A genialidade de Black Mirror

Imagem: Movie Pilot / Divulgação

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Black Mirror é uma série britânica de ficção científica criada por Charlie Brooker. Tem elencos e histórias diferentes a cada episódio, o que não diminui em nada sua vontade de assistir mais e mais. A primeira temporada teve 3 episódios e a segunda veio no mesmo formato, tendo um especial de Natal.

A serie é fantástica e inovadora, uma forma genial… sombria, mas genial, de tratar sobre nosso comportamento social e uma paranoia tecnológica, com roteiro inteligente e uma capacidade de nos envolver perturbadora.

Sobre as mais diversas sensações transmitidas por Black Mirror em cada episódio, você experimenta repúdio e nojo com The National Anthem, uma certa empatia com The Entire History of You, imagine-se revivendo memórias, tendo o poder de interpretar e analisar comportamentos sem pressa em um simples jantar de amigos, o mártir em cada atitude, a paranoia em cada review, a autodestruição de sua sanidade à um passo.

No piloto da segunda temporada Be right Back, você sofre com Martha e sente o desespero numa tentativa de abstrair o luto e então a tristeza te abraça gentilmente por um momento, te fazendo pensar que esse futuro não é tão distante e nem tão fictício assim.

Enquanto você tenta montar um quebra-cabeças em White Bear, vai enxergando a sociedade hoje e agora, cada vez mais invasiva, cada vez mais isolada em seus próprios interesses que muitas vezes não passam de expor, compartilhar e ser passivo quando se exige mais que isso. Quando a trama se desenrola, você finalmente tem certeza que somos nós ali, espectadores numa sociedade doentia. Um dos meus episódios favoritos no qual também pude rever Tuppence Middleton que me encanta em Sense8.

É o que Black Mirror faz em todos os episódios, faz você acrescentar mais um adjetivo como perturbadora e sombria à sua lista imaginária, seja ela sobre a série, sobre a sociedade ou sobre como a tecnologia vem nos impondo uma cultura.

E tem terceira temporada vindo aí, com estréia para 21 de outubro, produzida pela Netflix. Charlie Brooker será o responsável por todos os roteiros e trabalhará com Annabel Jones. A série desta vez terá seis episódios – com mais seis previstos para 2017-, três a mais do que nos anos anteriores.

Episódios – Terceira temporada
San Junipero; Shut Up and Dance; Nosedive; Men Against Fire; Hated in the Nation e Playtest

Black Mirror apesar de satírica é um ponto de vista extremamente sério sobre o modo como vivemos e como viveremos, e estamos ansiosos por sua volta. Enquanto ela não retorna, estaremos aqui, presos a outras séries, outros entretenimentos e compartilhamentos sendo não mais do que espectadores totalmente dependentes olhando para um espelho negro de smartphones e TVs, quando esses cessam transmissão.

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