A linda minissérie A Casa das Sete Mulheres

A casa das sete mulheres

Vamos de série nacional hoje? Eeeee! Venho aqui falar de uma minissérie, nem tão mini assim, que assisti duas vezes já e que roubou meu coração quando passou na Globo há 12 anos atrás (gente me senti idosa agora). Assisti em 2006 quando passou de novo!

Adaptação do livro de mesmo nome, da gaúcha Letícia Wierzchowski, mostra o papel das mulheres nos bastidores da revolta conhecida como Guerra dos Farrapos ou Revolução Farroupilha. Insatisfeitos com o governo Imperial, os sulistas da província de São Pedro do Rio Grande do Sul, queriam independência da província como estado republicano, tornando-se a República Rio-Grandense!!! Bah Tchê.

Quem viu, uma ou duas vezes como eu, se apaixonou pelas paisagens, trilha sonora e interpretações dessa minissérie que foi um sucesso da Rede Globo – não se fazem mais como essa. A história gira em torno da família do líder dos farrapos, Bento Gonçalves (Werner Schunemann). Eles moram todos em uma casa grande de fazenda, onde ocorrem as festas, casamentos, separações, mortes e retornos das guerras.

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Vamos falar das protagonistas, as sete corajosas mulheres que defenderam sua honra, sua terra e os ideais de seus maridos à ferro e fogo. Primeiramente a Dona Caetana (Eliane Giardini), esposa de Bento Gonçalves, que tem um terecoteco com Bento Manuel (Luís Melo). Dona Ana Joaquina (Bete Mendes), sempre muito bondosa e acolhedora ao contrário de sua irmã Dona Maria (Nívea Maria) que faz suas três filhas sofrerem o diabo, ambas são irmãs de Bento Gonçalves que ajudam Caetana cuidar da Instância. As filhas sofredoras da Dona Maria são Manuela (Camila Morgado), Rosário (Mariana Ximenes) e Mariana (Samara Felippo), que tem uma sina de chorar pelo amor de seus homens durante toda a história, sendo que Rosário é até meio delusional, mas garanto que todas têm histórias lindas de viver. Com a filha mais velha de Caetana e Bento, Perpétua (Daniela Escobar), as quatro formam um grupo imbatível, escapam, lutam pela suas felicidades, tão difíceis de alcançar. Ainda mais as filhas de Dona Maria que precisam permanecer virgens até o casamento, pense numa coisa difícil no meio de um exército de homens de uniforme! Tô falando dos inimigos também hein.

 

A casa das sete  mulheres

 

Brincadeiras à parte… Rosário, por exemplo, se apaixona por Estevão (Thiago Fragoso), um soldado das tropas inimigas de seu tio Bento, fazendo ciúmes no seu prometido, Afonso Corte Real (Murilo Rosa), que não é de se jogar fora – mesmo. Mas é outro romance que fica mais em destaque mesmo não sendo meu preferido: Manuela e Giuseppe Garibaldi (Thiago Lacerda), é ela que narra a história escrevendo em seu diário sobre o período da Revolução. É simplesmente espetacular a narração dela, é o que dá emoção, ótima atriz que fez um grande papel! Na minissérie ela é prometida a Joaquim e a família não deixa ela casar com Giuseppe, no livro é Manuela que não tem coragem que ir pra guerra com ele. Tudo pelo drama né, porque na telinha, a viagem dela para reencontrar seu amor seria boa de ver, principalmente quando ela desse de cara com Anita (não a do funk pelo amor de Deus) que se tornou a guerreira mais conhecida do sul do Brasil, ao lado do amado Garibaldi, e se tornou mais tarde Anita Garibaldi, que dá nome a uma cidade de SC junto de Bento Gonçalves no RS. Muito amor não é mesmo?

Vou resumir agora, vale muito a pena ver, assistam! Vou economizar e comprar os DVDs pra ver de novo. Mais algumas curiosidades pra vocês: A adaptação da Globo mudou outras coisas – acho que para não chocar tanto com os costumes do século retrasado. Por exemplo, no livro, Manuela tinha 15 anos, na TV no mínimo 20, e daí já correu atrás do Giuseppe dela. Dona Maria não era amarga no livro, mas como eu disse, tudo pelo drama ! E não importa quantos papéis Thiago Lacerda faça depois desse, ele sempre parece o Giuseppe para mim.

Adorei relembrar um pouquinho dessa delícia de série e contar um tantinho da história do meu sul. Se vocês lembram de ter assistido, comentem as melhores cenas aí, a minha é a cena da ida do barco para Laguna, e a sua?

Caroline Marques

Caroline Marques

Engenheira de Alimentos, mestre em química de alimentos, um tanto quanto viciada em séries, filmes e livros. Fã de Hannibal, Dexter, Grey's Anatomy, Demolidor, Sherlock e Stranger Things. Reviewer de Chicago PD.

2 comments

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  1. Eduardo Nogueira
    Eduardo Nogueira 20 março, 2015 at 07:51 Responder

    Como sempre um ótimo texto Carolinda <3
    Essa minissérie realmente é um marco na TV brasileira, não assisti a todos os capítulos, mas eu gostava muito. Uma coisa que percebi é que Bete Mendes sempre faz o papel das tias água com açucar, não a imagino por exemplo fazendo uma megera. Como eu odiava a personagem da Nivea Maria, chata pra c#$%lho. De todas elas, minhas favoritas eram Rosário e Anita Garibaldi (Giovanna Antonelli, com licença) <3

    • Caroline Marques
      Caroline Marques 20 março, 2015 at 13:33 Responder

      Rosário também era minha preferida, a história dela com o soldado inimigo Estevão, foi maravilhosa <3 Obg Du *–*

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