A icônica jornada pelas páginas de Dragon Ball

Imagem: Mix de Séries

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A cultura pop é feita de ícones. Por muito tempo, símbolos de admiração permeavam (quase exclusivamente) o campo religioso. Isso foi resignificado no séc. XX, com a chegada de verdadeiros ídolos da música e do cinema, formatando o que conhecemos hoje como cultura popular. Do lado oriental da esfera, os chamados ícones da cultura pop chegaram por aqui nos idos dos anos 1990. Os animes, como são conhecidas as animações japonesas, ganharam as telas brasileiras pela Rede Manchete, emissora responsável por deixar um legado para os fãs do gênero no Brasil.

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As produções tiveram força na virada do século com a chegada de Dragon Ball Z na Band. A emissora começou a transmitir a saga de Son Goku diariamente em 1999, e viu sua audiência atingir picos de 11 pontos no ano seguinte, na programação do Band Kids. O que pouca gente sabe ou não lembra é que, antes disso, Dragon Ball, a série original que mostra o crescimento de Goku, foi exibida sem estardalhaço nas manhãs do SBT, em 1996. Não demorou para, antes de chegar na TV aberta, os guerreiros Z se tornarem sucesso no Cartoon Network. A Rede Globo comprou os direitos de transmissão de DB, exibindo em 2002 (incluindo os episódios que a emissora do tio Silvio não havia comprado). Uma confusão, é verdade. Mas não podemos culpar as emissoras por tentar.

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A série de TV foi adaptada do mangá escrito e ilustrado por Akira Toriyama, publicado no Japão entre 1984 e 1995, na revista semanal Shonen Jump – além de volumes padrão e de luxo. No Brasil, a editora Conrad publicou DB em 32 edições, seguido de DBZ em 51 números, entre 2000 e 2003. Em 2005, a editora começou a lançar a Edição Definitiva (Kanzenban, no original, aquela de luxo em capa vermelha), e, para tristeza dos colecionadores, cancelou a série após 16 volumes (faltando outros 16 para a conclusão).

A bem da verdade, as edições definitivas fracassaram no Brasil. Muitos dizem que o mercado não estava preparado para este tipo de edição de encher os olhos, já que a reedição do carro chefe da editora não vendeu como esperado. Atualmente, a série completa é relançada pela Panini.

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dragon ball mangás

Son Goku, do começo ao fim

Apesar da bagunça, é fácil se situar na cronologia da série. Dragon Ball (1986), o começo de tudo, mostra como o jovem garotinho de coração puro e rabo de macaco conheceu Bulma e ajudou pessoas ao mesmo tempo em que se tornou um grande lutador de artes marciais.

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Com bastante humor, a série, em 153 episódios, apresenta personagens que atravessam a storyline inteira como Kuririn e Mestre Kame, além antagonistas que se encaminham para o bem (uma característica que se repete do início ao fim), como Yamcha, Tenshinhan e Piccolo Daimao, o  poderoso Rei Demônio. Piccolo, aliás, foi um personagem divisor de águas. Ele deu ao programa infanto-juvenil, o caráter sombrio que Toriyama ainda não tinha experimentado – vide a clássica primeira morte de Kuririn, após o 3º Torneio de Artes Marciais. Isso tudo no período da adolescência do protagonista.

gokufreezaNa sequência, Dragon Ball Z (1989), acompanha a vida de Goku já adulto, pai de Gohan, e descobrindo a mitologia por trás de sua origem, sempre envolta de mistério. Em 291 episódios, o show, que ganhou a letra “Z” no título apenas para separar a vida adulta de Goku de sua infância, fica mais sério a medida que o Sayajin descobre a força de vilões como os icônicos Freeza e Cell.

Dentre as diferenças da série de TV para o mangá, o anime é repleto de fillers, os episódios que não são tão importantes para o desenvolvimento do show e não fazem parte do roteiro dos quadrinhos, como o plot do Caminho da Serpente, além de lutas intermináveis que foram arrastadas por muitos episódios. Isso ocorreu porque a animação já estava alcançando o mangá, que era produzido paralelamente. Tão verdade que a série ganhou uma versão chamada Dragon Ball Kai (2009), apenas reeditado e remasterizado em apenas 98 episódios, sem enrolação, para comemorar os 20 anos de criação de DBZ.

Original, mas nem tantoDragonboy-mangá

Quem é fã de Akira Toriyama sabe que tudo o que ele produziu antes de sua obra mais conhecida foi praticamente um treino para chegar em DB. O exemplo mais clássico é “Dragon Boy”, que fala sobre um garoto que luta artes marciais e recebe a missão de levar a princesa em segurança para sua terra natal. Ao invés da cauda de macaco, ele tem asas de dragão. Qualquer semelhança da história com a saga de Goku não é mera coincidência.

A série é inspirada diretamente no romance mitológico “Jornada ao Oeste”, do escritor e poeta chinês We Cheng’en. Na história, Sun Wukong (Rei Macaco, ou Son Goku, na versão japonesa) é descrito como uma figura lendária com poderes extraordinários, que acompanha e protege um monge em sua jornada em busca por escritos sagrados do Budismo.

Com uma linha do tempo tão extensa, ainda há muito o que falar sobre o universo que permeia as aventuras de Son Goku. Temos, então, uma desculpa para retornar em breve ao mundo icônico criado por Akira Toriyama e matar mais um pouco da saudade de um clássico eterno, que, com ou sem o poder das sete esferas do dragão reunidas, insiste em ressuscitar.