11.22.63 – 1×02 – The Kill Floor

11.22.63 The Kill Floor Maior

Imagem: The Young Folks

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Uma das profissões mais curiosas do mundo, de acordo com uma lista que você pode encontrar na internet, é aquela que uma pessoa é paga para assistir a tinta secar. Tal função é classificada por muitos como uma arte, em razão do tempo e da paciência que tal incumbência requer de um ser humano, mas que assim que o trabalho for finalizado, a satisfação é tão grande e tão gigantesca que falta palavras para o profissional descrever. E assistir 11.22.63 tem sido uma experiência idêntica àquela descrita anteriormente.

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11.22.63 The Kill Floor Menor

Imagem: Geeks of Doom

No decorrer da história e na medida que a mesma caminha, é possível observar que o objetivo aqui é muito maior e mais audacioso do que simplesmente voltar no tempo, salvar o presidente John F. Kennedy e mudar a história do mundo, porque desde a morte cruel de uma vaca, até mesmo um abuso moral de uma pobre criança, observa-se a genialidade de Stephen King ao escrever tal narrativa e como um quebra-cabeça impressionantemente bem feito forma-se nos quase sessenta minutos de episódio.

Em The Kill Floor, observamos uma mudança bastante pontual no foco, visto que até no primeiro episódio tínhamos acompanhado a apresentação da história, dos personagens e mostrar que sim, eles sabem como fazer uma adaptação digna da obra de Stephen King, dando uma maravilhosa lição aos roteiristas de Under The Dome Zoo. Porém, confesso que não me surpreendi muito em relação ao que assisti, bem porque, ao ler a obra, como eu estou fazendo, você observa que está imune a muitas surpresas que ainda virão por aí, mas o motivo do meu espanto foi um só: Josh Duhamel.

É verdade que ele já tinha entregado um trabalho a cima da média na espetacular Battle Creek, que infelizmente foi cancelada sem que as pessoas tivessem dado uma chance, mas aqui ele mostra que não é mais aquele ator com um rostinho bonito que ficou famoso ao deixar Transformers um pouquinho menos insuportável, pois o comprometimento mostrando aqui em cada cena e em cada diálogo, mostra que 11.22.63 não se beneficiará apenas da maravilhosa história que possui nas mãos, como também da força de vontade do seu elenco em se destacar.

Após ler todos esses elogios, você pode me perguntar se houve algum erro que possa mostrar que não virei um fã fanático desta série, e é aí que responderei que houveram sim, alguns problemas, como o ofuscamento do personagem de Chris Cooper e a falta de ritmo que a direção nos trouxe, mas ao final do episódio é uma heresia você levar tais imprecisões em consideração, sabe porque? Para ver a tinta secar, precisarás de paciência.

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