Os melhores filmes de 2017 (primeiro semestre)

2017 tem se mostrado um grande ano para o cinema, e o primeiro semestre já nos agraciou com excelentes obras da Sétima Arte. A segunda metade do ano já começou e nos trouxe outros grandes longas (Dunkirk, Planeta dos Macacos: A Guerra, Em Ritmo de Fuga, etc.), mas estamos aqui para falar dos melhores lançamentos dos primeiros seis meses do ano. Segue abaixo, em ordem alfabética, uma lista do que de melhor surgiu nas telas.

O Apartamento

Asghar Farhadi é um dos mestres na arte de criar incríveis histórias a partir do comum, do que parece simples. Em seus roteiros, pessoas de vidas ordinárias levam seu cotidiano até que um ponto fora da curva surja, desequilibrando o andamento natural das coisas. Em O Apartamento, ao ter de abandonar o prédio em que vivia, um casal se muda para um novo prédio. O problema é que o antigo dono ainda não retirou seus pertences do local e a situação se complica quando a nova inquilina é agredida por alguém que invadiu o apartamento.

A Criada

Conhecido por Oldboy, o diretor sul-coreano Chan Wook-park eleva seu estilo no elegante – e erótico – A Criada. Baseado no livro Na Ponta dos Dedos, A Criada leva a história para a Coréia do Sul, durante a ocupação japonesa. A única coisa que posso dizer é que a trama envolve uma jovem que é contratada para ser a criada de uma rica mulher que mora com o tio autoritário. Qualquer outro detalhe pode estragar a experiência de acompanhar a história cheia de surpresas do longa.

O Dia do Atentado

O grande acerto de O Dia do Atentado é não tentar ser mais sério ou esperto do que é. Ao não ter a pretensão de ser político, o filme consegue ser um excelente entretenimento com ótimas doses de drama e emoção sem, com isso, ser melodramático. Pelo contrário: o diretor Peter Berg e sua equipe tem total controle sobre o ritmo e a abordagem do longa, trazendo um envolvente recorte sobre os atentados terroristas que assolaram Boston durante a maratona do Dia dos Patriotas em 2013. A construção do suspense na metade inicial e ação da segunda parte casam perfeitamente em um filme repleto de personagens que evocam simpatia e envolvem o público.

Kong – Ilha da Caveira

2017 tem se mostrado um excelente ano para os blockbusters. Se em outros anos tínhamos diversos fracassos artísticos e de bilheteria, desta vez pudemos acompanhar ótimas investidas no campo das superproduções. Entre Logan, Guardiões da Galáxia e outros, o melhor talvez seja o mais subestimado: Kong. Visualmente impecável, o longa não se preocupa muito com a história, e seu desprendimento com a seriedade é que lhe concede seu charme.

La La Land

La La Land foi o filme de 2016 e, por chegar às telas brasileiras em janeiro deste ano, será o filme deste ano também. Simples na história, mas rico em sentimento, o musical encheu os olhos, ouvidos e corações daqueles que se abriram para o romance mais bonito que a Sétima Arte pôde presenciar nos últimos anos. Com canções que ainda serão cantadas por décadas à fio, La La Land tem lugarzinho garantido na lista de favoritos de muita gente.

Manchester à Beira-Mar

Quanta dor podemos aguentar? Quanta solidão a alma e o coração humano pode suportar? Manchester à Beira-Mar é um dos melhores filmes a tratar destes temas sem ser um poço desolador de tristeza. Há lágrimas – muitas – aqui, há dor e falta de perspectiva; mas também há candura, amor e o eterno fator humano que garante sempre um dia a mais em nossas trajetórias. Manchester entende que mesmo em meio à escuridão, há coisas boas nas quais se agarrar e lutar.

Moonlight

Há algo mais interessante para se falar do que a vida em si? Moonlight não é sobre nenhum acontecimento específico. Não há reviravoltas ou uma linha reta seguida; há, entretanto, um personagem e seu arco narrativo que também não conta com muitas surpresas. É a vida de um sujeito como seria se não fosse um filme. É natural, simples e, por isso mesmo, cheia de beleza.

Okja

Enquanto uns apostam na simplicidade da vida para contar histórias, outros abraçam a fértil imaginação e criam fábulas originais que envolvem personagens excêntricos e criaturas gigantes. É o caso de Okja, maior filme original da Netflix até então. Na trama, uma jovem sul-coreana tenta salvar seu porco gigante da morte. Trata-se de uma bela aventura dramática engajada em causas sociopolíticas sem, com isso, ser panfletária.

A Qualquer Custo

Volta e meia o western contemporâneo ganha um excelente novo exemplar, e A Qualquer Custo é um impecável exemplo desse gênero que parece ter se intensificado com Onde os Fracos Não Têm Vez. A Qualquer Custo, aliás, parece uma continuação indireta do longa dos irmãos Coen, uma espécie de antologia, uma obra que se passa no mesmo universo. E o maior elogio que posso fazer é que este novo exemplar é tão bom quanto aquele que venceu o Oscar em 2008.

Silêncio

Martin Scorsese é um mestre que não precisa provar mais nada. Com total domínio de seu ofício, o cineasta parece finalmente preparado para comandar a obra que por muito tempo quis levar às telas. E depois de tantos anos desejando, Scorsese faz um trabalho primoroso na criação de Silêncio. Subestimado por parte da crítica e pelo público, esta é uma das melhores obras-primas do diretor.

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About Matheus Pereira

Matheus Pereira
Gaúcho, estudante de jornalismo e viciado em séries. Tem séries pra assistir de mais e tempo de menos. Séries favoritas? Six Feet Under e Breaking Bad.