The Exorcist – 2×05 – There but for the Grace of God, Go I

Imagem: SpoilerTV/FOX/Divulgação

Depois de um episódio muito bom em “One for Sorrow”The Exorcist entregou mais um grande episódio em “There but for the Grace of God, Go I”.

No episódio passado, tivemos a confirmação de que só Andy via Grace e de que a teoria dela ser o demônio disfarçado havia se concretizado. Verity foi a primeira a descobrir isso. Nesse episódio, foi a vez de Andy perceber que a pequena garota nunca existiu de fato, deixando-o totalmente desnorteado. Cada um lida com o luto da sua maneira, mas criar uma filha imaginária sem perceber o quão absurdo era aquilo parece ter atingido o nível máximo do trauma.

Andy, apesar de ter descoberto a verdade, ainda não está certo sobre a real identidade de Grace. Ele parecia acreditar que ela era um sintoma do trauma de ter perdido Nicole, algo que sua mente estava criando para superar a morte de sua amada. Mas, após os acontecimentos do episódio, ele parece acreditar que algo a mais está por trás de tudo isso. E deve contar com a ajuda de Rose para manter sua sanidade e lutar contra o mal que toma conta da ilha.

A cena final deixou uma certa dúvida no ar. A morte de Nicole pode não ter sido apenas uma questão de depressão. A personagem pode ter se envolvido em algo mais poderoso e perigoso, inclusive tendo permitido que o mal se aproximasse de sua família. O próximo episódio deve esclarecer mais sobre isso.

De todos filhos de Andy, Verity é, desde o começo, a personagem mais interessante. Nesse episódio, tivemos um pouco mais de conhecimento sobre seu passado e os abusos que a jovem sofreu em famílias adotivas anteriores. Sua sexualidade causou vários problemas no passado da garota e influenciaram bastante em sua personalidade. Apesar de tudo isso, ela demonstra uma preocupação muito grande com os seus novos irmãos e Andy.

Truck teve uma participação de destaque pela primeira vez na série, mas não de uma maneira positiva. Demorou para que o espírito que toma conta de Grace pudesse atingir outros da ilha que não fosse Andy. E o escolhido foi o adolescente que menos teve destaque nessa temporada. Talvez sua escolha tenha sido feita devido a sua força física que poderia ser muito bem utilizada para propósitos não tão bons.

O final do episódio deixou incerto o futuro do garoto, principalmente, após Rose dizer que haviam procedimentos que deveriam ser seguidos em situações como aquela. Resta saber se o jovem será encaminhado para um tratamento específico, ou entregue a outra família adotiva, ou, ainda, se vai ser permitido que ele continue na ilha, após seu “surto” psicológico, pondo em risco a integridade física das demais crianças.

Tomas e Marcus continuam tentando entender o que acontece naquela ilha. Para isso, cada um parte em uma missão diferente. Enquanto Marcus resolve explorar a ilha e descobrir mais sobre os relatos de anormalidades acontecidas no local, padre Tomas decide focar na casa de Andy e em sua aura assombrosa.

Durante sua exploração, a conversa com Peter, Marcus se permitiu um momento para se abrir sobre seus próprios demônios. Os quais ele vem carregando desde sua infância e que foram se intensificando a cada caso de exorcismo em que ele teve participação. O ex-padre é bastante reservado quanto a sua vida privada, mas é questionado, desde a primeira temporada, que seu ingresso na igreja católica pode ter sido uma forma de fuga. E, aparentemente, ele continua fugindo e permitindo apenas pequenos momentos de total liberdade aos seus desejos internos, como a cena em que ele beija Peter para, em seguida, voltar a sua missão inicial.

Já padre Tomas nos proporcionou uma das melhores sequências de toda a série. Ao reviver todos os assassinatos causados pelo sobrenatural presente na ilha, foi possível sentir todo o horror e angústia a que foram submetidas as vítimas dos crimes. O mal presente na ilha é muito maior do que o que a dupla esperava, e é muito mais antigo também.

Além de tentar descobrir a origem do mal, Tomas precisa lutar contra as investidas desse mesmo mal sobre ele. Apesar de parecer ser a arma mais forte nessa luta, o padre tem momentos de total vulnerabilidade, que podem custar não só a sua salvação mas como de todos na ilha.

Enquanto isso, longe da ilha, padre Bennett continuou tentando salvar a irmã Dolores, numa tentativa de crer ainda que no final o bem sempre prevalece. Mas, infelizmente, nem sempre é isso que acontece. Diferente do que aconteceu com Angela na temporada passada, a irmã já estava completamente integrada e sua salvação era impossível. Ao criar coragem para cortar a garganta de sua ex companheira de exorcismo, Bennett mostrou que está preparado para tomar atitudes drásticas quando a situação assim necessitar.

Continue acompanhando as reviews e notícias sobre a série aqui no Mix de Séries. Abaixo a promo do próximo episódio.

There but for the Grace of God, Go I

Nota do Episódio - 9

9

Review do quinto episódio da segunda temporada de The Exorcist, da Fox, intitulado "There but for the Grace of God, Go I".

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About Matheus Ronconi

Paulista, universitário e viciado em séries. Gosto de um pouco de tudo, desde a simplicidade dos sitcoms da CBS até as grandiosas produções da HBO, passando por tudo que envolva super-heróis. No Mix faço review de The Exorcist, The Big Bang Theory e Star Trek: Discovery.
  • Bruno D Rangel

    Vejo a série com dois núcleos bem diferentes. O do orfanato onde tudo me interessa e empolga, e o da igreja, onde pouca coisa acontece e fica cada vez mais cansativo.

    • Matheus Ronconi

      Eu gosto do núcleo da igreja, toda essa conspiração e caça aos exorcistas, mas o da ilha está tão bom que qualquer outro núcleo acaba ficando de lado.