Chegou ao fim neste domingo (10) a 3ª temporada de A Idade Dourada, série da HBO que mergulha no luxo e nas disputas sociais da Nova York do final do século XIX. O oitavo episódio, intitulado My Mind Is Made Up, amarrou tramas importantes, trouxe decisões surpreendentes e, claro, entregou o tradicional grandioso baile – dessa vez, no estilo mais transformador que a série já mostrou.
Se a temporada explorou embates entre velhos e novos hábitos da alta sociedade, o episódio final deixou claro que algumas barreiras começaram a ruir. Personagens antes rígidos cederam, alianças improváveis surgiram e o jogo social ganhou novas regras – muitas delas ditadas por Bertha Russell, que mais uma vez mostrou por que é uma das figuras mais imponentes desse universo.
George Russell entre a vida e a reputação
O episódio 8 da 3ª temporada de A Idade Dourada começa em clima de tensão: George é levado para casa após levar um tiro. Para evitar escândalos, Bertha decide manter tudo em segredo, pedindo ajuda a William – um jovem médico negro formado em Harvard – para retirar a bala. A cena é intensa e ganha ainda mais peso com a presença de Marian, que ajuda no improvisado procedimento.
A recuperação é rápida, mas o episódio não perde tempo ao lembrar o perigo que William correu: caso algo desse errado, ele poderia ser acusado e até preso. Reconhecendo isso, George o recompensa generosamente – um gesto que reforça a noção de alianças estratégicas e gratidão em tempos de preconceito e convenções sufocantes.
O romance de Peggy e William
Se o tiroteio trouxe William para a casa dos Russell, foi Peggy quem ocupou seu coração. No entanto, um mal-entendido envolvendo o passado dela ameaça o romance. Após ouvir versões distorcidas sobre o bebê que Peggy teve, William se afasta, deixando-a desolada.
Felizmente, o episódio corrige esse rumo: William enfrenta a própria mãe, que é contra o relacionamento, e conta com o apoio inesperado do pai. No baile, ele pede a mão de Peggy em casamento no meio da pista de dança – um momento que, para quem acompanhou a jornada dela desde a primeira temporada, é puro triunfo.
Bertha e a revolução silenciosa
Bertha Russell segue firme em seu objetivo de remodelar as regras sociais. Sua decisão mais ousada no episódio foi convidar uma mulher divorciada – e filha de Mrs. Astor – para o baile, desafiando um dos maiores tabus da época. A atitude gera tensão com a própria Mrs. Astor, mas também sinaliza uma nova fase, onde Bertha deixa claro que pretende liderar mudanças e não apenas participar do jogo.
Enquanto isso, Agnes começa a suavizar seu comportamento rígido. Aceita que a irmã Ada assuma mais protagonismo na casa e, surpreendentemente, concorda que Marian vá ao baile com ela, Aurora e Ada. Pequenos gestos, mas que mostram um deslocamento de mentalidade.
Larry e Marian: reconciliação à vista?
Após uma temporada marcada por hesitações e desentendimentos, Larry e Marian têm um momento de reconciliação em A Idade Dourada. Não há promessa de casamento ainda, mas o carinho permanece. O conselho de George para que o filho não deixe mal-entendidos destruírem algo importante parece surtir efeito.
Ainda assim, o futuro do casal fica em aberto – talvez um gancho proposital para uma eventual quarta temporada.
Revelações finais e novos conflitos
Nem mesmo o clima festivo do baile consegue apagar a tensão no casamento dos Russell. George, ainda ressentido por achar que prejudicou a filha Gladys, decide voltar para o clube antes que ela possa contar que está grávida. A notícia, que poderia unir a família, agora corre o risco de se tornar mais um ponto de conflito entre ele e Bertha.
Com esse desfecho, A Idade Dourada encerra sua terceira temporada com promessas de novas disputas, mudanças sociais à vista e personagens prontos para enfrentar um mundo onde o velho e o novo continuam em choque – e, como sempre, em grande estilo.