5 razões que nos fazem querer desistir de The Walking Dead

Imagem: Mix de Séries

Tudo é sobre dor!

The Walking Dead nunca foi uma série feita para aquele tipo de pessoa que não curte ver sofrimento em massa. Com zumbis em decomposição, amputações de membros, e encontros com vilões chocantemente sangrentos, a violência se tornou o seu segundo nome. Mas, nos últimos tempos, houve uma mudança de tom inexplicável, tornando-se uma série sobre o lado negro da natureza humana e a apreciação da dor. A série voltou-se para Negan e para a depressão em torno de sua aproximação, de forma exagerada. E olha que o material promocional dizia que ele estava, apenas, começando.

O pouco investimento nos personagens.

Não que The Walking Dead tenha atores ruins, pelo contrário – atualmente é uma das séries com um elenco estrelar. Mas com a quantidade absurda de novos personagens sendo inseridos, fica difícil explorar melhor alguns deles e, por assim, suas funções na história. Muitos são negligenciados e sempre quando algum personagem, como por exemplo o Padre Gabriel ou Rosita, mostra um certo desenvolvimento, acaba soando ter vindo do nada. Deveria ter uma preocupação maior. Muitos fãs da série tem seus personagens favoritos e quando acontece algo desse tipo, com nomes que poderiam acrescentar mais à trama, o interesse do público certamente diminui.

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A abordagem “Choque e temor” é bem ruim!

Toda série tem seus “grandes momentos”. Um personagem amado morre, um evento catastrófico gira a história em caos, ou aprendemos novas informações que mudam tudo o que pensávamos ou o que sabíamos sobre a série. Recentemente, The Walking Dead projetou seus grandes momentos – como a morte de Abraham e Glenn, não para impulsionar a trama para a frente, mas principalmente para chocar o público, e apenas isso. O problema com esta metodologia de narrativa, porém, é que isso não dá credibilidade para a história. É uma maneira, barata até, de manipular os espectadores – para mantê-los firmes em frente à TV e fazê-los voltar para mais, porque eles não vão acreditar no que vai acontecer a seguir. Mas em algum momento, os fãs podem ficar cansados de serem chocados e presos a essas narrativas o tempo todo. Desta forma, perde-se a noção de por que eles estavam assistindo, aquela série, em primeiro lugar. E é aí que eles seguem em frente.

Em grande parte, é realmente chato!

Isso é algo que até mesmo os fãs mais fervorosos admitem – mesmo que só para eles mesmos. Mas, na maioria dos episódios, nada de relevante acontece. Ou, se acontece, é da forma mais parada possível. A verdade é que o avanço de narrativas nunca foi o forte de The Walking Dead. Na segunda temporada, por exemplo, com o plot da fazenda de Hershel, já havíamos sacado que a série teria uma sério problema de desenvolvimento na narrativa ao longo de suas futuras temporadas. A solução? Deixar os episódios movimentados e impactantes para a estreia da temporada, o último episódio antes da pausa, o retorno da pausa e o final de temporada. O resto? Episódios conhecidos pelo título de “enche linguiça”, que muitas vezes são massantes.

Não há um fim à vista.

Se alguém tivesse que resumir The Walking Dead agora, neste ponto, soaria algo como isso: um grupo de sobreviventes do apocalipse zumbi, que precisa se defender de errantes. Eles se instalam em um lugar seguro, apenas para encontrar-se lutando contra um inimigo imprevisto. Eles então encaram o perigo e um futuro incerto. E aí, quando se resolve, acontece de novo, e de novo, e de novo. É uma história convincente, claro, mas para o começo. Estamos na sétima temporada e Rick, Michonne, Maggie, Daryl, e o resto da gangue ainda não ofereceram um vislumbre de como isso poderia terminar. Não há um objetivo a ser alcançado pelos personagens, uma vez que eles estão preso em uma roda que faz parecer que a história não irá para lugar algum. Vocês estão mesmo dispostos a viverem esse looping eterno, que se repete desde a segunda temporada, por mais uns bons anos?

Fica a reflexão…

 

Anderson Narciso

Anderson Narciso

Criador, editor e redator do site Mix de Séries, é apaixonado por séries desde sempre. Fã incondicional de One Tree Hill, ER, Friends, e não perde um episódio da Franquia Chicago.

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