Agora é que são elas!

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Estamos em pleno século 21, mas infelizmente ainda lidamos no mundo com questões retrógradas, que recentemente vem ganhando espaço na mídia. Nos últimos dias o racismo e machismo falaram mais alto após a divulgação do trailer do novo filme da franquia Star Wars, onde os protagonistas são respectivamente um negro e uma mulher. Apesar disso, alguns tapas vêm sendo bem dados nesse tipo de sociedade. Um exemplo claro foi no domingo passado, onde o tema da redação do Enem falou sobre a violência contra a mulher.

Ainda disputando seu espaço por igualdade, as mulheres estão ganhando cada vez mais destaque na TV, e o melhor de tudo em produções de super heróis. Não é de hoje que atrações do gênero vem sendo sucesso em produções televisivas e cinematográficas, tanto que atualmente CW, FOX, ABC e CBS têm em sua programação alguma produção do universo Marvel ou DC Comics, o mesmo podemos dizer em relação ao serviço de streaming Netflix.

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Depois de algum tempo não terem destaque nas telas, as super heroínas estão voltando e digo mais, com força total!

 

 

As super heroínas começaram a ganhar vez na TV na década de 60 na série Batman. Naquela época o homem morcego e seu fiel escudeiro Robin contaram algumas vezes, durante as três temporadas da atração, com a ajuda de Batgirl. A personagem era um alter ego de Barbara Gordon, filha do comissário Gordon. Na década seguinte, elas acabaram tendo mais destaque na TV americana, com Wonder Woman e The Bionic Woman. Ambas tiveram três temporadas cada, passando por duas emissoras diferentes. No meio disso tudo, a ABC também decidiu produzir a série Electra Woman and Dyna, só que essa acabou sendo um verdadeiro fiasco e o extremo do bizarro.

Aliás, a série da heroína amazona da DC Comics quase surgiu na verdade em 1967, por conta do sucesso da atração do homem morcego. Porém o projeto só se concretizou mesmo anos depois, tendo Lynda Carter como protagonista.

Na década de 90, o poder feminino voltou novamente com tudo, com a estreia de Xena, a Princesa Guerreira. A personagem não obtinha poderes, mas isso não a impediu de ser uma verdadeira heroína medieval, e mostrando a força de mulher já naquela época. A atração agradou tanto, que durou seis temporadas e há boatos de um possível revival para 2016.

Os anos 2000, por sua vez, não foi tão favorável para produções do gênero. Com o sucesso de Smallville, que retratava um jovem Clark Kent até se tornar o renomado Superman, estrearam mais ou menos naquela época as séries Black ScorpionBirds of Prey, que infelizmente não obtiveram o mesmo sucesso. Em 2007 a NBC decidiu apostar no remake de The Bionic Woman, surgindo então Bionic Woman. Diferente da primeira versão, a série não agradou tanto e acabou sendo cancelada em sua única temporada.

Anos depois o canal quis investir numa nova versão de série para a Mulher Maravilha. Foi anunciado na época a produção de Wonder Woman, que seria estrelada por Adrianne Palick (SupernaturalAgents of S.H.I.E.L.D). A notícia até chegou a agradar os fãs da heroína, mas por conta de diversos problemas em sua pré-produção, como alterações de script, o projeto acabou não saindo do papel.

Com todo esse histórico, apesar do gênero de super herói ter ganhado novo fôlego após Smallville, e na atual década várias atrações finalmente começarem a sair do papel, essa é a hora mais do que certa para que essas mulheres fortes e guerreiras mostrarem suas forças. E isso já está começando a acontecer, pois é notável como as personagens femininas nessas atrações vêm ganhando cada vez mais destaque.

 

 

Em Arrow, por exemplo, em sua segunda temporada fomos apresentados à Canário Negro, que na época ainda não era aquela dos quadrinhos do Arqueiro Verde. Ela começou como alter ego de Sara Lance, e que possuía certa ambiguidade. Com a morte da personagem, Laurel, irmã e destinada a se tornar a verdadeira Canário, como forma de honrar a memória de Sara assumiu o fardo de heroína. Essa transição não só mudou os rumos da série, como também mudou a advogada por completo. Ela que, querendo ou não é a protagonista feminina de Arrow, desde o começo da série sofria uma considerável rejeição por parte do público, e o jogo virou quando ela acabou se tornando a Canário Negro. Ainda na série, uma nova heroína surgiu entre o final da terceira e o começo da atual quarta temporada. Thea, irmã de Oliver, também acabou se tornando heroína, se tornando Speedy, personagem presente no Universo DC Comics.

A Marvel por sua vez também não ficou atrás, e lançou pelo canal ABC em 2013 a série Agents Of S.H.I.E.L.D. Apesar de alguns tropeços na primeira temporada, além dos personagens não possuírem super poderes, na história podemos destacar Skye como uma potencial heroína, principalmente por conta de sua gradativa evolução. É claro que, nada contentes, o canal estreou esse ano o spin off da série, Agent Carter.

Essa produção podemos chamar como um tapa bem dado. A atração mostra a vida de Peggy Carter, o amor de Steve Rogers aka Capitão América, após o final do primeiro filme do herói vingador. A moça começou a trabalhar secretamente na Reserva Científica Estratégica, e tinha que manter isso como sigilo, mantendo como fachada a imagem de uma mera telefonista. Apesar disso, pelo fato da história se passar nos anos 40, é evidenciado de como era o machismo naquela época, e a luta de Peggy em combater esse dilema. A série voltará em janeiro, e houve rumores na época de sua renovação que a segunda temporada se passaria nos dias atuais, sendo protagonizada por Sharon Carter (Emily VanCamp), sobrinha neta da protagonista. Ainda bem que isso não vai acontecer, por ora, pois tais questões podem e precisam ser melhor exploradas daquela época.

A atração da ABC em parceria com a Marvel foi apenas uma prévia do que está por vir, já que pegando carona, outras séries solos de heroínas prometem invadir a TV americana nos próximos tempos. Na última segunda (26) estreou finalmente Supergirl, que já chegou com tudo, sendo a série estreante de maior audiência dessa fall season. No próximo dia 20 de novembro é a vez do Netflix disponibilizar a primeira temporada de Aka Jessica Jones, super heroína do universo Marvel.

Aos poucos mais super heroínas vêm aparecendo, e com certeza em decorrência dessa ascensão e melhor aceitação do público em relação a elas, tenham certeza que mais produções solo dessa mulherada ainda estará por vir. Seja na TV aberta, fechada ou por streaming. Sem contar de outras atrações como DC’s Legends Of Tomorrow, que contará com a Mulher Gavião e Canário Branco na história, e a segunda temporada de Marvel’s Daredevil que terá a introdução de Elektra na trama, ambas com estreia para 2016.

Agora é que são elas!

Eduardo Nogueira

Eduardo Nogueira

Administrador apaixonado por séries e música, sou fã assumido de Friends, e tenho guilty pleasure pelas séries da CW. No Mix sou editor de reality show, cobrindo atrações do gênero como as franquias The X Factor , The Voice, American Idol, entre outros. Faço também reviews das séries Mom, Supergirl, The Good Place, Scream, Fuller House e da brazuca A Garota da Moto. Além disso, deixo vocês sempre atualizados com as nossas Bolhas de Cancelamento, e também escrevo as colunas de Elenco e Teu Passado Te Condena. No tempo que me sobra faço um café para as visitas, rs. Ufa!

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