A televisão brasileira para colecionadores

nazaré tedesco

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Por mais apaixonado que alguém seja por séries norte-americanas, é inegável a importância da televisão brasileira para a formação do repertório cultural. De Viúva Porcina à Nazaré Tedesco, passando por Hebe Camargo e Silvio Santos, alguns nomes são verdadeiros símbolos culturais. Entendido isso, o Dicionário da Televisão Brasileira (Editora InHouse) nasce com o objetivo de catalogar esses personagens.

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Resultado de uma pesquisa que começou como hobby ainda na década de 1990, o livro passeia por mais de 60 anos de história de um dos veículos mais importantes do Brasil. Escrito pelo jornalista Thell de Castro, traz 3.200 verbetes que explicam fatos memoráveis da história do televisor no País.

dicionário tvEspecialista em tevê, Thell foi um adolescente que tinha  hábito de catalogar toda informação relacionada à indústria, como um colecionador. “Costumo dizer que é o trabalho de uma vida inteira”, diz sobre a pesquisa que virou objeto de estudo acadêmico em 2001, quando entrou no Jornalismo. Houve o processo de verificação cruzando registros de jornais antigos. O esforço foi necessário para trazer a informação mais precisa possível.

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Seguindo a formatação clássica dos dicionários, de A à Z, A publicação traz casos curiosos como a produção de “Anastácia, a Mulher Sem Destino” (1967), que precisou mudar o rumo narrativo na metade dos capítulos. Personalidades, novelas, programas de auditório e até jornalísticos, tudo incluído. O Dicionário deve ganhar outros volumes futuramente, segundo o autor, destacando programações regionais e à cabo.

As séries de TV nacionais também entram nos verbetes. Alguns achados como Aventuras de Eva, seriado produzido pela TV Tupi em 1957 e protagonizado por Eva Todor é uma das surpresas. Minisséries clássicas como Hilda Furacão e A Casa das Sete Mulheres também não ficam de fora.

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Castro comenta que, atualmente, a indústria televisiva passa por um momento de adaptação. Ele afirma que as emissoras mantêm cada vez menos público cativo, aquele que se reunia na sala de casa para assistir aos programas, como acontecia nos anos 1970 e 80. Mesmo assim, considera a tevê brasileira uma das mais “criativas” do mundo.

Para ele, é preciso inovar no modo de contar histórias, mas deve ser feito com cuidado. “Os últimos grandes fenômenos da teledramaturgia foram tramas tradicionais”, lembrando de Avenida Brasil (2012) e Senhora do Destino (2004). Diferentemente de quem prefere as tramas diversificadas das séries, “o público ainda gosta de um bom e velho novelão”.