2ª temporada de Westworld terá episódio completamente em japonês

Westworld, Ed Harris, HBO, Japonês
Westworld, Ed Harris, HBO, Japonês

Divulgação: Carlos Serrao/EW

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Se você pensou que a 1ª temporada de Westworld já tinha inovado bastante, tenha certeza que o drama vai continuar no caminho. Isso porque a 2ª temporada terá um episódio falando completamente em japonês. As informações são da Entertainment Weekly.

Numa conversa exclusiva com a revista, Jonathan Nolan e Lisa Joy, revelaram que o novo mundo que a série explorará no seu retorno é o Japão nos seus tempos feudais. É verdade que tal informação não é uma grande novidade. Uma vez que o parque foi referenciado no Season Finale da primeira temporada em 2017. Por isso, a Entertainment Weekly quis saber mais.

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Entertainment Weekly | O filme original de Michael Crichton (de 1973) nos mostrou um mundo Medieval e outro Romano, além de um parque temático do Grande Oeste. O que fez com que vocês mudassem de direção e introduzissem o Mundo Shogun?

Jonathan Nolan | Parte do motivo que nós iremos para o Mundo Shogun ao invés do Romano ou do Medieval é, sim, você já viu eles no filme original. Mas se você estiver fazendo um parque temático, você não pode limitar para uma visão Europeia ou Norte Americana. Você quer tentar atrair uma audiência global. Então a ideia aqui é que você tenha uma textura completamente diferente.

E de uma forma mais egoísta, também vem da minha obsessão com o cinema japonês quando criança e a vontade de fazer uma homenagem para Akira Kurosawa e outros filmes que eu cresci assistindo. Meus irmãos mais velhos e eu assistimos os Westerns de Sergio Leone e os clássicos filmes de samurais de Kurosawa e nós ficávamos fascinados em descobrir que eles tinham a mesma narrativa. Francamente, essa era uma grande desculpa para ir em frente e fazer um filme de samurais com tudo que temos direito.

Lisa Joy | Pra mim também é pessoal. Eu cresci na Ásia, e eu lembro de ser uma criança em Taiwan assistindo esses filmes e ficando impressionada por esses dois mundos de entretenimento. Você pode ver novos talentos com os atores, novos estilos de lutar e novos figurinos. Foi muito bom pra mim. Então nós olhamos para todos os nossos [chefes de departamentos] para ter certeza de que tínhamos a vontade em explorar o Mundo Shogun… pesquisando cabelo, direção de arte, figurino, trabalhar com coreógrafos que desenvolvem cenas que nunca tínhamos visto antes, e claro trabalhando com nosso incrível talento, desde Hiroyuki Sanada e Rinko Kikuchi, até outros atores que nós temos que escalara. Foi delicioso ver esse mundo se formar.

Entertainment Weekly | Vocês anunciaram que o Mundo Shogun é baseado no período Edo (1603-1868) mas, assim como Westworld, eu presumo que vocês não estejam tão restritos a isso porque, afinal de contas, é um parque temático?

Jonathan Nolan | Esse mundo é uma composição – assim como Westoworld é uma composição do início do século 19 e da era pós-Guerra Civil dos The Searchers, mas também tem trens. Nós nos sentimos livros para fazer o Mundo Shogun com a possibilidade de escolher aqui e ali. Basicamente é o período Edo, mas com artefatos através de 300 anos.

Entertainment Weekly | Os comentários nas redes sociais sugerem que o Mundo Shogun é ainda mais violento do Westworld. O que você pode nos dizer sobre isso?

Jonathan Nolan | Além dos filmes de Kurosawa, eu também cresci assistindo os filmes de Sonny Chiba. Esse senso de uma realidade brutal e linda que aumenta o volume no que os convidados podem estar procurando. Não era apenas sobre tripas, mas também por ser imersivo. Nós queríamos que a nossa história caísse num mundo totalmente diferente. Basicamente, nós temos um episódio inteiramente em japonês.

Lisa Joy | Não é o nosso mundo. É o mundo deles e é ótimo caminhar por ele.

Portanto não esqueça, Westworld retorna no domingo, 22 de abril.

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Bernardo Vieira

Catarinense e estudante de direito. Escrevo sobre entretenimento desde 2010, mas comecei com política internacional depois da campanha americana de 2016. Adoro uma premiação e um debate político, mas sempre estou lendo ou assistindo algo interessante. Quer saber mais? Me pague um café e vamos conversar.

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