A transcendente abertura de Vinyl

O Aberturas dessa semana traz como tema principal uma das melhores estreias da mid-season 2016: Vinyl, a série criada por Mick Jagger e Martin Scorsese, com o apoio de Terence Winter. O show se passa na emergente Nova Iorque de 1973 e narra a história de Richie Finestra, dono da gravadora American Century Records, que após sofrer problemas com um acordo com a banda Led Zeppelin e com o cancelamento da venda da mesma para a PolyGram Alemã, se vê agora entre a ruína ou a ascensão.

A abertura de Vinyl nos entrega exatamente aquilo que queremos ver em uma série com tal nome. Temos nela todos os símbolos encontrados na série e na Nova Iorque da década de 1970: diferentes estilos, diferentes musicas, drogas e, é claro, música. Essa introdução é toda em preto e branco, e se fosse colorida ela não conseguiria de forma alguma passar toda a energia que ela deseja transmitir, pois o preto e branco nessa época era normal na televisão, as rádio novelas eram normais. O preto e branco mostra o cru, mostra a polpa que era a disposição dos músicos daquela época, que dentro de seus corações e cabeças não nutriam nenhum tipo de mentalidade voltada aos negócios, mas sim ao poder e a vontade de criar musica de verdade e passá-las as pessoas.

Embora o seu foco seja o rock, Vinyl vai além, ela quer mostrar a real evolução que a música teve nos anos de 1970, e a sua abertura nos mostra isso através de quatro pontos principais que a guiam.

 

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A primeira delas é a droga. Quando a heroína esta sendo preparada para o usuário, essa é a reação química que ela sofre. A heroína foi uma droga muito popular durante essa época no meio artístico, ao lado da cocaína, pois servia como uma forma de alívio e relaxamento para o estresse e também como uma forma de manter as pessoas mais ativas e dispostas. Uma das melhores coisas de Vinyl, até o momento, é a sua forma sincera de demonstrar o quão comum e impactante as drogas eram nessa época.

 

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A segunda delas é o clássico disco de vinil. A música tema, Sugar Daddy, só tem seu inicio quando a agulha entra no lugar certo do disco e entrega todo o tom necessário para a abertura. Sua sonoridade lembra muito as gravações mal produzidas de álbuns daquela época, algo cru e real, feito com a alma e o espírito do rock n’ roll. A música de fato é muito boa e combinou muito com a abertura. Outro fato que ajudou isso foi a parte musical que vinha antes da tema entrar, era um som que seguia a agulha até ela encaixar-se e Sugar Daddy dar início.

 

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O terceiro ponto é a música, a mistura de gêneros, de estilos, a mistura de vida, o senso de liberdade transmitido através do som exalado dos amplificadores e da rádio. A abertura nos introduz a vários estilos. Entre solo de baterias, stage dives, hip hop e folk, ela nos entrega a música como um todo. Conseguimos sentir a vibração do publico no instante em que suas mãos tocam o ídolo, que esta “mergulhando” no seu público.

 

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A imagem acima é o poder que a música tem em quebrar barreiras, seja ela qual que for. No piloto de Vinyl, a música contagiante do New York Dolls foi capaz de fazer um prédio, Mercer Center, desabar – é claro que ele já estava danificado, mas vamos ficar com a imagem de que a música é poderosa a essa ponto –, porém não é só isso, a música é transgressora e ela não fica apenas em uma região, ela quebra a suas próprias barreiras para poder evoluir a próximos locais.

Com cenas rápidas e energéticas, a abertura de Vinyl não é menos do que sensacional, por conseguir abordar elementos variados. Em um instante estamos vendo um baterista solando, em outro temos um stage dive, em outro temos as drogas, o hip hop, festas underground, mais drogas e então um possível desabamento que traz o nome do episódio.

 

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Tags VINYL
Equipe Mix

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Perfil criado para realizar postagens produzidas pela equipe do Mix de Séries.

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