bem, o estúdio na Band não é nenhum Arturito, mas que a sensação foi de repeteco isso não posso negar. Felizmente, a direção foi competente ao ponto de não deixar essa semelhança tão óbvia e ousou – trouxe alguns dos participantes mais celebrados (para o bem ou o mal) da temporada anterior dos amadores Fernando, Mirian, Vitor B. e Yuko. É verdade que as duas continuaram chamando mais atenção, principalmente a Yuko que não deu certo com a Irina, mas foi o alívio cômico que o momento precisava.

Com o Pablo vencendo tal desafio por ter ajudado os demais, o que é exatamente o contrário da tendência do Bake Off Brasil – Mão na Massa, tivemos a prova de eliminação trazendo uma das melhores e mais surpreendentes provas até agora – um Bife Wellington, ou melhor, uma Lagosta Wellington que carrega todos os desafios que o prato normalmente carrega, mas desta vez com um grau ainda maior haja vista que o poto de uma lagosta é certamente mais desafiador do que um pedaço de carne.

A Raíssa conseguiu me deixar nervoso, aflito, ansioso…todos os sentimentos que você coneguir imaginar com a realização daquela receita. É verdade que o Francisco consagrou-se com aquele impratamento no último, mas ela manteve-se constante nas trapalhadas do início ao fim e quase me deu um ataque em certos momentos. Tal comportamento culminou com sua eliminação, mas quer saber de uma coisa? Eu gostei muito do que a participação dela representou.

Normalmente a moça jovem, inexperiente e bonitinha é colocada de lado, desconsiderada e classificada como a “mais fraca de todas”. Vimos isso na temporada passada quando a Michelle foi até a final e venceu, não só grandes egos daquele programa, como também do povo ridículo e nojento da internet que tratava de rebaixar sua capacidade. É verdade que a Raíssa ainda vai fazer muito na vida profissional e eu, sinceramente, espero ouvir seu nome mais vezes, mas foi uma mensagem muito boa.

Em relação ao episódio anterior, acredito que mesmo trazendo provas normais e nada de excepcional, todo o mérito ficou com a eliminação de Lubianca. Ela foi longe, conseguiu desafiar seus próprios limites e até mesmo às minhas próprias expectativas. Posso receber calor por dizer isso, mas no caso da Lubianca acredito que ela já deveria ter saído a muito tempo.

Por Bernardo Vieira

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  • Bruno D Rangel

    Nunca vi bife wellington em pote, muito menos lagosta wellington. E olha que procurei bastante na internet.