Top Mix: Séries que merecem ser ressuscitadas

Shen_long

 

O ano de 2014 foi marcado pelo revival de duas séries da TV americana. Anos após seus respectivos finais, 24 Horas (FOX) e The Comeback (HBO) foram ressuscitadas pelos canais, ganhando novas temporadas. A onda foi tão forte, que a NBC pegou carona e anunciou para esse ano a mesma coisa para Heroes, que nesse caso será uma espécie de reboot, com o nome de Heroes: Reborn.

Como se não bastasse, circulam rumores de que ainda esse podemos ver outras atração ganharem sobrevida como Arquivo X, Prision Break Gossip Girl. Ainda não é oficial, mas há essa possibilidade, além de uma possível décima temporada da série de Jack Bauer e da terceira estrelada por Lisa Kudrow. Por conta disso, o Top Mix de hoje vai abordar quais séries mereciam voltar a serem produzidas. Bora conferir? (Por Eduardo Nogueira).

 

happy-endings-1

 

10) Happy Endings

Happy Endings por algum tempo carregou um pesado estigma, de que era uma nova versão de Friends. Mas todos aqueles que investiram pelo menos 20 minutos para ver algum episódio, logo notaram que não era nada disso. Sim, eram seis amigos, mas em uma nova cidade, com novos dilemas e manias. Politicamente incorretos, eles eram pessoas egoístas, maldosas, sarcásticas, que sacaneavam uns aos outros, e tinham os bordões mais legais da TV. A série teve somente 3 temporadas, e com sua morte precoce, ficamos sem saber se Penny e Dave teriam algum futuro ou não. E o pior, ficamos sem Max, o gay mais legal de todos os tempos. Sem Brad e Jane, o casal que mais combinava, sem Alex, a loira burra mais divertida. Ficamos sem ouvir Penny falando em italiano quando estava bêbada, sem tantas coisas que só essa série nos trazia. Nessa onda de ressuscitação coletiva, seria mais do que AM-AH-ZING trazerem Happy Endings de volta a vida, afinal está faltando na TV uma série focada em um grupo de amigos, principalmente um tão peculiar como esse.  (Por Letícia Bastos)

 

merlin

 

9) Merlin

Entre as britânicas, Merlin sempre foi uma das minhas preferidas e ao longo de cinco temporadas acompanhei fielmente cada episódio daquela ótima história do jovem mago. Sem sombra de dúvidas teve um ótimo desfecho e se despediu do público em grande estilo, mas de certa forma merecia voltar, até porque seria ótimo ter a continuação da história após a aguardada revelação dos poderes de Merlin para o Arthur em seus minutos finais. Ainda não aceitei a morte do personagem e sempre imaginei uma sexta temporada em que essa grande revelação fosse o grande foco da série. Foram cinco temporadas esperando pelo grande momento em que o personagem finalmente fosse contar para seu Rei sobre seus poderes e apesar de ter acontecido de forma maravilhosa, seria ainda melhor se a série ganhasse uma temporada extra para desenvolver melhor essa trama. Seria super bacana ver como Arthur iria reagir com Merlin de agora pra frente, como tudo isso mudaria a relação entre o Rei e seu servo e amigo. O pouco que o series finale mostrou já foi excelente, mas claro que deixou aquele gostinho de quero mais.  (Por Lucas Santtos)

 

gilmore-girls

 

8) Gilmore Girls

Uma das séries mais amadas dos anos 2000, Gilmore Girls chegou ao fim após sete temporadas de vida. A dramédia sobre o incrível relacionamento entre mãe e filha, Lorelai e Rory, era uma das maiores audiências do canal de The WB, e as coisas não foram diferentes quando a emissora se tornou a CW. Muitos dos fãs consideram as duas últimas temporadas como as piores da série, por conta disso nada mais justo que a atração fosse ressuscitada, assim ganhando uma oitava temporada. Eles podiam focar em novas tramas e personagens. Com um salto no tempo de oito anos, Lorelai poderia ter uma outra filha junto com Luke, e um dos focos principais ser exatamente a relação da morena com sua caçula. Outro plot que seria um grande motivo para série retornar seria abordar a forma das Gilmore lidar com a perda do intelecto Richard, patriarca da família. Sem falar que agora Lauren Graham estará disponível para novas produções, com o fim de Parenthood, e Alexis Bledel anda meio sumida na TV. Agiliza aí dona CW! (Por Eduardo Nogueira)

 

Fringe-poster

 

