5 razões pelas quais James Bond é considerado o melhor jogador de poker

James Bond e poker: o que ambos têm em comum?

Cassino Royale, James Bond, Poker. Termos que nem precisamos mencionar a correlação existente entre eles, e já dá para perceber que um não pode se desvencilhar do outro. Se não fosse um personagem fictício, certamente o agente secreto jogaria em cassinos online e ainda ensinaria como blefar em poker! Com base nisso, apontaremos neste artigo as 5 razões que fazem o protagonista de Cassino Royale ser referência no que diz respeito a esse tão famoso jogo.

Razão 1: Sabe aproveitar a oportunidade certa

Consolidado como esporte nos dias de hoje, o poker sempre esteve associado ao submundo, ao jogo obscuro e, por isso mesmo, fascinante. Não é à toa que despertou (e desperta até hoje) a admiração de cineastas de todo o mundo, como retratado na longa metragem de 2006, Casino Royale.

Tendo Daniel Craig como protagonista (o agente 007), a história teria tudo para ser simplesmente mais uma referência do cinema americano como um filme de ação, em que o “mocinho” se salva de situações de perigo criadas pelo “vilão”(Le Chiffre, o banqueiro criminoso, para ser mais exato). E é exatamente a cena mais aclamada do filme: Bond aplica um inacreditável straight flush (sequência de 5 cartas do mesmo naipe) sobre seu antagonista, durante um cash game high stakes (jogo em que alta quantia de dinheiro está envolvida) do jogo Texas Hold’em. Com paciência e sabendo aproveitar a oportunidade adequada, Bond leva a melhor sobre Le Chiffre e mostra que, no poker, perde quem acha que esperteza é suficiente para levar vantagem sobre o oponente.

Imagem: Pixabay

Razão 2: Usa a falta de informação a seu favor

Blefar num jogo de poker é algo crucial, mas usar a incerteza a seu favor é muito mais relevante. E como o agente 007 faz isso no filme?

Bond percebe, por inúmeras vezes durante o jogo, que Le Chiffre tenta blefar entre as rodadas onde, precisamente, ele tem as cartas mais baixas (Bond, sutilmente, até consegue “ler” a expressão facial do vilão quando o mesmo passa a mão sobre a cicatriz que tem na sobrancelha!). Apesar de perder os jogos iniciais, Bond se mantém frio e perspicaz e, mesmo tendo notado que Le Chiffre “sacou” seu blefe e venceu momentaneamente, o agente mostra que nem sempre ter a informação final no jogo é o que conta. É como um jogo de espionagem para valer: combinar as cartas na mão, sem dúvida alguma, é importante. No entanto, ter o controle sobre o jogo e saber ler a mesa e, digamos assim, “medir a temperatura” da situação são fatores fundamentais quando estão em jogo milhões de dólares. No final de contas, saber como blefar em poker é uma arte, e só os poucos “artistas” que a dominam poderiam ganhar ao lendário 007!

Razão 3: Estuda bem seu oponente

O grand finale de Cassino Royale foi bem premeditado pelo diretor do filme, Martin Campbell. A terceira adaptação da trama (a primeira foi exibida em 1954, e a segunda 13 anos depois) tem cenas de bastante perseguição e ação, onde o agente consegue se desvencilhar de seus oponentes, e, dessa forma, vai acumulando todas as características do vilão, como uma maneira inteligente de conhecer com quem se está lidando.

Tal estratégia (inteligentíssima, por sinal) vai ser usada lá na frente quando ocorre o jogo de poker, forma criada por Le Chiffre para reaver o dinheiro perdido que precisa ser devolvido a seus clientes. Sob pressão, o antagonista do filme vê que, por Bond ter perdido no início do torneio de alto risco algumas partidas, será fácil ganhar e acabar de vez com o agente secreto.

A essa altura do jogo, Bond e seus aliados traçam estratégias para eliminar o vilão: decidem comprar mais fichas com o dinheiro dado pelo Tesouro, mesmo após a perda inicial de 10 milhões de dólares. Apesar dessa derrota ter perturbado Bond, ele ainda tem esperanças em vencer, ao perceber que as estratégias usadas e os blefes de Le Chiffre não são o bastante para ganhar o jogo.

Razão 4:  Ser hábil

Sim, é inegável contar com a sorte quando se trata de um jogo de poker, principalmente quando um pote de 15 milhões de dólares é o prêmio final, certo? Porém, de nada vale ter sorte se você não tem um pingo de habilidade para o jogo. E Bond prova a todos (primeiramente à contadora do governo britânico Vesper Lynd) que ele é capaz de vencer e recuperar esse dinheiro, já que afirma que, com ele, toda essa grana estará segura.

O poker se torna mágico e se multiplica em séries e filmes nos nossos ecrans. É óbvio que devemos ter em mente que o jogo entre James Bond e Le Chiffre é uma produção fictícia, adaptada ao cinema e com ares de impossível na vida real. No entanto, essa cena mostra em particular que, por mais que a sorte estivesse ao lado de Bond (ele perdeu algumas no início, lembra?), a vitória não seria possível caso o agente do MI6 não fosse habilidoso o bastante para estudar seu adversário e provar que não se joga contra as cartas, mas sim contra seus oponentes.

Imagem: Pixabay

Razão 5: Sabe controlar os nervos

Agora você imagina se, na primeira derrota sofrida durante o jogo, o agente 007 perde o controle sobre si mesmo e resolve acabar com a vida do vilão! Sim, acredito que por muitas vezes isso tenha passado por sua cabeça, mas ele sabia que a vitória final poderia estar bem perto, e, para isso, precisava continuar a ter sangue frio e controlar seus impulsos. Sem dúvida, esses dois fatores são imprescindíveis quando se joga poker, principalmente quando se tem tanto dinheiro envolvido.

Para se ter uma ideia, essa cena (a disputa final) dura aproximadamente 5 minutos, e o caráter e capacidade de se manter firme e controlado é testado em ambos os jogadores.

Sendo assim, é simples concluir que Cassino Royale e James Bond são um marco na história do cinema internacional e sugestão de filme a todos os aficcionados por poker.

 

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Anderson Narciso

Anderson Narciso

Mestre em História, apaixonado por mídias, é o editor responsável e idealizador do Mix de Séries. Eterno órfão de Friends, One Tree Hill e ER, acompanha séries desde que se entende por gente. No Mix é editor de colunas e de notícias, escreve a coluna 5 Razões e resenha a série Gotham.