O “Dia da Mulher” vem sendo celebrado (e conquistado) o ano todo com as séries

Imagem: Mix de Séries/Montagem [10]

8 de março é o Dia Internacional da Mulher…

Dia de luta, e dia de celebrar. De um tempo para cá, as mulheres estão cada vez mais conquistando um espaço que, por direito, já deveriam ocupar há anos. Mas ainda falta.

Há uma parcela de respeito, mas não total. A mulher ainda é desrespeitada em muitos setores, seja social ou profissional. Falta também reconhecimento. Mas é durante todos os dias do ano que estes feitos precisam ser buscados, conquistados e usufruídos por direito. Garra, elas já mostraram que têm.

Mas neste 8 de março, além das lutas cotidianas, devemos festejar o quão a mulher avançou em um cenário específico e o nosso maior amor: as séries de TV. Sim, as mulheres hoje se mostram relevantes nas séries de televisão tanto quanto os homens. E, por muitas vezes, se destacam mais.

Claro, como já dito, ainda há muito o que se buscar. Igualdade salarial, por exemplo, é uma delas. Além disso, respeito nos bastidores – o movimento #MeToo e #TimesUp está aí para mostrar que ainda existem assédios por parte dos homens e que isso precisa chegar ao fim. Mas, ao mesmo tempo, é incrível ver a imensidão de oportunidades que mulheres jovens, mais velhas, brancas e negras, estão conquistando. Oportunidade. Essa é a palavra. E, certamente, as mulheres precisam festejar.

Para isso, destacamos abaixo alguns símbolos atuais da TV, que representam a garra, a vontade de vencer e a vitória que se encontram presentes no dia-dia desta dádiva que é ser mulher. Todas essas personagens e atrizes são, sem dúvida, um pouquinho de todas vocês, grandes mulheres do mundo!

Uma homenagem do Mix de Séries.

Claire Underwood (Robin Wright)

Este combo é uma celebração da mulher na TV. Claro, não estamos aqui para enaltecer os feitos da personagem – que incluem as maiores bandidagens que uma política pode sediar. Mas, ver Claire Underwood tomar o protagonismo de House of Cards, ainda com a presença de Kevin Spacey na série, foi incrível. Agora, que Spacey está fora, Robin Wright é o grande nome que carregará o show nesta temporada final. Sem dúvidas, com o peso de tomar o lugar de um assediador, a ainda sendo a voz das mulheres que desejam um dia ver abusadores sendo rebaixados, ao mesmo passo que anseiam uma melhor posição profissional. Falando nisso, Robin Wright precisou lutar – e muito – para que tivesse um salário igual ao de Kevin Spacey. Sim, ela ganhava menos. O cenário, sem dúvidas, agora é outro. (por Anderson Narciso)

Imagem: Netflix/Divulgação

June (Elizabeth Moss)

The Handsmaid’s Tale tem várias mulheres memoráveis que poderiam facilmente entrar nesta homenagem. Então para representar as mulheres da série da Hulu escolhemos a June – ou Offred, como é chamada em Gilead. Embora ela viva num país totalitário, Offred nunca perde a esperança e tenta da sua maneira fazer a diferença num sistema ditatorial, onde o conservadorismo religioso impera. June é um exemplo das mulheres amplamente prejudicadas por um sistema onde elas perderam os seus direitos dos mais básicos: desde trabalhar, até tomar decisões para as suas próprias vidas. É um sistema cruel em que as mulheres são divididas em castas: as esposas dos comandantes, as econoesposas, as tias, as marthas e por último as aias. A June compõe as aias – cuja única função é procriar e ter um filho para os comandantes, já que as esposas deles são inférteis. Numa república ditatorial, June representa a força feminina necessária para sobreviver e, sim, é uma mulherão da p*rr*! (por Daniele Duarte)

Imagem: Hulu/Divulgação

Diane Lockhart (Christine Baranski)

Após uma vida dedicada à advocacia, em The Good Wife, Diane Lockhart estava pronta para se aposentar. Seu escritório se tornara um dos maiores (senão o maior) do meio-oeste dos Estados Unidos, estava confortável financeiramente e por isso pensando em passar o restante da vida numa casa espetacular no Sul da Itália. Entretanto, tudo mudou. Seu dinheiro estava investido em títulos podres, algo similar com o que Bernie Madoff fizera no final da década passada. Para manter o mesmo estilo de vida, ela teria que abandonar a ideia de se aposentar. No final da sua vida profissional, ela se reinventou, mesmo nocauteada, Diane tomou controle da própria situação e foi em frente. Recomeçou. Reconstruiu. E continua firme em The Good Fight. Toda essa trajetória recente de Diane pode espelhar a virada que muitas mulheres maduras foram obrigadas a fazer. Seja a dona de casa que, a partir do falecimento do marido, teve que voltar ao mercado de trabalho para criar os quatro filhos, ou até mesmo a mulher que se cansa do casamento horrível para viver feliz sozinha. São as pioneiras, as que desafiam o status quo, que quebram barreiras e que promovem pequenas revoluções todos os dias. (por Bernardo Vieira)

Imagem: CBS/Divulgação

Annalise Keating (Viola Davis)

