A Lenda de Sleepy Hollow

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Uma das histórias mais antigas e clássicas da cultura norte-americana é a do Cavaleio sem Cabeça. A lenda é um ícone e o personagem sobrenatural é praticamente um símbolo do Halloween estadunidense. Tudo começou com The Legend of Sleepy Hollow, um conto de Washington Irving, escritor americano que criou esta e outras histórias enquanto vivia em Birmingham, Inglaterra. A primeira vez que a história do Cavaleiro foi publicada foi em 1820 e desde então vem sido lido e reinterpretada das mais diversas formas.

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A mais recente é a série da Fox, Sleepy Hollow, que faz o que muitos programas e adaptações acabam fazendo com grandes clássicos: trazer seus personagens e conflitos para os dias atuais. Criada por Alex Kurtzman, Roberto Orci, Phillip Iscove e Len Wiseman, o show traz Ichabod Crane e seu inimigo, o Cavaleiro, para os nossos tempos. A trama começa com Crane, em 1781, em uma missão para o General George Washington. Ichabod acaba encontrando e matando, no meio de uma batalha, o Cavaleiro sem Cabeça que, por sua vez, mata Ichabod. Séculos depois, o Cavaleiro é trazido à vida, e Crane acaba sendo ressuscitado junto, já que seu sangue havia se misturado ao do inimigo na hora da morte.

Trata-se de uma imensa “licença” poética, já que o conto original tem os pés mais firmes no chão do que a adaptação televisiva. Se é que é possível dizer que uma história envolvendo um andante homem sem cabeça tenha os pés no chão. Nas páginas, a história se passa em 1790, em um lugar chamado Sleepy Hollow. Neste cenário, Crane compete com Abraham Van Brunt pela mão da jovem Katrina Van Tassel. Uma noite, Ichabod é perseguido pelo Cavaleiro sem Cabeça, o fantasma de um homem que teve a cabeça arrancada por uma bola de canhão durante uma batalha da Revolução Americana.

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O filme de Tim Burton é um pouco mais fiel ao conto original. E tem visual impecável!

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Analisado friamente é um conto simples, sem grandes reviravoltas ou desenvolvimento de personagens. Talvez seja por isso que vários autores tenham se apropriado da ideia e dos personagens para criarem histórias originais. O próprio filme de Tim Burton, uma das mais famosas releituras do clássico, toma inúmeras liberdades com relação ao material original. Neste sentido, aliás, o longa-metragem com Johnny Depp se sai muito melhor na adaptação do que Sleepy Hollow, que acaba descaracterizando drasticamente alguns pontos fundamentais da história original. Na série, por exemplo, o Cavaleiro sem Cabeça é um dos Quatro Cavaleiros do Apocalipse, o que está longe de ser parte do conto de Washington Irving.

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É visível, portanto, que Sleepy Hollow aproveita um conceito clássico e personagens icônicos para contar uma história à parte, livre das amarras do material original. A série, na verdade, acaba sendo uma procedural, com o caso da semana, o breve mistério a ser desvendado. Ainda assim, acompanhar Ichabod e o lendário Cavaleiro sem Cabeça tem o seu charme.

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Jornalista, curioso e viciado em cultura. Escreve há quase 10 anos no Mix e Six Feet Under é sua série favorita.