Preacher – 2×13 – The End of the Road [SEASON FINALE]

Imagem: AMC/Divulgação

Um dos melhores episódios da temporada, com boa fotografia e um destaque bem merecido para a trilha sonora e pela boa amarração do início com o fim.

Esse final de temporada mostrou o Preacher mais próximo do lado místico de sua família. Apesar de usar apenas o sobrenome Custer, o L’Angelle possui muita influência não só no submundo da magia, mas também no passado de Jesse. O mais interessante dessa parte da história foi perceber que eles realmente possuem um certo talento para esses dons sobrenaturais. Tem magia mesmo envolvida no negócio da família L’Angelle.

Quando Herr chamou o Preacher de “Messias”, eu quase ri, pareceu meio forçado. Só não foi tão forçado como o atentado às criancinhas e aquele faxineiro com cara de vilão. Acho que essa cena só foi salva pelo My Sweet Lord tocando no fundo enquanto Jesse metia a porrada nos bandidos/atores – que teriam morrido se as armas não estivessem com munição de festim.

Senti um alívio muito grande quando Cass finalmente deu um jeito no filho rebelde. Tava mais do que na hora disso acontecer. Eu estava pensando comigo “Ele vai jogar o filho pela janela!” quando ele jogou eu quase pulei da cadeira em comemoração. Essa cena me deixou eufórico. Outra cena que me impressionou muito foi o pensamento macabro do vampiro quando fantasiou que Tulip estava correspondendo a suas expectativas amorosas. O semblante dele estava muito convincente como um psicopata louco por sangue. Imagino que até ter aprendido a controlar suas volições, tenha causado muito estrago. Talvez esse seja o motivo de ele sempre achar que está sendo perseguido. E por falar nisso, um ponto não tão bom das duas temporadas foi que não vimos mais as pessoas que perseguiam o vampiro. Bem que essa parte do enredo podia ser melhor explorada nos capítulos futuros.

Sobre o núcleo do inferno, eu diria que o enredo tem feito jus ao ambiente. Eugene e Adolf criaram um caos tão grande que Jesse talvez tenha bastante trabalho para colocar as coisas no lugar, caso assuma mesmo o título de Messias. Gostei do estilo “Todo mundo em pânico” da conversa entre Eugene e o barqueiro dos mortos. Já a despedida do Arseface foi tão intensa e triste que eu quase chorei… só que não! Eu não teria imaginado que Hitler iria para fora do inferno com Eugene mas gostei do que houve porque na próxima temporada veremos como o ditador lidará com o mundo desconhecido e olha que já deu para ter uma ideia de que as coisas não serão fáceis para ele. Quero ver também o que Eugene vai fazer quando encontrar-se com Jesse. Pena que esse encontro não rolou nessa temporada.

Eu havia reclamado das poucas aparições do agente Hoover, mas tenho que reconhecer que usam muito bem esse pouco tempo dele em tela. Em uma única cena ele foi capaz de atrapalhar todo o plano de Herr Starr para que Jesse assumisse o cargo como manda chuva mor. A atuação de Hoover tentando se passar pelo namorado violento foi uma das cenas mais engraçadas do episódio, seguida por uma sequência, no mínimo curiosa: o que que a Tulip tinha na cabeça ao ir tirar satisfação com a agente usando uma chave de fenda? Eu vou ficar muito aliviado se, na próxima temporada, descobrirmos que ela acertou aquela chave bem na testa da Featherstone. Até lá, vou continuar achando que a atitude de Tulip foi meio burra.

Esse último episódio teve muita relação com o primeiro, desde o título até os acontecimentos. Eles começam num carro viajando pra algum lugar e terminam num carro viajando para algum lugar. A música de fundo quando Cass deseja a Tulip, e a incerteza do que vão encontrar no local para onde estão indo. Fora isso, Deus finalmente apareceu, como um ser de luz, ao lado da fantasia de cachorro. A Jogada de Herr Starr mostrando a Jesse que estava com o 1% da sua alma que havia sido dado ao Santo me fez admirar ainda mais o líder do Graal. Apesar de seu jeito excêntrico e seus gostos peculiares, ele sempre dá conta do serviço.

Já pensou se o Cassidy morde a Tulip para salvá-la? Eu realmente achei que ia rolar, uma vez que o poder de Jesse não está mais funcionando. Agora nos resta esperar para ver o que vai acontecer e qual o preço que o Preacher vai pagar para ter sua amada de volta à vida.

Nos vemos na próxima temporada!

The End of the Road

Nota do episódio - 9.5

9.5

Review do décimo terceiro episódio da segunda temporada de Preacher, da AMC, intitulado "The End of the Road".

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About Albert Moura

Albert Moura
Jornalista e seminarista, além de pai de primeira viagem. Casado com a Ana, mas amante das séries. Atualmente acompanha Outcast, Better Call Saul, American Gods, Lucifer, Gotham, o universo Marvel, Arquivo X e mais algumas, além de também ser um eterno fã de Friends. No Mix, escreve sobre Preacher e Lethal Weapon.
  • Bruno D Rangel

    Como não li os quadrinhos, fiquei muito puto quando Jesse não deixou Cass morder Tulipa, mas depois entendi que ele tem um plano por trás disso.
    Também comemorei o momento que Cass mata o velho e fiquei horrorizado com ele mordendo Tulipa (em pensamento).
    Achei que o Santo iria aparecer falando com Satã, como ele pediu, mas vai ficar pra próxima temporada.

    Considero a temporada melhor que a primeira (que eu achei chatíssima), mas ainda não atinge um nível de excelência em que fico ansioso pela próxima temporada.