Por que assistir Lucky Ladies?

Lucky Ladies

Lucky Ladies

Continua após as recomendações

 

Já fazem três semanas e tem uma coisa que não sai da boca do povo: o novo reality show Lucky Ladies, exibido pela emissora da TV a cabo Fox Life. Em um universo onde o significado do Funk vem se diluindo a cada dia que passa, o programa tem como objetivo principal mostrar o esforço de cinco funkeiras para construir algo inédito em seu nicho.

Continua após a publicidade

Sim, a união entre as mulheres do funk é quase inexistente. Basta ver pela sua família real: Verônica Costa, a rainha “destituída” do Funk carioca, não se cruza até hoje com Priscilla Nocetti, atual esposa de Rômulo Costa, um dos maiores produtores do mercado e cabeça da Furacão 2000. Daí podemos passar para as mais conhecidas, Valesca Popozuda e Anitta, que até hoje não pisaram no mesmo palco – até mesmo quando são atrações principais na mesma festa. A mulher no funk cresce independente, e na mesma fórmula do sucesso de Popstar, que lançou a girlband Rouge, Lucky Ladies vem ser o fator aglutinante para essas cinco beldades.

Claro que unir cinco mulheres com estilos e trabalhos totalmente diferentes, de uma forma coesa, era preciso alguém que tivesse a representatividade da Tati Quebra-Barraco. Para quem não conhece, é uma das funkeiras mais conhecidas no Rio, vindo da comunidade da Cidade de Deus – mas com letras que o Todo Poderoso não aprovaria. Em 20 anos de carreira, Tati tem projeção internacional, já tendo feito shows nos Estados Unidos e na Europa. Sua inspiração musical é nada menos que BRITNEY SPEARS! Não só pelo sucesso que representa, o respeito dentro do nicho é significantemente grande. Sua posição, a priori, é guiar as participantes no verdadeiro sentido do funk. Tati Quebra-Barraco tem fama de putona, sabe que Dako é bom, assiste novela mexicana e até “comenta” American Horror Story.

 

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=fKED9LF1ido[/youtube]

 

Reunidas em um apartamento temos as cariocas Mc Sabrina e Mulher Filé, a fluminense Mc Carol, a paulista Mari Silvestre, e a mineira Karol Ka. Cada uma representa o enorme globo que tem se tornado o funk. Melhor do que só contar o perfil delas, vamos ver quais estilos Lucky Ladies abriga.

Mc Sabrina

Assim como Tati Quebra-Barraco, Sabrina é amplamente conhecida no cenário carioca, principalmente pra quem já curte os clássicos do funk dos anos 90. Depois de tanta tragédia particular, fica claro que seu objetivo principal é se reinventar e se reinserir neste novo plano multifacetado que o funk apresenta, já que Sabrina não é daquelas que vende sensualidade.

 

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=fsyfXncKaYM[/youtube]

 

Mulher Filé

Descoberta pelo Mr. Catra, o que esperaríamos de Mulher “Yani” Filé senão muita sensualidade? “Causar” deveria ser seu nome, e “Polêmica” o sobrenome. Já participou de A Fazenda, e já sentiu “T” no Yudi (!!!!). Uma Valesca Popozuda que não sabe cantar, mas que adora aparecer no Ego.

 

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=K6Mgle1pqDc[/youtube]

 

Mc Carol

De lá do outro lado da poça, Carol talvez seja a que mais se aproxima da linhagem de Tati Quebra-Barraco. A mulher que, não importa o tamanho, se sente sexy e está sempre “por cima”. Meghan Trainor brasileira, gosta de Amy Winehouse a Tim Maia. Por favor, diva do Funk, com selo Vevo no YouTube, simpatia de sobra até quando encarna The Walking Dead. Carolzinha dona da p*rra toda!

 

[youtube]https://www.youtube.com/watch?v=d8vW3Z-NHlE[/youtube]

 

Karol Ka

Parece a Anitta, só que não chegou lá. Já foi cantora gospel, participou da montagem brasileira de High School Musical e esteve na primeira temporada do The Voice Brasil, Karol Ka chegou com o nariz lá em Marte, e até agora não mostrou o que realmente ela significa para o funk (se é que ela pertence ao funk).

 

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=MLF8ZiCjnlg[/youtube]

 

Mary Silvestre

Ex-coleguinha do Caldeirão, capa da Playboy, amiga íntima de Harry Louis. É isso.

 

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=RAklJol0oHE[/youtube]

 

A carta master de Lucky Ladies é a inclusão que isso gera dentro de uma sociedade ainda paternalista. Cinco mulheres buscando uma representatividade dentro de um nicho comandado por homens, cada vez mais defasado no entanto popular, dando voz ao morro e ao mesmo tempo mostrando que o funk é tão acessível quanto qualquer outro ritmo.

Além disso, reúne em sua fórmula características que fazem de outros formatos sucesso, como Real Housewives, por exemplo. A diferença forte de estilos, com suas manias e visões de mundo, se contrapondo ao desejo de aglutiná-las num só grupo vocal dá muito pano pra manga. O background das participantes dão o sabor de cada episódio, como quando Sabrina revelou seus problemas com a carreira, ou quando Carol falou sobre o relacionamento com o marido. Barraco? É o que não falta!

 

 

São 12 episódios, com diversas participações especiais (por favor, Mr. Catra), e muuuuuuita água vai passar debaixo dessa ponte. Lucky Ladies promete – e já cumpriu certa parte – inovar a visão do que é o funk através das histórias individuais e a expansão para novos horizontes.

Equipe Mix

Equipe Mix

Perfil criado para realizar postagens produzidas pela equipe do Mix de Séries.

2 comments

Add yours

Post a new comment