Novo dorama da Netflix é ignorado e passa batido por fãs

A mais recente adição ao catálogo da Netflix, “A Cozinha de Fermat” (Fermat no Ryôri), uma adaptação do mangá de Yugo Kobayashi, parece ter deslizado despercebida entre os doramas mais populares. A série japonesa em live-action estreou no final de 2023 e vem lançando episódios inéditos toda semana.

Ela narra a história de Gaku (Fumiya Takahashi), um matemático genial que aplica seus conhecimentos em culinária, não conseguiu se firmar no Top 10 da plataforma.

A trama, ambientada entre 2023 e 2024, acompanha a jornada de Gaku e sua interação com Kai Asakura (Jun Shison), um chef renomado que reconhece o talento único de Gaku. A série prometia uma intrigante fusão entre matemática e culinária, mas infelizmente, falha em sua execução. As cenas de cozinha, que deveriam ser o ponto alto, carecem de energia e não conseguem transmitir o sabor e a arte por trás dos pratos.

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O aspecto visual da série também deixa a desejar. A edição, apesar de funcional, não consegue capturar a profundidade e o drama que a história demanda. As atuações, especialmente a de Takahashi, são superficiais, contribuindo para uma sensação geral de artificialidade.

A Cozinha de Fermat Netflix
Imagem: Divulgação.

A divisão do enredo entre dois anos diferentes acaba adicionando complexidade desnecessária à trama, sem realmente esclarecer pontos cruciais da história. A frustração de Gaku em 2024, por exemplo, permanece sem uma resposta satisfatória, criando uma narrativa fragmentada e, por vezes, confusa. Ademais, a trama sofre com a inclusão de obstáculos artificiais e decisões questionáveis por parte dos personagens, que geram uma tensão forçada e pouco convincente.

Outro aspecto negativo é o antagonismo unidimensional. Os vilões, com suas expressões exageradas, contrastam de forma gritante com a inocência dos protagonistas, resultando em uma falta de profundidade e nuance na história.

Em conclusão, “A Cozinha de Fermat” é uma adaptação que fica aquém das expectativas. A série falha em trazer a vitalidade e a riqueza presentes no mangá original. Com limitações visuais e interpretativas, a narrativa se torna insossa, comparável a uma junk food descartável. O potencial subutilizado deixa o espectador com a sensação de uma experiência televisiva insatisfatória e esquecível.



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SOBRE O AUTOR
Anderson Narciso
Criador do Mix de Séries, atua hoje como redator e editor chefe do portal que está no ar desde 2014. Autor na internet desde 2011, passou pelos portais Tele Séries e Box de Séries, antes de criar o Mix. Também é criador e editor do portal Folha JF, projeto regional voltado para Juiz de Fora e região. Séries favoritas da vida: One Tree Hill, Friends e ER.