Os episódios 3 e 4 de A Jogada da Vitória (The Winning Try) elevaram o nível da série sul-coreana, consolidando o drama esportivo como uma história de superação, lealdade e resistência.
Se os dois primeiros capítulos já pareciam o encerramento de um filme inspirador, os episódios seguintes provam que a jornada está apenas começando — com novos desafios, personagens e uma reviravolta que promete marcar o destino do time de rúgbi.
Episódio 3: O surgimento de Ung e o peso da esperança
A situação do time de rúgbi continua crítica: após a saída de Tae-Pung, forçada por uma administração que claramente quer desmantelar o grupo, a responsabilidade recai sobre Ga-Ram para manter o time de pé. Mesmo abalado, ele se recusa a desistir e parte em busca de um novo jogador que possa preencher a lacuna deixada.
Sua busca leva Ga-Ram até Ung, um jovem que trabalha como entregador no restaurante do pai — um ex-jogador de rúgbi que abandonou o esporte após sofrer uma grave lesão. A conexão entre os dois se constrói aos poucos, com Ga-Ram incentivando Ung a tentar jogar. Em uma sequência que remete a clássicos como Karatê Kid, vemos o jovem sendo moldado não só fisicamente, mas emocionalmente, para entender a essência do esporte.
Contudo, o passado do pai de Ung pesa sobre o presente. Após um acidente, ele culpa Ga-Ram por despertar um sonho que poderia trazer sofrimento. Em uma cena intensa, Ga-Ram rebate com sinceridade: não é o rúgbi que destrói vidas, mas sim as escolhas e circunstâncias em torno delas. Ele promete não deixar Ung passar pelo mesmo que eles passaram — e com isso, conquista a confiança do pai.
Ao fim do episódio, Ung chega à escola com Ga-Ram justo a tempo de evitar que o time seja desfeito por falta de jogadores. A chegada dele representa mais do que apenas reforço técnico: é um símbolo de esperança.

Episódio 4: Desafios absurdos e a força do espírito esportivo
O quarto episódio de A Jogada da Vitória começa com um flashback de quando Ga-Ram foi recrutado para a escola pela diretora Kang, que viu nele não apenas um talento, mas um verdadeiro espírito de equipe. Esse momento contrasta fortemente com o presente, onde o time continua sob ameaça de sabotagem da vice-direção.
A entrada de Ung na escola, no entanto, depende de um desafio quase impossível: ele precisa competir em três esportes diferentes e vencer em todos. Essa é uma regra antiga e ultrapassada, ressuscitada apenas para barrar a entrada do novo jogador. A equipe, no entanto, decide enfrentar mais esse obstáculo — porque, como diz Ga-Ram, perder não é o fim quando se tem “a jogada da vitória”.
Ung começa pelo rúgbi, e como esperado, se destaca — seu esforço como entregador já o preparou fisicamente. Depois, vem a esgrima. Mesmo contra um adversário mais experiente, ele promete ao treinador marcar pelo menos um ponto — e cumpre. A relação entre Ung e Ga-Ram cresce, com o jovem mostrando-se cada vez mais determinado e disposto a lutar não só por si, mas por todo o time.
Mas o verdadeiro teste — e a maior manipulação — vem quando o vice-diretor alega que o time de arco e flecha teve uma suposta intoxicação alimentar, obrigando Ung a competir na categoria de tiro esportivo. Um golpe planejado para garantir a derrota do garoto.
Ung, sem qualquer experiência com armas de fogo, tem tudo para falhar. Mas a surpresa vem de U-Jin, uma atleta extremamente habilidosa, que decide perder de propósito. Sua atitude deixa todos em choque — inclusive ela mesma.
U-Jin, Ga-Ram e a filosofia da derrota em A Jogada da Vitória
Após a vitória inesperada, U-Jin confessa não saber ao certo por que ajudou Ung. Ga-Ram, sempre calmo, responde com uma lição poderosa: perder pode ser parte do processo, e tudo bem não vencer sempre. U-Jin contesta, dizendo que atletas não podem perder. Mas Ga-Ram responde com firmeza: “Mas você acabou de perder”.
Essa conversa representa um dos momentos mais filosóficos da série até aqui. Ga-Ram não é apenas um atleta ou treinador — ele é alguém que compreende a essência do esporte como uma jornada emocional, e não apenas uma busca por troféus.
A fala também revela uma possível ligação mais profunda entre os dois personagens. U-Jin parece lutar com algo mais interno, talvez um trauma ou um segredo. A sua decisão de ajudar Ung pode ter sido um reflexo de suas próprias frustrações, ou o início de uma mudança de perspectiva.
Um cliffhanger de tirar o fôlego
O episódio 4 de A Jogada da Vitória termina em clima tenso. O vice-diretor, frustrado com o fracasso da sabotagem, culpa I-Ji por “falhar na única missão que tinha”, mesmo que tenha sido a escolha de U-Jin ajudar Ung.
Mas o maior choque vem nas cenas finais: Ga-Ram aparece cambaleando pelos corredores da escola, com um lado do corpo paralisado e visivelmente em dor, até desabar. Quem o encontra é justamente I-Ji, em um momento que encerra o episódio com um grande cliffhanger.
A sugestão é de que Ga-Ram esteja revivendo algum trauma antigo — possivelmente relacionado a uma acusação de doping em seu passado esportivo. O que está acontecendo com ele? Seria psicológico ou físico? As respostas virão nos próximos episódios, mas o impacto é imediato.
Sobre os episódios 3 e 4 de A Jogada da Vitória
Esses dois episódios não apenas aprofundam os personagens e introduzem novas camadas de conflito, como também reforçam a mensagem da série: o verdadeiro espírito esportivo vai além de ganhar. Trata-se de persistir, acreditar nos outros e encarar as perdas como parte do caminho.
Ga-Ram emerge como um verdadeiro pilar da série — um líder que motiva, protege e inspira. Ung, por sua vez, representa o futuro, a esperança de um time que, mesmo desacreditado, está se reerguendo com cada novo desafio.
Com uma combinação de drama esportivo, crítica institucional e desenvolvimento emocional genuíno, A Jogada da Vitória confirma que sua jornada ainda tem muito para oferecer.
Os próximos episódios prometem ainda mais emoção — e, quem sabe, redenção para Ga-Ram.