A Cor do Poder: a história real que inspirou série da Globo

A Cor do Poder série Globo

A Cor do Poder está sendo exibida na Globo

A Cor do Poder (Noughts and Crosses) estreou recentemente na Rede Globo e o público já está comentando sobre a produção nas redes sociais. Original da BBC, a série é uma adaptação do romance best-seller de Malorie Blackman.

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Nela conhecemos Sephy e Callum, dois jovens que se apaixonam – apesar de viverem em uma sociedade que os quer separados. Nesta realidade, ‘Crosses’ são a classe dominante negra, enquanto ‘Noughts’ são a subclasse branca, e Malorie já se abriu sobre suas inspirações na vida real para escrever a história que a série se baseou.

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Livro se inspirou em trama real

Exibida na Inglaterra em 2020, a autora conversou com a BBC na ocasião e revelou que ela parcialmente se inspirou a escrever o romance após a morte de Stephen Lawrence. Este que era um homem negro de 18 anos e foi morto em um ataque com motivação racial em Londres em 1993.

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Ela explicou: “Foi uma combinação de fatores, foi como o caso de Stephen Lawrence em particular. Eu estava assistindo a um documentário dramático e estava tão chocada com a forma como a família foi tratada.”

Imagem: Divulgação.

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Além disso, Malorie também falou sobre porque decidiu escrever o romance e continuou explicando.

Eu estava pensando na ideia de escrever uma história sobre escravidão por um bom tempo, mas a reação dos meus amigos foi bem morna. Quase todo mundo com quem falei sobre isso tinha a visão ‘já fizeram isso, siga em frente’. Mas eu queria escrever uma história sobre o legado da escravidão.”, destacou.

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“Queria falar sobre como atitudes antigas ainda influenciam todas as nossas vidas e a maneira como pensamos e vivemos hoje. Eu realmente acredito que o assunto da escravidão é extremamente importante – especialmente nos dias de hoje. Acho que dá um contexto para o pensamento moderno do mundo ocidental e atitudes em relação a outras raças e culturas. Mas os comentários e feedbacks que recebi plantaram a semente da ideia de ‘Noughts and Crosses’ em minha mente.

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Ela continuou: “Ocorreu-me que a história que eu tinha em mente seria mais difícil de escrever e, espero, de ler. Mas se eu brincasse com as percepções das pessoas sobre a sociedade apresentada na história. No entanto, eu queria virar de cabeça para baixo a sociedade como a conhecemos na minha história… Raça, bem como racismo, são questões emotivas que a maioria das pessoas detesta discutir, mas acho que deveriam ser discutidas, não importa o quão doloroso seja.“.

Série simples, mas reconhecida no mundo

E mesmo que se enquadre em uma ficção, o fato de explorar questões da atualidade e do nosso mundo, trouxe A Cor do Poder para o foco em todo mundo.

Dessa forma, em uma publicação do The Guardian, por exemplo, foi exaltado a genialidade da atração em fazer isso de forma tão natural.

O que distingue ‘A Cor do Poder’ de uma série de história contrafactual, como ‘O Homem no Castelo Alto’, ou uma fantasia de base histórica, como ‘Game of Thrones’ , é que ela quase não é ficcional. Então, este mundo é o nosso mundo – mesma tecnologia, mesma geografia, mesmo governo – apenas invertido.

A Cor do Poder série globo
Imagem: Divulgação.

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Nesse contexto, o domínio cultural africano pode parecer uma celebração. Além de todas as outras coisas que está fazendo, essa série atua como uma vitrine ainda rara para talentos negros, seja na forma de mais papéis para atores negros ou uma trilha sonora que mistura música contemporânea africana com diversos artistas negros britânicos“.

A história e sinopse

No universo alternativo de A Cor do Poder, a África – ou “Aprica” ​​como é chamada na série – invadiu a Europa 700 anos atrás. Na Londres atual (conhecida como “Albion”), as leis de segregação mantêm a dinâmica do poder.

Dessa forma, uma classe dominante de “Cruzes” negras controla o país sobre uma classe inferior oprimida e empobrecida de “Noughts” brancos, que estão à beira da revolta . Contra esse pano de fundo de preconceito e rebelião, um romance proibido floresce entre Callum McGregor (Jack Rowan), um infeliz Nought, e Sephy Hadley (Masali Baduza), uma Cross e filha de um político proeminente.

É um cenário provocativo com implicações esquisitas de “Romeu e Julieta” que não tem a força que parece querer.

Baseado no aclamado romance de 2001 de Malorie Blackman, o primeiro da franquia, a série dramática britânica em seis partes foi ao ar em 2020 na BBC. Examina o privilégio racial e, além disso, aborda o preconceito, bem como a ignorância. Tudo dentro da história de um caso de amor infeliz em um mundo que é tematicamente é reconhecível – mas, ao mesmo tempo, estranho.

A série continua em exibição na Rede Globo durante esta semana após a novela A Força do Querer.

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