Midnight, Texas – 1×01/02 – Pilot/Bad Moon Rising

Imagem: NBC/Divulgação

Bem-vindo a Midnight, Texas, um lugar onde ser normal é estranho. Baseada na série de livros da mesma autora dos contos que deram vida a True Blood, chega a TV a nova série da NBC. Um drama sobrenatural que segue a jornada de Manfred Bernardo, um médium famoso que possui habilidades reais, mas que às vezes parece um charlatão. Ele usa seu dom como fonte de renda e acaba sendo perseguido por alguém chamado Hightower. Logo, decide que é hora de sair de Dallas e ir para outro lugar. Sendo assim, ele pega estrada e aconselhado por sua falecida avó cigana (sempre de bom humor) segue em direção a Midnight, uma cidadezinha do Texas.

Acontece que por trás da fachada de cidade normal, muitas criaturas sobrenaturais habitam o local e acabaram criando uma espécie de refúgio para quem é diferente. Os habitantes gostam de se manter longe de problemas, da atenção da polícia e da mídia. O que não é algo tão fácil assim já que existe um grupo de motoqueiros os ‘filhos de Lúcifer” que promete trazer muitos problemas para os Midnighters.

O episódio piloto cumpre o seu papel, apresenta ao espectador a cidade, seus habitantes e o plot inicial. A pacata cidade logo fica agitada com um assassinato sendo um dos “bonzinhos” o principal suspeito. A vítima Aubrey tem seus próprios segredos assim como a cidade e os demais habitantes.

Achei bacana a união estabelecida entre os diversos seres sobrenaturais e humanos, uma espécie de família estranha. Gostei de ver que apesar das diferenças eles se apoiam e se protegem. Uma dinâmica interessante.

Partindo para as apresentações temos o médium Manfred Bernardo (François Arnaud), a garota inocente Creek (Sarah Ramos), o vampiro Lemuel (Peter Mensah), a bruxa Fiji Cavanaugh (Parisa Fitz-Henley), a assassina de aluguel Olivia (Arielle Kebbel), o anjo caído Joe Strong (Jason Lewis), a fantasma Aubrey Hamilton Lowry (Shannon Lorance), o dono da loja de penhores Bobo Winthrop (Dylan Bruce) e o reverendo Emilio Sheehan (Yul Vázquez). Destaque também para o gato de Fiji. Todo episódio é construído em cima do assassinato, a investigação e a interação de Manfred com os novos vizinhos.

Um dos pontos altos do episódio é quando Manfred se comunica com o fantasma de Aubrey com tabuleiro Ouija e sua casa é infestada por espíritos malignos e assombrações. Já deu pra perceber que ele não tem muito controle sob os seres sobrenaturais. Ele acaba ajudando a polícia nas investigações por causa de suas habilidades. Além de se comunicar com os mortos ele é temporariamente possuído, dessa forma tem acesso a memória do espírito, algo que será bem interessante se for bem explorado.

Imagem: NBC/Divulgação

O problema da série foi se vender como “da mesma autora de True Blood” trazendo pra si um peso e uma grande responsabilidade. Com isso o público que criou certa expectativa pode ficar um pouco frustrado, mas precisamos pontuar algumas coisas. True Blood era transmitida pela gigante HBO, era uma série de horror com sexo, suspense, sangue, questionamentos sociais e muito gore. Midnight, Texas é produzida pela NBC e flerta mais com o trash sobrenatural, e isso não é algo ruim se realizado de forma certa. A direção de Niels Arden Oplev (Mr. Robot) é boa, o roteiro do piloto apesar de simples é meio corrido devido ao excesso de tramas e subtramas apresentadas. Os efeitos especiais são bons. O elenco mesmo não sendo tão atraente é conhecido. As interpretações são boas, mas Dylan Bruce interpretando Bobo me incomodou demais. É um ator fraco, com um personagem muito bom nas mãos. Expressões fracas, sem verdade. Sofre da síndrome de Fiorela Mattheis, muita beleza e pouco talento.

Talvez o erro tenha sido não fazer um series premiere dupla. O segundo episódio acrescenta muito mais mitologia a história e explora mais os personagens, principalmente o reverendo e Fiji.

