Última temporada de House of Cards será menor e com Robin Wright à frente

Imagem: Netflix/Divulgação

Depois que a Netflix decidiu na semana passada que estenderia a suspensão das gravações de House of Cards por mais algumas semanas, pensou-se que a sexta temporada corria riscos de nunca mais acontecer em razão das dificuldades em encontrar um caminho para o drama político sem seu protagonista, haja vista que Kevin Spacey foi demitido pelo serviço de streaming.

Ted Sarandos, o responsável pelo departamento criativo da empresa, tratou desmentir os rumores e anunciar o futuro da série que um dia foi a joia da coroa da Netflix. O sexto ano será consideravelmente menor, consistindo apenas em 08 episódios ao invés dos 13 anteriormente encomendados, trará Robin Wright como a protagonista e voltará a ser produzida em 2018.

De acordo com o executivo, que esteve numa conferência de comunicações e média em Nova York nesta segunda-feira (04), uma temporada menor “trará uma oportunidade dos fãs se despedirem” e colocará mais de 2 mil pessoas na grande Baltimore de volta ao trabalho.

A dor de cabeça da Netflix começou no mês passado quando Anthony Rapp, atualmente em Star Trek: Discovery, em entrevista à BuzzFeed, acusou Kevin Spacey assédio sexual quando ele tinha apenas 14 anos durante uma festa no seu apartamento em meados da década de 1980. Depois da revelação, diversas vítimas contaram suas próprias “histórias” com o ator.

Esperava-se que a produção fosse retornar após a semana de Ação de Graças nos Estados Unidos, com a MRC dizendo em nota aos seus funcionários que esperava que “a sexta temporada fosse sim produzida” e que provavelmente retornaria em 08 de dezembro.

Para quem assistiu aos últimos episódios da quinta temporada de House of Cards, sabe que não será tão difícil dar ainda mais destaque para a personagem de Robin, Claire Underwood, visto que tornou-se a Presidente dos Estados Unidos após a renúncia de Frank.

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About Bernardo Vieira

Catarinense e estudante de direito. Escrevo sobre entretenimento desde 2010, mas comecei com política internacional depois da campanha americana de 2016. Adoro uma premiação e um debate político, mas sempre estou lendo ou assistindo algo interessante. Quer saber mais? Me pague um café e vamos conversar.