11.22.63 – 1×06 – Happy Birthday, Lee Harvey Oswald

Happy Birthday, Lee Harvey Oswald MAIOR

Imagem: EZTV

 

Depois de um episódio dedicado, quase que na sua totalidade, para as histórias de amor que o roteiro conseguiu surpreendentemente encontrar um tempo para falar sobre, o texto neste sexto episódio usa (e abusa) do tempo para construir uma ponte para a reta final, visto que a partir de agora, faltam apenas dois segmentos para o encerramento desta brilhante minissérie. Entretanto, pergunta-se: será que esse período transitório foi sabiamente utilizado?

Happy Birthday, Lee Harvey Oswald MENOR

Imagem: Entertainment Weekly

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Sinceramente e diretamente? Não. É perceptível que tentaram fazer uma coisa que 11.22.63 não é, e isso não funcionou muito bem, criando uma barriga desnecessária para a própria série. Dando um ar de novelão que acabou cansando em um determinado momento, como por exemplo, na insistência dos roteiristas em colocar esse romance como protagonista da trama. Por onde anda John F. Kennedy? O principal motivo pelo qual essa história existe?

Por um outro lado, uma figura bastante importante tomou conta de Happy Birthday, Lee Harvey Oswald, e foi justamente o personagem que dá nome ao episódio. Lee Harvey é uma figura tão importante quanto o Presidente, visto que até hoje tenta-se entender os motivos pelo qual levaram um homem vindo da Louisiana a matar o “Líder do Mundo Livre”. O intérprete do assassino, Daniel Webber, consegue, finalmente, mostrar a que veio, em uma das suas melhores atuações, se não a melhor até aqui. 

A falta de dedicação com o plot principal evidenciou-se ao final do episódio, em que não tivemos absolutamente nada de importante acontecendo. Não abriu nenhum arco, não trouxe nenhum cliffhanger, e sequer se deu ao trabalho de dizer ao telespectador o porquê que ele tem que voltar para assistir os episódios remanescentes. Infelizmente, nem a performance soberba de James Franco conseguiu me dizer o motivo pelo qual a série chegou neste ponto.

Em suma, observa-se que 11.22.63 sabe como chegar até o final e prevejo que chegue lá de uma maneira impecável. Entretanto, não sei dizer no momento se “o fim justificam os meios” pelo simples fato do que assisti aqui ser um pouco bagunçado. Continuo empolgado e vamos em frente para ver se essa conclusão será tão épica quanto aquela que o livro me trouxe.

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Bernardo Vieira

Catarinense e estudante de direito. Escrevo sobre entretenimento desde 2010, mas comecei com política internacional depois da campanha americana de 2016. Adoro uma premiação e um debate político, mas sempre estou lendo ou assistindo algo interessante. Quer saber mais? Me pague um café e vamos conversar.

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