7) Fringe

Ter uma série ímpar no mundo é difícil, e a mesma ter tido um final digno é mais difícil ainda. Então colocar Fringe, uma série que arrebatou um público fiel e teve o final mais digno que poderia se imaginar, em uma lista de produções que merecem ser ressuscitadas, é egoísmo? Bem, talvez sim, talvez não. Talvez sim, pois mexer em algo finalizado é querer brincar de Deus e as consequências podem ser incontáveis. Mas trazer de volta tal produção, abordando outros personagens, é um modo de satisfazer a vontade dos fãs. Os primórdios de Walter e William, com suas aventuras pelo desconhecido; uma abordagem intensa de Etta antes do retorno de seus familiares ou até mesmo aventuras desconhecidas da Fringe Division, mas que elas estejam conectadas a grandes eventos narrados na produção. Várias são as maneiras de satisfazer e trazer uma produção como Fringe de volta, mas com uma exceção: a mesma tem que ser uma série limitada, trazendo em mente o objetivo de completar, de alguma maneira, a atração original e satisfazer, óbvio, a saudades dos fãs. (Por Alex Fonseca)

 

oth

 

6) One Tree Hill

Se formos apontar na TV atualmente, não existe nenhuma série teen digna de qualidade que o fim dos anos 1990 e o começo dos anos 2000 proporcionou ao público. One Tree Hill pertence a uma geração que cresceu vendo este tipo de seriado e ainda proporcionou ao público que acompanhássemos a fase adulta de seus protagonistas, após um salto no tempo. Ok, foram nove temporadas. Ok, a série foi finalizada. Mas e daí? Dallas teve mais de dez temporadas e voltou anos depois. Por que não? Fãs para assistir é que não faltarão, afinal, após o fim da série uma legião de órfãos de Tree Hill choraram pela falta de uma série para amar. E ainda seria bem legal acompanhar os filhos de Nathan, Haley e Brooke no colegial. We want OTH-10 now!!! (Por Anderson Narciso)

 

chuck

 

5) Chuck

Chuck é uma série que merece seu lugar aqui. A série de Josh Schwartz e Chris Fedak, que conta a história de Chuck Bartowski (Zachary Levi), um nerd que vira um espião, conquistou muita gente pela leveza do enredo (e do shipp também, não vou mentir). Com cinco temporadas e 91 episódios, ela foi finalizada em janeiro de 2012, e por mais que o plot tenha ficado, de certa forma, em aberto, o desejo de muitos dos fãs é pelo menos um filme para encerrar de forma digna a série. Minha expectativa seria sim a ressuscitação da série, (pois fui vitima da Saraiva Day em 2013 e mereço uma recompensa, brinks), e gostaria de uma possível continuação do que aconteceu no final da quinta temporada. Agora, sendo mais realista, acho improvável essa possibilidade, visto a agenda dos atores, que já seguiram em outras produções. Resta sentirmos saudade e assistir os 91 episódios dessa deliciosa série! (Por Ana Maria de Oliveira)

 

deadwood

 

4) Deadwood

Depois dos sucessos de Oz, The Sopranos e outras séries que foram a gênese da HBO como uma das melhores produtoras de séries de TV, programas mais ousados começaram a ver a luz do dia. Mas nem todos, infelizmente, tiveram uma longa jornada. Deadwood é um dos melhores exemplos de séries excelentes que foram canceladas mesmo sendo um sucesso entre a crítica especializada e tendo uma audiência firme, ainda que não muito grande. Deadwood possui um dos roteiros mais elaborados e inteligentes da televisão recente. Os diálogos são fantásticos; a recriação da época e de seus costumes é impecável, e o elenco irrepreensível. Com destaque para Ian McShane, em uma atuação e personagem que rivalizam com o Bryan Cranston/Heisenberg de Breaking Bad (e isto não é exagero!). Mas a HBO cancelou o programa depois de três temporadas alegando que a audiência não era suficiente para custear a produção caríssima. Público e crítica não entenderam tamanha injustiça, e o canal prometeu financiar dois filmes de duas horas de duração cada para colocar um ponto final na trama. Até hoje os filmes não aconteceram (a série acabou em 2006) e eu rezo, assim como muitos fãs, para que a HBO ou qualquer outro canal ressuscite esta série que não é nada menos que impecável. (Por Matheus Pereira)

 

pushing-daisies

 

3) Pushing Daisies

Já imaginou se um homem pudesse ressuscitar qualquer pessoa, mesmo que por um minuto? Essa é a proposta de Pushing Daisies, que narrava de forma bem original a vida de Ned. Interpretado por Lee Pace, o personagem fazia tortas para sobreviver enquanto investigava crimes trazendo as vítimas de volta à vida e, bem, perguntando quem as matou. Apesar disso, resolver os crimes não era tão fácil quanto parecia já que os mortos nem sempre cooperavam. Criada por Bryan Fuller e exibida no canal ABC, Pushing Daisies tinha uma mitologia que ia se revelando aos poucos, enquanto trabalhava os famosos casos da semana. Com uma pegada forte de humor negro, a série brincava com os gêneros de comédia romântica e forense, sempre de um jeito muito próprio. Cancelada as pressas após duas curtas temporadas, é o tipo de programa ideal para, com o perdão do trocadilho, voltar à vida, já que desde que o seriado chegou ao fim Bryan Fuller tenta dar novo fôlego a sua criação mais original. Tanto é que existem ideias para filme, HQs e musical para a Broadway. Até mesmo uma conversa entre o roteirista e a Netflix já aconteceu. Só falta sair do papel. (Por Rubens Rodrigues)

 

the-oc

 

2) The O.C.