Annalise Keating de How To Get Away With Murder é, sem dúvidas, o sinônimo de “mulherão da p#rr@“. E ela, hoje, representa aquelas que buscam a redenção. Keating já foi do céu ao inferno… De uma posição confortável como advogada conceituada e professora, à uma mulher jogada na sarjeta, presa e abatida pelos erros que cometeu na vida. Mas quem nem comete erros? Não somos perfeitos. E Keating está nesta lista para dizer que não é vergonhoso recomeçar. É necessário muita força para reconhecer os problemas e enfrentar a vida que vai estar a sempre nos bater na cara. Annalise, atualmente, busca justiça pelos indefesos e esta é, sem dúvida, seu caminho para redenção, sem abaixar a cabeça um minuto. Desta forma, não importa o quanto a vida lhe bater, esteja sempre pronta para se levar e enfrentá-la novamente. (por Anderson Narciso)

Imagem: ABC/Divulgação

Kara Danvers (Melissa Benoist)

Kara Danvers é a definição de representatividade feminina não pelo fato de ter poderes e adotar a identidade de Supergirl, vai muito mais além disso. Adotada por uma família de cientistas ao chegar na Terra, a jovem cresceu de forma independente. Após ter supostamente perdido o pai adotivo, Jeremiah, ela teve que crescer em uma casa só de mulheres. Ao assumir o alter ego Supergirl, Kara foi aprendendo que jamais deve abaixar a cabeça para ninguém, e lutar pelos direitos iguais de qualquer um que seja. A personagem vem evoluindo a cada temporada, e de uma jovem tímida se tornou uma heroína empoderada. Assim, ela acaba encorajando outras mulheres, mostrando que não precisa de super poderes para ser heroína. Tanto é que hoje o elenco feminino de Supergirl deixa todos os rapazes no chinelo, com um batalhão de mulheres destemidas. (por Eduardo Nogueira)

supergirl
Imagem: The CW/Divulgação

Noora Amalie Sætre (Josefine Frida Pettersen)

A protagonista da segunda temporada de Skam, Noora, é feminista assumida na série e abre os olhos das outras personagens em questões relacionadas a isso. Sempre tocando em assuntos como “se aceitar do jeito que você é” e “não mude por ninguém”, Noora conseguiu evitar com que Vilde desenvolvesse um distúrbio alimentar e também mostrou que mesmo com ideias e pensamentos diferentes é possível manter uma boa amizade. A personagem é um ótimo exemplo e passou a ter seu estilo de vida sendo seguido pelas jovens de sua idade e outros fãs da série! Go girl! (por Tasnim Khaled)

Imagem: NRK/Divulgação

Olivia Pope (Kerry Washington)

É certo que Olivia Pope se perdeu um pouco durante sua trajetória em Scandal. Mas ela também está em busca de redenção. Mas, indo muito além disso, Olivia foi o sinônimo de poder para todas as mulheres. Ela simbolizou a força que as mulheres podem ter na sociedade, principalmente sobre os homens. Além disso, mostrou que confiar na intuição feminina, às vezes, pode ser o melhor caminho para encontrar as saídas de dificuldades. Nunca foi tão poderoso dizer “Está resolvido!“. (por Anderson Narciso)

Imagem: ABC/Divulgação

Samanta White (Tessa Thompson)

Em 2017, a televisão teve muitas protagonistas fortes, ousadas e seguras. É bem verdade que tivemos muitas negras, pouquíssimas latinas e quase nenhuma asiática. Mas teve uma em particular que chamou atenção, Samantha White, de Dear White People. Ela falou o que deveria ser dito, foi controversa, foi engraçada e o mais importante de tudo, foi protagonista da própria história e defendeu sua verdade. Um espelho para a mulher moderna… (por Bernardo Vieira)

Imagem: Netflix/Divulgação

Celeste Wright (Nicole Kidman)

É certo que Big Little Lies é composta de mulheres incríveis como protagonista. Mas, talvez, a Celeste de Nicole Kidman seja uma representação de todas elas. A força e a coragem desta personagem é inspiradora. E mesmo se passando em uma sociedade fútil, Big Little Lies trata justamente que a mulher precisa ser respeitada e amada, não importa o local ou situação. Do mais pobre ao rico. Além disso, destacou que o dinheiro não compra felicidade, e que os problemas estão presentes na vida de qualquer um. O abuso sofrido – e vencido com dificuldade – por Celeste é o sinônimo desta era, tornado-a uma das melhores personagens da televisão. (por Anderson Narciso)

Imagem: HBO/Divulgação

Meredith Grey (Ellen Pompeo)

Mãe, médica, viúva, amiga para todas as horas, com um grande coração e uma das pessoas que mais sofreu em Seattle, Meredith Grey – a protagonista de Grey’s Anatomy, é um exemplo de mulher. Toda dor que ela já passou poderia deixá-la mais vulnerável e ser uma mulher fria. Mas isso só a fortaleceu e a transformou nessa extraordinária mulher que hoje ela é. Cada perda que ela teve foi triste, porém, ela conseguiu se reerguer e provar a todos que não precisava de um príncipe encantado para salvá-la, mas sim, continuar caminhando no carrossel da vida. Com um Prêmio Avery em seu currículo e um coração de ouro, Meredith Grey é um exemplo de mulher independente.

Imagem: ABC/Divulgação

 

About Anderson Narciso

Anderson Narciso
Mestre em História, apaixonado por mídias, é o editor responsável e idealizador do Mix de Séries. Eterno órfão de Friends, One Tree Hill e ER, acompanha séries desde que se entende por gente. No Mix é editor de colunas e de notícias, escreve a coluna 5 Razões e resenha a série Gotham.