Falando no segundo episódio, em Bad Moon Rising tudo começa a ficar melhor. A trama dá continuidade ao que foi mostrado no piloto, desenvolve mais os personagens e apresenta novas surpresas. A casa de Manfred está tomada por seres sobrenaturais e mais uma vez sua avó o aconselha a se aproximar dos midnighters. Ele ajuda a livrar Bobo da prisão em troca de ajuda para exorcizar sua casa. Com todos ocupados, cabe à bruxa Fiji ajudar. Ela já tem prática no assunto tendo realizado o mesmo em sua casa quando chegou a cidade.

Manfred ao entrar em sua casa percebe que a situação é pior que ele imaginava. Faz contato com Aubrey e acaba tendo acesso a memória da finada. Enquanto Fiji está ocupada fazendo uma limpeza na casa de Manfred, ele e Joe vão a delegacia entregar novas informações sobe o caso Aubrey. O problema é que o xerife está certo que Bobo é culpado e acaba o colocando numa armadilha, uma cela cheia de “filhos de Lúcifer”. É ai que Bobo mostra sua verdade. Ele sozinho dá uma surra nos caras. É claro que ele tem algo a esconder, vamos descobrir o que é futuramente. Como esse não era o resultado que o xerife esperava ele ouve o que Manfred tem a dizer e a investigação toma um novo curso. Pela visão de Aubrey é possível que seu assassino seja seu ex marido Peter Lowry, líder dos “filhos de Lucifer”.

Enquanto isso, a policial Gomez curiosa sobre os segredos dos Midnighters acaba pagando caro por sua curiosidade. Ela descobre que o reverendo se transforma em uma criatura. A surpresa é que não é um lobo e sim um tigre. Ele vem de uma linhagem antiga de homens-tigre (Weretiger) e o bicho tem sede de sangue. Com ele solto e fora de controle Manfred logo se preocupa com a segurança de Creek (um casal que ainda não comprei) e vai até ela, mas acaba sendo atacado pela fera. Lem sente cheiro de sangue e Olivia revela mais de seu arsenal de armas. Mas uma vez destaco a importância dessa união. Dessa vez todos se unem para ajudar o reverendo. Acho que cada episódio terá foco em ajudar alguém.

Fiji também passa por algo complicado. Descobrimos nesse episódio que existe uma entidade demoníaca que a persegue, entregando assim um bom motivo para ter feito uma limpeza na sua própria casa. Mas pelo que foi visto no final ela não vai se ver livre tão facilmente.

Peter e os filhos de Lucifer parecem que vão tomar conta da cidade agora que a policial e o xerife partiram dessa pra melhor. Já gostei que não há misericórdia, qualquer um pode morrer do nada. O perseguidor de Manfred já sabe onde ele está escondido. E o anjo Joe lança uma intriga do nada no final do episódio. Uma batalha do apocalipse. Uma luta entre luz e trevas está para acontecer em Midnight. Há uma razão mística pela qual a cidade está se tornando o destino para todos os tipos de entidades demoníacas e seres sobrenaturais e isso vem sendo explorado. Temos um bom cenário para desenvolver uma temporada sólida. O episódio apesar de ter mais ação e mais história não foi corrido como o piloto.

Imagem: NBC/Divulgação

Midnight é uma série pra quem é fã de Charlaine Harris e seus livros, e para aqueles que buscam por algo para divertir e passar o tempo nessa summer season. Por ser transmitida por um canal aberto sofre de certas limitações e isso pode impactar no conteúdo produzido. Não é uma produção ambiciosa, mas vale a pena ser assistida.

Ep. 1 – Midnighter de respeito: Gato. Esse primo distante de Salém tem mais carisma que Bobo. Não sei se isso acontece nos livros, mas já quero ele assumindo forma humana, acho que seria interessante a dinâmica com Fiji.

Ep. 2 – Midnighter de respeito: Fiji. É uma bruxa de respeito. Poderosa e misteriosa na medida certa. Quem precisar exorcizar alguma casa já sabem quem procurar.

Pilot/Bad Moon Rising

Nota do episódio - 7.5

7.5

Review do episódio piloto (Series Premiere) e do segundo episódio da primeira temporada de Midnight, Texas, da NBC, intitulados "Pilot/Bad Moon Rising".

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About Yuri Alves

Yuri Alves
Bacharel em Direito, fascinado pelo universo dos heróis e um viciado por séries e filmes. Um escritor a procura de seu espaço. Amante dos livros e da boa música. A série da sua vida, The OC. No Mix, é responsável pela review da série Midnight, Texas, The Defenders e da futura Dynasty.