Califooooornia […] Trilha Sonora marcante, paisagens maravilhosas, casais fofinhos e temas debatidos que são atuais desde aquela época (ruim falar assim que nem uma idosa, mas O.C. começou em 2003), acho que esses são motivos suficientes para trazer a série de volta. Quem sabe fazer um “15 anos depois”? Conheci a série pelo SBT, onde nos domingos passava O.C.: Um estranho no paraíso! Alcoolismo, bullying com os moradores da periferia e nerds, drogas e amores bandidos. Esses eram alguns dos temas dramáticos que foram abordados através do cotidiano de uma família muito mente aberta e de bom coração, os Cohen. Seth Cohen é um dos personagens mais marcantes do mundo dos seriados, extremamente talentoso e carismático, conquistou a famosa Summer, amor de sua infância, e os dois protagonizaram cenas inesquecíveis como a declaração de amor em cima da mesa e o beijo Homem-Aranha, ao som de Supernova! Olha que nem precisei colar pra escrever essas coisas, pois The O.C. marcou muito minha vida. Mas e o estranho no paraíso? Ryan Atwood! Um jovem resgatado pelo advogado Sandy Cohen, que só se mete em roubadas e resolveu ser o cara que Marissa Cooper quisesse, daí deu no que deu, 4 temporadas de muito vai e volta, larga e não solta, até que elemudou de vida, e largou de ser o garoto Chino. Vale a pena ver de novo? Vale a galinha toda! E por que não um remake ou continuação? Eu estou dentro! (Por Caroline Marques)

 

Firefly

1) Firefly

Após o sucesso de Buffy – A Caça Vampiros, Joss Whedon apostou no que seria seu próximo projeto de longa data, a ficção-científica inspirada nos filmes clássicos de Western, Firefly. Ambientada no ano de 2517, a série se desenvolve a partir da convivência de nove personagens a bordo da nave Serenity, que servia como transporte de carga (às vezes, material contrabandeando). A série durou treze episódios, dando projeção a nomes como Nathan Fillion e Morena Baccarin. Vítima da usual confusão de episódios exibidos em ordem trocada pela Fox, a série foi cancelada quando ainda tinha muito a explorar, já que foi projetada para ter sete temporadas. Com uma concepção cuidadosa de espaço, personagens, além do contexto histórico e cultural, é o tipo de produto que o espectador sente o quão a equipe era apaixonada pelo projeto – vide o filme Serenity, lançado anos depois apenas para encerrar os arcos de forma merecida, além de mostrar um pouco mais do potencial desperdiçado. Outra prova de que o Capitão Mal e seus companheiros ainda tinham muitas histórias para viver, é a série de HQs lançadas após o fim do show, algumas escritas pelo próprio Joss Whedon. Em resumo, Firefly é uma narrativa genuína que precisava ser contada, de uma forma ou de outra. (Por Rubens Rodrigues)

 

ringer

 

Menção Honrosa: Ringer

O drama pastelão estrelado por Sarah Michelle Gellar era uma das grandes apostas da CW quando estreou, e realmente tinha potencial para tanto. Apesar disso, o roteiro confuso nos primeiros episódios, a queda da audiência em consequência disso e a gravidez da atriz principal levou a série ser cancelada no final de sua única temporada. Na época, os fãs da atração ficaram revoltados, exigindo que a emissora reconsiderasse a decisão, e jogasse Ringer para a midseason seguinte. Essa seria uma forma de pelo menos tendo uma segunda temporada com cerca de 6 a 10 episódios, para encerrar a história, que ficou em aberto após seu fim. Será que há chances de algum o dia o flop conceitual da CW ser ressuscitada e finalmente ganhar o seu tão aguardado desfecho digno? Vamos torcer por isso. (Por Eduardo Nogueira)

 

ER

 

Menção Honrosa 2: ER

E.R. foi o melhor drama médico já produzido na história. E ai de quem contestar, pois a geração Grey’s Anatomy realmente não viu o que é prender mais de 30 milhões de espectadores em um simples episódio de meio de temporada. A qualidade era tão grande que o drama dos pacientes do County General Hospital foi assistido durante 15 anos por muitos e muitos fãs. E aí você me pergunta: uma razão para a série voltar? Bem, no último episódio, vimos a filha do Dr. Mark Greene – protagonista falecido na oitava temporada, entrando como estagiária do curso de medicina para o hospital. Seria ótimo vê-la crescer no hospital, assim como o irmão do Dr. Pratt, que também deixa este gancho em aberto. Qual é, vocês não iriam gostar de ouvir aquela clássica abertura outra vez? (Por Anderson Narciso)

 

Para você, qual série já finalizada/cancelada merecia ganhar uma continuação?

About Equipe Mix

Equipe Mix
Perfil criado para realizar postagens produzidas pela equipe do Mix de Séries.