A segunda temporada de Orange is the New Black

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Depois de um intervalo tão longo quanto seria a sentença de Piper se ela realmente tivesse matado Pennsatucky, a segunda temporada de Orange is the New Black finalmente deu o ar da graça no ultimo dia 6. Como de costume, o Netflix liberou todos os episódios de um vez, por isso essa será uma review especial abordando a temporada inteira dessa que foi uma das estreias mais elogiadas de 2013 e não deixou nem um pouco a desejar em seu segundo ano.

Realmente, “everything is different the second time around”. Ok, nem tudo, mas já conseguimos observar várias mudanças, sobretudo no que diz respeito à protagonista. Passado o período de adaptação de Piper à sua nova realidade, nessa segunda temporada já a vimos se impondo mais, enfrentando as demais detentas, conquistando seu espaço e de certa forma tentando fazer valer a breve fama de bad ass que conquistou no incidente com Pennsatucky (mas não convenceu nem a novata). Já é notável a maneira como Piper abraçou sua condição e passou a agir como se realmente pertencesse àquele lugar, diferente do início em que ficava contando os minutos para sua pena acabar, enquanto evitava arranjar maiores problemas. Dessa vez ela nem pensou duas vezes antes de usar outra pessoa para atingir um objetivo ínfimo, justamente o tipo de atitude que, se eu me lembro bem, ela costumava condenar.

Já Alex praticamente só apareceu para decepcionar seus incontáveis fãs e dar razão àqueles que nunca acreditaram em suas boas intenções e desconfiavam de cada um de seus movimentos. O que claramente não é o caso da Piper, que eu já desisti de tentar entender. Uma hora não quer nem ouvir falar em Alex, na outra já está implorando para que ela vá visita-la e dando um jeito de trazê-la de volta à prisão (e não é por seu senso de justiça, garanto). O lado bom disso é que teremos muita Alex na próxima temporada, para compensar a falta que ela fez nessa. O fato é que ninguém consegue odiar Alex por muito tempo, o que torna até compreensível a vulnerabilidade de Piper quando se trata dela.

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Quanto às novas personagens, achei que Brook foi um bom acréscimo, principalmente para a parte cômica da série. O mesmo para o grupo de idosas, principalmente Jimmy, que até achou um jeito de escapar e, infelizmente, foi “solta por compaixão”. A propósito, meus parabéns para aquela que matou (?) a pessoa errada, hein. Mas valeu a intenção. Falando nisso, achei a presença da Vee na série no mínimo desnecessária. Na verdade eu odiei mesmo. A princípio parecia ser um plot interessante e que traria boas histórias paralelas à de Piper, mas quando ela passou a jogar Taystee contra Poussey e gerar desavenças com outros grupos, aí eu já lamentei o instante em que ela deu as caras na série. Depois o ódio foi inevitável, obviamente, e se estendeu a Cindy, Watson e Taystee por um tempo, também. Já Red estava ótima nessa temporada, ainda mais pela amizade presumidamente improvável que criou com Piper. E essa rixa entre Red e Vee acabou tomando conta da temporada, já que Piper não fez muito além de alimentar sua quase obsessão por Alex.

Enquanto isso, os assuntos mundanos que compõem o dia-a-dia do presídio de Litchfield e que, na minha opinião, tornaram a série o sucesso que é, só melhoraram nesse segundo ano, com suas habituais situações tão cômicas quanto trágicas da vida na carceragem. Achei ótimo a atenção especial que deram às detentas que haviam sido deixadas meio de lado na primeira temporada e mostrarem de forma mais aprofundada a vida delas antes de chegarem ali, principalmente porque a maioria levava uma vida muito diferente da qual imaginávamos. Esse lado da série é tão bom que aposto que poucos sentiram falta da Chapman no segundo episódio e muitos estavam menos interessados no futuro dela do que em quem venceria o sex contest de Nicky e Boo. Finalmente deram mais detalhes da história da Morello e seu noivo imaginário que acabou não sendo tão imaginário quanto a história em si. E vamos concordar, Morello e Nicky são as melhores pessoas daquela prisão. Já Bennett de santo só tem a cara mesmo, pois não se importou nem um pouco em deixar outro levar a culpa pelo seu erro. Mas foi santo por aturar a Daya, que por favor, como estava chata! Aliás, achei que aquela história da gravidez iria resultar num escândalo muito maior, mas acabou não dando em muita coisa. Caputo foi outro que se destacou muito e se revelou parte quase que essencial da série, espero que ele permaneça na administração do presídio.

Essa season finale foi consideravelmente menos dramática que a anterior, sendo dominada pelo caso do ataque cometido por Vee contra Red, que resultou no ponto alto da temporada: Rosa atropelando Vee com o furgão da prisão, que ela usou para escapar e passar suas últimas semanas de vida em liberdade. Prêmio de melhor personagem da temporada para Miss Rosa, por favor. E Crazy Eyes se superou em sua loucura, parabéns à atriz. No geral, essa temporada conseguiu o improvável feito de superar a anterior. E lá vamos nós para mais um infindável ano de espera.

PS1: Caputo e O’Neill cantando.

PS2: Larry e Polly = ZzzzZzz

PS3: Durou pouco, mas “Mendez was back, bitches!”. o/

“The thing about reality is that it’s still there waiting for you the next morning.” – Miss Rosa

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