Próxima parada: Bluebell – Alabama

Imagem: The CW/Divulgação

Tem séries que não precisam de muito para serem boas e vamos falar de uma delas aqui hoje. Hart of Dixie foi o tipo que conseguiu pesar o drama, a comédia e a fofura além da conta que existia ali. Com um elenco adorável e uma fotografia que ganhava corações, não posso negar que sinto saudade da alegria que dava vê-la. E se você sente falta, assim como eu, de todo aquele pessoal que aprontava mil e uma na pacata cidade, então…

WELCOME TO BLUEBELL – ALABAMA

A série foi criada por Leila Gerstein (produtora de THE O.C. e Gossip Girl) e terminou em 2015. Com 4 temporadas e 76 episódios, conseguimos perceber o caminho trilhado por todos os personagens dali desde que conhecemos a adorável Bluebell, até os momentos finais. Assim, cumprindo fielmente a premissa inicial do show.

Zoe Hart (Rachel Bilson) é uma médica recém-formada em NY, que perde o emprego dos sonhos e seu namorado por ser muito fria e só se importar com seus planos para virar uma cirurgia cardiotorácica. Convidada pelo Dr. Harley Wilkes na sua formatura (UM ano antes), nossa querida médica então segue para Bluebell a fim de adquirir a experiência necessária para alcançar seus objetivos, e quem poderia imaginar que ela (e todos nós) se apaixonaria por aquela cidade?

Para chegar em Bluebell, Zoe conta com o advogado mais simpático já visto, George Tucker (Scott Porter), que oferece uma carona até a cidade. George é noivo de Lemon Breeland (Jaime King), uma das Belles, filha do único médico ali (que virá a ser sócio de Zoe) e perdidamente apaixonada pelo noivo, até que se prove o contrário. Para a felicidade da Dra. Hart, eis que surge Lavon Hayes (Cress Williams), ex-estrela de futebol americano e prefeito da Cidade, que oferece à ela uma das casas em sua propriedade. E então somos apresentados a Wade Kinsella (Wilson Bethel), aquele vizinho que é tudo de bom, mas não vale nada.

Acompanhar aquela cidade era uma delícia, os feriados, desfiles, hábitos, apresentações e toda aquela vibe família, foi o que deu à série força pra continuar. Hart of Dixie foi o tipo de show que não tinha medo de tentar coisas novas, vemos um troca-troca de casais infinito, acompanhamos as trapalhadas de Zoe, as dificuldades de George em achar um amor, a busca de Lavon por algo, a insegurança de Lemon de estar ou não fazendo a coisa certa e a vontade de Wade em melhorar. Enquanto assistíamos, era possível se identificar, rir e até chorar com os momentos de todos eles.

O figurino sempre ganhava um lugar próprio nos episódios, o contraste de Zoe com os moradores da cidade, que ainda pareciam estar na década passada, era lindo, além das fantasias que eram usadas por todos. A importância da cidade para todos aqueles que moravam ali a vida inteira, conseguia comover. Era emocionante ver que todos ali eram boas pessoas, faziam sempre o que podiam pelos outros.

Além dos personagens já citados, tínhamos o Dr. Brick Breeland que serviu para ensinar muito, o casal Tom e Wanda que sempre eram o alívio cômico das cenas (como não lembrar deles adotando um porquinho?), Annabeth Nass que era só um capacho de Lemon (mas depois conquistou a todos) e a jovem Rose, que com certeza conquistou o coração da nossa protagonista. Como não se emocionar com a cena das duas no último episódio e os sapatos de NY?

Além de todos esses motivos ainda tínhamos a trilha sonora e que trilha sonora, não é mesmo? A introdução de varias bandas de sertanejo ou country era sempre feliz, o casamento delas com as cenas e momentos dos personagens era genial como poucas séries conseguem fazer. Descobri Gloriana pela série e que descoberta maravilhosa!

E além de tudo isso (que não era pouco), ainda tinham todos aqueles casais que não conseguíamos deixar de amar. Lemon e Lavon demoraram até assumirem o que sentiam um pelo outro e engrenarem, mas quando isso aconteceu, era fácil ver como ele trazia à tona o melhor dela. Annabeth e George que rodaram em todas as temporadas, para encontrar o amor logo ao lado e serem um dos casais mais fofos já vistos em séries. Tom e Wanda que começaram como um casal bonito e terminaram em um nível de fofura inimaginável. Brick e Shelby também trouxeram muito amadurecimento para a serie, conquistando de pouco um lugar no meu coração junto com a pequena Ethel. E Zoe e Wade, mas o que falar deles?

Lembro de como me empolguei quando eles ficaram juntos na primeira season finale mas lembro também como sofri quando Wade traiu nossa médica preferida. Eles viveram altos e baixos no decorrer de todos esses episódios, mas chegaram no final com saldo positivo. Conseguimos entender o relacionamento dos dois e pudemos ver todo o amadurecimento por trás com a descoberta da gravidez de Zoe.

É fácil fazer menção honrosa para alguns dos episódios, como o da onda de calor logo no início da série, o do pedido de casamento de Tom para Wanda e claro, a última temporada (entre outros). Com a terceira temporada morna com a presença daquele que absolutamente ninguém gostava e de quem eu me recuso a falar (aka Joel), tudo o que queríamos era uma quarta temporada mais desenvolvida e bem construída, e não é que nossos pedidos foram atendidos?

Poucas séries conseguem terminar amarrando todas as pontas soltas e ainda assim deixar o gostinho de quero mais. Hart of Dixie foi o tipo que fez jus ao felizes para sempre, mantendo nossos corações aquecidos mesmo após o cancelamento. Com os casamentos, o nascimento do bebê (que eu acho que acabaria se chamando Harley, não sei vocês), a conversa com Rose, o carinho de Brick e a visita ao túmulo de Harley, essa que vos escreve não conseguiu segurar as lágrimas.

Com menos de 80 episódios, se deu saudade dessa cidadezinha, corre ali pra maratonar! E se você ainda não viu, mas a curiosidade tá falando mais alto, não deixa pra amanhã, começa já. Juro que não vão se arrepender! Como dizia o falecido Harley, “é uma ótima cidade, com ótimas pessoas e um ótimo lugar para uma jovem médica começar”.

Deixo vocês com um dos meus momentos preferidos da série e com uma música que eu amo de fundo, até mais!

About Gabriela Scampini

Paulista, estudante de Direito e geminiana. Apaixonada por livros e séries, mesmo sem ter tempo pra nenhum dos dois. No Mix, escreve a coluna #MixAudiência, além das reviews de American Crime Story, Black Mirror, Chicago Fire e The 100.