Preacher – 1×06 – Sundowner

Imagem: IMDb/Divulgação

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Episódios vem e vão, mas Preacher continua uma incógnita. Os leitores regulares devem ter estranhado o desaparecimento das minhas críticas, já que esta review vem tão tardiamente… é que foi preciso muito tempo para digerir este episódio, mais ainda considerando que ele dá início ao timer para a finale.

E é claro que, para não fugir ao hábito, a série cometeu seus pecados neste episódio também, mas ganhou pontos muito positivos por finalmente aprofundar-se na mitologia do original, revelando mais sobre Genesis e finalmente fazendo de Fiore e Deblanc mais do que meros alívios cômicos para serem estripados por Cassidy.

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Na verdade, com a inserção de uma serafim e com Jesse sendo (finalmente) jogado de cabeça nela, a trama angelical atingiu desdobramentos muito melhores do eu esperava. Uma serafim geralmente seria confusão, mas uma serafim assassina que sai no murro com Jesse Custer? Diversão garantida.

Imagem: Arquivo Pessoal

Imagem: Captura de Tela/Reprodução

Toda essa sequência de luta inicial, com as repetidas mortes dos angelicais e quotes como “Stab her gently” fizeram três ou quatro minutos realmente divertidos do começo de “Sundowner”. Ao mesmo tempo em que o episódio fez a escolha sábia de aprofundar a mitologia do argumento da série, eles não perderam a oportunidade de criar uma cena com um tom que realmente lembra o Preacher que esperávamos assistir, com a violência, o humor negro e a crueza da construção visual – Cassidy e seu sarcasmo inclusos.

E embora as coisas não continuem neste nível aceitável por todo o tempo – Cara-de-Cu numa trama de delinquentes escolares? C’mon! – não podemos dizer que este primeiro bom momento tenha sido de todo jogado fora. O confronto entre Tulipa e Emily foi um verdadeiro tesouro. Primeiro os gritos, depois jogar a “coisa de artes”, depois consertar a “coisa de artes”… Essas duas deveriam dividir mais tempo de cena, preferencialmente o tempo de cena dado a Miles para escolher uma calça.

Falando em escolher roupas, mais alguém achou a referência visual – e o comentário sobre a referência na cena – à Pulp Fiction, com direito a Dominic Cooper e Joseph Gilgun em trajes “íntimos”, muito bem colocada? Se a série tivesse mais umas gostas de “Tarantino”, talvez fosse mais fácil gostar da obra. E com a menção à Vovó, a série se aproxima do perfeito momento para produzir uma carnificina bem mais tarantínica.

Agora, no departamento de ruim… o triangulo amoroso entre Tulipa, Cassidy e Jesse é um anúncio de “péssimo” tendo que ser usado. Tulipa é a personagem mais desperdiçada na série, e isso só piora as coisas.

Na verdade, pela primeira vez o abuso de Genesis é uma coisa ruim na série. Seja Jesse mandando Eugene para o inferno ou por Miles ter, depois de uma conversinha com Jesse, decidido por acobertar as “traquinagens” de Quincannon, a série abriu um espaço para uma boa confusão, mas não nos dá a mínima confiança de que possa, realmente, lidar, construir e apresentar esta confusão e seus desenrolares num nível que vá nos agradar. Enfim, aguardar para ver.

P.S.: As brincadeiras com a placa da congregação melhoram – e talvez sejam uma das únicas coisas que – a cada episódio. “You don’t have to go home, but you can’t pray here”I’m still laughing!

Tags Preacher
Richard Gonçalves

Richard Gonçalves

Estudante de Letras, apaixonado por quadrinhos, música e cinema. Viciado em séries desde sempre. Fã de carteirinha de Doctor Who, House, Battlestar Galactica, Sherlock, 24 Horas, The Borgias, Penny Dreadful, E.R. e Lost. Aqui no Mix de Séries é editor de reviews, além de escrever as reviews de Marvel's Jessica Jones, Marvel's Agents of S.H.I.E.L.D. e The Originals.

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