A Netflix lançou recentemente A Hóspede (The Guest), série colombiana estrelada por Carmen Villalobos, Laura Londoño e Jason Day, que prometia entregar um thriller erótico cheio de tensão, triângulos amorosos e suspense psicológico. Mas será que a produção realmente cumpre o que promete? Já podemos adiantar que não…
A trama de A Hóspede
A história começa com um crime: um famoso terapeuta de casais, Dr. Mahecha, é encontrado morto. A investigação, no entanto, não é o foco imediato. Logo acompanhamos o casal Silvia e Lorenzo, que busca ajuda em um novo conselheiro para salvar o casamento desgastado pelas traições dele.
No meio dessa crise surge Sonia, amiga de Silvia de uma viagem passada, que chega em plena noite chuvosa como uma “dama em perigo”. A aparição rapidamente coloca o relacionamento do casal em xeque — mas o maior impacto está na revelação de que Sonia e Silvia tiveram um caso no passado.
A partir daí, a narrativa mistura drama familiar, traições, paixão reprimida e o mistério do assassinato inicial, tentando costurar todos esses elementos em um suspense psicológico.
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O problema do excesso
Apesar de um começo promissor, A Hóspede rapidamente se perde em sua própria ambição. O maior problema é a excessiva duração: são 20 episódios de 40 minutos que esticam a trama até a exaustão. Situações que poderiam ser resolvidas em poucos capítulos acabam se arrastando, e personagens secundários entram apenas para complicar ainda mais o enredo, sem trazer relevância.
O resultado é uma série que tenta ser sensual, misteriosa e impactante, mas que cai na repetição. Logo no início já fica claro que Sonia não é tão inocente quanto aparenta, o que elimina boa parte do suspense. Além disso, a constante oscilação entre lágrimas, discussões e revelações previsíveis acaba cansando o espectador.
Atuações e estilo
É inegável que o elenco tem força — especialmente Carmen Villalobos e Laura Londoño, já conhecidas do público latino-americano. Jason Day, como protagonista masculino, também entrega intensidade. Mas nem mesmo boas atuações conseguem sustentar uma narrativa que se arrasta e perde foco.
A estética da série tenta apostar em cenas de atmosfera erótica e de tensão psicológica, mas o tom acaba soando artificial, mais próximo de um melodrama alongado do que de um suspense envolvente.
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Vale a pena assistir A Hóspede? Não!
Infelizmente, não. A Hóspede desperdiça seu elenco talentoso em uma trama cansativa, confusa e pouco original. O mistério do assassinato, que poderia ser o fio condutor, se perde em meio a longas repetições de conflitos conjugais e revelações previsíveis.
Para quem busca um thriller psicológico forte e ágil, essa não é a escolha ideal. A recomendação é clara: melhor procurar outra opção no catálogo, porque A Hóspede promete mais do que consegue entregar e pode deixar os espectadores frustrados.
Nota final: 4/10 – só para quem é muito fã dos atores principais e tem paciência para maratonar um drama arrastado.