3% – 1×04 – Portão

Imagem: Netflix/Divulgação

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Antes de começar a ler e refletir sobre “Portão”, vamos nos despir de preconceito quanto à atuação dos novatos. Esta tem sido a maior crítica contra 3%. Quem assistiu o 1×04 pode perceber a grande diferença, para melhor, neste quesito. Seguindo o ritmo de conhecermos em cada um as motivações dos protagonistas, essa foi a vez de vermos mais da vida do Marcos.

Ele foi (reparem o verbo no passado) um dos únicos que teve sua história integralmente entregue pelo roteiro. Soubemos de sua origem e que, de certa forma, era o que melhor vivia dentro do lado de cá. Apesar da pobreza, sempre existiu muita confiança em sua família quanto a passar no processo. A cena na casa dele foi muito boa e nos ajudou a criar uma identificação com ele, com sua família e seu filho (também fiquei surpreso).

Isso estava em falta na série. Para sentirmos dor, compaixão ou qualquer outro sentimento pelos personagens, precisamos encontrar neles características que se assemelhem a alguma das nossas. Ou se isso for apelar muito, precisamos achar algo que prove a força daquele que está, ironicamente, “do lado de lá” da tela. Isso foi tão bem feito que ver a transformação dele, de um bom líder para um tirano louco, foi um duro golpe para quem torcia por ele. Desconstruiu uma imagem de menino bonzinho, que na verdade nunca me enganou.

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A prova dessa vez durou todo um episódio e terminou de forma trágica para Marcos e, pelo menos nessa geração, não haverá um novo retrato de um Álvares pendurado na parede da residência deles. Ágata surtou de vez e mostrou que não serve para o Maralto mesmo. Tiveram outras mortes menos relevantes. O que tivemos aqui foi a confirmação de que as piores condições podem transformar qualquer um em inimigo.

E falando em inimigo… a tensão está ainda maior entre Ezequiel e Aline. Aliás, o Conselho todo foi envolvido, já que ela foi pega mexendo na sala do colega. Matheus teve de dar, como ele mesmo definiu, uma boa cartada política para salvar sua empreitada em conluio com a comparsa. A guerra que antes estava declarada apenas entre os dois agora está aberta para todos os Conselheiros. Isso nos faz refletir realmente as ponderações de cada evolução – Ezequiel, hora bom, hora ruim. Qual será o resultado disso?

Passado o terror da prisão, nada mais justo que chegarem a um campo aberto. Só 9% chegam até lá. Na continuação saberemos mais sobre a causa, como deixou claro o final de “Portão”. Então temos duas pessoas infiltradas…, mas serão só duas mesmo? Já estou empolgado para ver essa dupla em sintonia. Vamos continuar analisando aqui no Mix a evolução disso tudo.

Equipe Mix

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Perfil criado para realizar postagens produzidas pela equipe do Mix de Séries.

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