Meu nome é Spartacus! O trácio guerreiro que rompeu as correntes de Roma

Imagem: Captura de Tela/Reprodução

Começo dizendo que Spartacus fez o que pouquíssimas séries fizeram na minha vida: me prendeu em casa. Sério, eu não conseguia fazer nada até que a história terminasse.

Lançado em 2010 pela Starz, Spartacus conta a história de Trácio (Andy Whitfield) que é feito escravo pelos romanos e tem sua esposa, Sura (Erin Cummings), levada pelo seu inimigo Gaius Glauber (Craig Parker). Confesso que o primeiro episódio é bem difícil, o qual demorei cerca de três meses para assistir o segundo, mas depois disso, não parei. A série conta basicamente com cenas de lutas onde o sangue é jorrado escancaradamente falso em slow motion na cara do telespectador , como em 300. Também há toneladas de cenas de sexo e nudes de graça. Tudo que o criador da série, Steven S. DeKnight queria: sangue e sexo.

Imagem: Starz/Divulgação

O começo mostra toda a adaptação de Spartacus como escravo e a eterna esperança de um dia encontrar sua amada esposa, Sura. O conflito com o campeão dos escravos, o gaulês Crixus (Manu Bennett) é uma das evoluções da série. A maneira que os dois aos poucos vão se odiando e amando – ou aturando, envolve o telespectador que a todo o momento muda de opinião sobre o gaulês.

Spartacus tem quatro temporadas, mas na conta oficial, são três temporadas e a outra, entra como uma temporada a parte. Por quê: Ao final das filmagens da primeira temporada, Blood and Sand, Andy Whitfield, o ator principal, descobriu um câncer. As gravações para a temporada seguinte foram adiadas na esperança que Andy se recuperasse e assim, voltasse às filmagens. Porém, a emissora não pôde esperar e resolveram produzir uma série em seis episódios sobre o passado dos personagens da primeira temporada, ou seja, antes de Spartacus aparecer na série.

Essa temporada a parte, conta a história em detalhes sobre a relação de Quintus Batiatus (John Hannah) com seu pai, como Oenomaus (Peter Mensah) tornou-se o Doctore e claro, a relação louca de Crixus e Lucretia (Lucy Lawless). Outro ponto importantíssimo é a história de Gannicus (Dustin Clare), um personagem que é simplesmente impossível você assistir e não amar. Aquele cara que gosta de uma farra, bebida e mulher – ahhh, e luta melhor que todos.

Imagem: Starz/Divulgação

Caso você corra na Netflix e clique em Spartacus, notará que essa temporada entra na contagem como a segunda temporada e apesar de não seguir uma ordem cronológica, você deve assistir nessa ordem para entender o restante da saga. Fato que levou muitos fãs da série a largarem e entendo, por que o final da primeira temporada é incrível e você só quer ver o que vai acontecer e do nada, volta tudo no tempo. Mas vale a pena, por motivos de Gannicus.

Imagem: Starz/Divulgação Andy e Liam

Após dezoito meses do início do tratamento contra o câncer, Andy veio a falecer. Que choque. Um substituto foi buscado e escolhido acabou sendo Liam McIntyre. A voz grossa do Liam fugia totalmente do antigo Spartacus. Segundo fato que levou fãs a largarem a série. Porém, ele foi longe, arrasou. A terceira temporada, a estreia de McIntyre como Spartacus, foi INCRÍVEL. Intitulada como Spartacus: Vengeance, vingança, tinha tudo o que queríamos e esperávamos.

 

Engana-se quem acha que a troca de atores acabou com a substituição de Andy por Liam. Outro personagem principal teve que deixar a série e ser substituído: Naevia, que antes era a Lesley-An Brandt, passou a ser a Cynthia Addai-Robinson.

O que deixa a série mais fascinante é que, geralmente, os mocinhos sempre se dão bem e até aqui, Spartacus de fato sempre se sobressaia. Porém, na sua temporada final, o escravo guerreiro se depara com um inimigo a altura: Marcus Crassus (Simon Merrells). Sabe aquele vilão tão incrivelmente inteligente que você acaba torcendo por ele? Esse cara é Crassus. Em meio a tantas incertezas, conflitos e dramas familiares, Marcus é escolhido para capturar o Trácio e seu exército de escravos guerreiros que a cada dia mais aumenta.

Apesar de alguns furos na questão histórica, Spartacus consegue contar a sua trama de forma rápida e direta sobre os escravos guerreiros. Não tem enrolação não, abaixou para mexer no celular já perdeu diversos detalhes. A série teve sua temporada final em 2013, com um desfecho particularmente maravilhoso, onde reuniu todos os elementos que ao decorrer da série ficam cada vez melhores: lutas e muito sangue.

Para quem quiser, a série está disponível no catálogo da Netflix. A dúvida que fica é: Qual será o verdadeiro nome de Spartacus?

PS: Caso interesse a alguém, após a morte de Andy, foi lançado um documentário intitulado Be Here Now, onde mostra a luta dele contra o câncer e está disponível no catálogo da Netflix.

Imagem: Tumblr

About Letícia Garcia

Paulista, porém mora na Carolina do Norte. Jornalista e apaixonada por séries e futebol. Grey's Anatomy é a série da vida, mas também é fã de Spartacus, Supernatural, Vikings e Friends. No Mix de Séries escreve as reviews de Vikings, Prison Break, 13 Reasons Why e Riverdale.